TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

terça-feira, 2 de maio de 2017

EDUARDO PORTELLA - Arte Tumular - 385 -







Eduardo Portella Academia Brasileira de Letras
Nascimento8 de outubro de 1932
SalvadorBahia Bahia
Morte2 de maio de 2017 (84 anos)
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoCríticoprofessorescritorconferencistapesquisadorpensadoradvogado e político

PERSONAGEM
 Eduardo Mattos Portella (Salvador, 8 de outubro de 1932 – Rio de janeiro, 2 de maio de 2017) foi um crítico, professor, escritor, conferencista, pesquisador, pensador, advogado e político brasileiro.  Pertenceu à Academia Brasileira de Letras
Morreu aos 84 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
.Integrou o gabinete civil do Presidente Juscelino Kubitschek. Foi ministro da Educação no governo João Figueiredo, de 15 de março de 1979 a 26 de novembro de 1980, lutando pela anistia:

"O que me deixou contente foi ter sido convidado a ser ministro da Abertura. Nem sempre os meus prazos coincidiram com os dos militares, sobretudo da comunidade de informações. Mas eu, como ministro, recusei a censura, anistiei todos."

 Foi demitido pelos militares porque apoiou a greve dos professores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Deixou registrada nos anais da história a frase "Não sou ministro; estou ministro",
demonstrando a transitoriedade de seu ministério.

Teve o apoio da então deputada Maria da Conceição Tavares, em discurso aos parlamentares. Foi secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro entre 1987 e 1988. Coordenou a pasta de Educação, Cultura e Comunicação da Comissão de Estudos para a Constituição de 1988, ligada à presidência da República. Ocupou a vice-presidência de 1988 a 1993 e a presidência da Conferência Mundial da UNESCO de 1997 a 1999.

Foi diretor do Fundo Internacional para a Promoção da Cultura (IFPC, na sigla em inglês). A Universidade Federal do Rio de Janeiro lhe deu o título de Professor emérito. Foi pesquisador nível 1 do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Fundador e diretor das Edições Tempo Brasileiro, introduziu Heidegger no Brasil, além de divulgar o Formalismo Russo de Yuri Tynianov. A Tempo Brasileiro é hoje a principal editora das obras de Jürgen Habermas.

Eduardo Portella defendeu tese de doutorado em 1970, propondo um método crítico de base hermenêutica, teórica e filosófica, com fortes inclinações liberais e antipositivistas. Foi publicada sob o título Fundamento da Investigação Literária (1973, refundida em 1974). Este fundamento é a visualização do entre-texto, fronteira entre linguagem e uso da língua, responsável pela literariedade. À frente dos parâmetros usuais, sua tese acerca do Romantismo para professor titular jamais foi
publicada.

Lorbeerkranz.png Academia Brasileira de Letras

Membro da Academia Brasileira de Letras, foi o sexto ocupante da cadeira 27, eleito em 19 de março de 1981, recebido em 18 de agosto de 1981 pelo acadêmico Afrânio Coutinho. Recebeu as acadêmicas Lygia Fagundes Telles e Zélia Gattai e os acadêmicos Carlos Nejar, Celso Furtado, Cândido Mendes de Almeida, João Ubaldo Ribeiro, Ivan Junqueira, Alfredo Bosi e Merval Pereira.

MORTE
Faleceu, hoje, no Rio. Mais cedo, ele foi internado no Hospital Samaritano.

Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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