sexta-feira, 5 de junho de 2020

HENFIL (Henrique de Souza Filho) - 509 - Arte Tumular - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro




ARTE TUMULAR 

Local - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro

Henfil
Nome completoHenrique de Souza Filho
Pseudónimo(s)Henfil
Nascimento5 de fevereiro de 1944
Ribeirão das NevesBrasil
Morte4 de janeiro de 1988 (43 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
NacionalidadeBrasil brasileiro
Prémios1965 - Troféu Cid Rebelo Horta
1981 - Prêmio Vladimir Herzog
Áreajornalistacartunistaquadrinista

PERSONALIDADE
Henrique de Souza Filho, mais conhecido como Henfil (Ribeirão das Neves, 5 de fevereiro de 1944 — Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1988), foi um cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro.
Morreu aos 43 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Como outros dois de seus irmãos — o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário — herdou de seus pais a hemofilia, distúrbio que impede a coagulação do sangue, fazendo com que a pessoa seja mais suscetível a hemorragias.

Henfil cresceu na periferia de Belo Horizonte, onde fez os primeiros estudos, frequentou um curso supletivo noturno e um curso superior em sociologia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, que abandonou após alguns meses. Foi embalador de queijos, contínuo em uma agência de publicidade e jornalista, até especializar-se, no início da década de 1960, em ilustração e produção de histórias em quadrinhos.

A estreia de Henfil como ilustrador deu-se em 1964, quando, a convite do editor e escritor Roberto Dummond, começou a trabalhar na revista Alterosa, de Belo Horizonte, onde criou "Os Franguinhos". Em 1965 passou a colaborar com o jornal Diário de Minas, produzindo caricaturas políticas. Em 1967, criou charges esportivas para o Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro. Também teve seu trabalho publicado nas revistas Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro. A partir de 1969, passou a colaborar com o Jornal do Brasil e com O Pasquim.

Nessas publicações, seus personagens atingiram um grande nível de popularidade. Já envolvido com a política do país, Henfil criou em 1970 a revista Fradim, que tinha como marca registrada o desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros.

Com o advento do AI-5 — garantindo a censura dos meios de comunicação, e os órgãos de repressão prendendo e torturando os "subversivos" —, Henfil, em 1972, lançou a revista Fradim pela editora Codecri, que tornou seus personagens conhecidos. Além dos fradinhos Cumprido e Baixim, a revista reuniu a Graúna, o Bode Orelana, o nordestino Zeferino e, mais tarde, Ubaldo, o paranoico.

Henfil envolveu-se também com cinema, teatro, televisão (trabalhou na Rede Globo, como redator do extinto programa TV Mulher) e literatura, mas ficou marcado mesmo por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros.

Ele tentou seguir carreira nos Estados Unidos, onde passou dois anos em um tratamento de saúde. Como não teve lugar nos tradicionais jornais estadunidenses, sendo renegado a publicações underground, Henfil escreveu seu livro "Diário de um Cucaracha". De volta ao Brasil. ele também fez participação da revista Isto É onde escrevia uma coluna chamada Cartas da Mãe.

Henfil passou toda sua vida a defender o fim do regime ditatorial pelo qual o Brasil passava. Em 1972, quando Elis Regina fez uma apresentação para o exército brasileiro, Henfil publicou em O Pasquim uma charge enterrando a cantora, apelidando-a de "regente" — junto a outras personalidades que, na ótica dele, agradariam aos interesses do regime, como os cantores Roberto Carlos e Wilson Simonal, o jogador Pelé e os atores Paulo Gracindo, Tarcísio Meira e Marília Pêra. Anos mais tarde, o cartunista disse que se arrependia apenas de ter enterrado Clarice Lispector e Elis Regina.

Em 2017 foi lançado um documentário sobre sua vida, sua arte, e como ele pode ser interpretado nos dias de hoje por artistas mais jovens. Cronista de humor

Os escritos de Henfil eram anotações rápidas. Não eram propriamente crônicas, mas um misto de reflexões rápidas, assim como seus traços ligeiros dos cartuns. Célebres eram suas "Cartas à mãe" — título comum em que escrevia sobre tudo e todos, muitas vezes atirando como metralhadora, usando um tom intimista do filho que realmente fala com a mãe — ao tempo em que criticava o governo e cobrava posições das personalidades.

Mesmo seus livros são em verdade a reunião desses escritos, a um tempo memorialistas e de outro falando sobre tudo, sobre a conjuntura política e seu engajamento.

Em Diário de um Cucaracha, por exemplo, Henfil narra sua passagem pelos Estados Unidos, onde tentou "fazer a América, sonho de todo latino-americano que se preza" (segundo ele próprio). A obra traz um quadro em que o cartunista relata o choque cultural que experimentou, a reação vigorosa do público norte-americano aos seus personagens, classificados como agressivos e ofensivos. Tudo isso escrito em capítulos pequenos, no tom intimista de quem dialoga não com um leitor anônimo, mas com um amigo ou conhecido. No ano de 2009 seu único filho criou o Instituto Henfil.

Uma série de cartuns de Henfil que ficou bastante conhecida foi O Cemitério dos Mortos-Vivos, em que "enterrava" personalidades públicas que, na opinião do cartunista, eram favoráveis a ditadura. Além de empresários, Henfil atacou pessoas como Roberto Carlos, Pelé e Tarcísio Meira.

Através de uma parceria entre a ONG Henfil e o Instituto Henfil, as 31 revistas Fradim, publicadas por Henfil entre os anos de 1971 e 1980, serão reeditadas. Alguns exemplares já estão à venda na internet. A previsão era de que a coleção estivesse completa até o fim do primeiro semestre de 2014. Além das reedições, uma edição foi feita especialmente para o projeto: a edição Número Zero, que resgata os personagens clássicos de Henfil.

Em 2017 foi lançado um documentário dirigido pela cineasta Angela Zoé, sobre a vida, a arte, a interpretação do artista nos dias de hoje, por artistas mais jovens.

MORTE
Após uma transfusão de sangue, acabou contraindo o vírus da AIDS. Ele faleceu vítima das complicações da doença no auge de sua carreira, com seu trabalho aparecendo nas principais revistas brasileiras.

Fonte - pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales

quinta-feira, 4 de junho de 2020

CARVALHINHO (Rodolfo da Rocha Carvalho) - 508 - Arte Tumular - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro



ARTE TUMULAR

Local- Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro

PERSONAGEM
Rodolfo da Rocha Carvalho, mais conhecido como Carvalhinho, (Recife, 24 de maio de 1927 — Rio de Janeiro, 1 de março de 2007) foi um ator e humorista brasileiro.
Morreu aos 79 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Carvalhinho iniciou a sua carreira na década de 1940. Ao longo de seis décadas de carreira trabalhou tanto no cinema como na televisão. Ainda no Recife, foi garoto prodígio, tendo atuado no rádio em diversas produções que o revelaram e o levaram à televisão anos mais tarde.

Dedicou a maior parte de sua vida e obra ao teatro, aonde se tornou conhecido por seus papéis cômicos. Ao lado de Jorge Dória, protagonizou um dos maiores sucessos do teatro brasileiro, A Gaiola das Loucas. Após anos em cartaz viajando por todo o Brasil, a dupla vendeu os direitos da peça e partiu para novos projetos em teatro, cinema e TV.

MORTE
Faleceu aos 79 anos de idade, vítima de parada cardiorrespiratória. Segundo a família, o ator já sofreria de problemas cardíacos. Carvalhinho sentiu-se mal enquanto jantava em sua casa. Foi levado de emergência para a Clínica Tijucor, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, mas a sua morte foi inevitável. O corpo do ator foi velado na capela do Hospital Santa Teresinha, também na Tijuca. O enterro teve lugar no cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales

CÉSAR LADEIRA - 507 - Arte Tumular - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro



ARTE TUMULAR
Local-  Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro



PERSONAGEM
César Rocha Brito Ladeira, mais conhecido como Cesar Ladeira, (Campinas, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1969) foi um radialista brasileiro, ficou conhecido como "A voz da Revolução Constitucionalista", que ocorreu em 1932, e veio a se tornar um dos ícones da era de ouro do rádio no Brasil e dos mais famosos locutores do país.
Morreu aos 58 anos.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Ladeira foi o criador de nomes artísticos com os quais alguns cantores passaram a ser identificados: "Rei da Voz" para Francisco Alves, "A Pequena Notável" para Carmen Miranda, "O Cantor que Dispensa Adjetivos" para Carlos Galhardo, "O Caboclinho Querido" para Sílvio Caldas e "A Garota Grau Dez" para Emilinha Borba.

Iniciou sua carreira em 1931, como locutor da Rádio Record de São Paulo, para onde fora convidado, quando era estudante de direito, a fazer um teste e, em vez de ler anúncios, proferiu um discurso contra o ditador Getúlio Vargas - o que agradou, junto a sua voz, a direção da emissora.

Durante a Revolução Constitucionalista que contrapôs os paulistas e o governo de Vargas, a Record decidiu realizar programas políticos e, para isto, estabeleceu uma parceria com a Rádio Mayrink Veiga, carioca, tendo Ladeira como seu principal locutor; ele então realizava veementes discursos nos quais exortava a população a lutar e resistirem ao governo que infringia a Constituição do país; a revolta durou dois meses, sendo suplantada pelo novo regime e Ladeira acabou preso; no cárcere, aproveitou o tempo para escrever um livro, publicado mais tarde, sendo a primeira obra no país a versar sobre o rádio.

Em 1933, foi contratado pela Mayrink, como locutor e diretor artístico, mudando-se para o Rio; iniciou um estilo, copiado dos locutores argentinos que para diferenciar os "erres" dos "agás" aspirados, carregavam nos primeiros.

Atuou no cinema em vários filmes, estreando, em 1935, no cinema no filme "Alô, Alô, Brasil" e sendo o protagonista do filme Sob a Luz do Meu Bairro, de 1946, dirigido por Moacyr Fenelon.

Em 1948, assinou contrato com a Rádio Nacional, onde apresentou durante dez anos "Seu criado, obrigado", ao lado de Daisy Lúcidi, entre outros programas de sucesso.

Em 1956 tornou-se fundador e diretor da Rádio Relógio, da cidade do Rio de Janeiro

Dois anos antes de sua morte, em 1967, passou a atuar em humorísticos na extinta TV Tupi do Rio de Janeiro.

Foi marido da atriz Renata Fronzi. Seus filhos, Cesar Fronzi Ladeira e Renato Fronzi Ladeira, foram os criadores da banda de rock "A Bolha" e, mais tarde, do grupo Herva Doce.

MORTE
Cesar Ladeira morreu de hemorragia cerebral, aos 58 anos, no Rio de Janeiro. Seu sepultamento ocorreu no Cemitério de São João Batista, na mesma cidade.

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales

quarta-feira, 3 de junho de 2020

JOSÉ LINS DO REGO - 506 - Arte Tumular - Cemitério São João Barista, Rio de Janeiro




ARTE TUMULAR
Local - Cemitério São João Barista, Rio de Janeiro, Brasil
            Jázigo perpétuo - 10805A


José Lins do Rego
O jovem José Lins do Rego, em 1918.
Nascimento3 de junho de 1901
PilarParaíba
Morte12 de setembro de 1957 (56 anos)
Rio de JaneiroDistrito Federal
Nacionalidadebrasileiro
CônjugePhilomena Massa Lins do Rego
PrémiosPrêmio Carmem Dolores Barbosa (1954)
Gênero literárioRegionalismo
Movimento literárioModernismo (Segunda Geração)
Magnum opusFogo Morto
Assinatura
José Lins do Rego signature.jpg

PERSONAGEM
José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar, 3 de junho de 1901 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional.

Segundo Otto Maria Carpeaux, José Lins era "o último contador de histórias." Seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi publicado com dificuldade, todavia logo foi elogiado pela crítica.
Morreu aos 56 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
José Lins escreveu cinco livros a que nomeou "Ciclo da cana-de-açúcar", numa referência ao papel que nele ocupa a decadência do engenho açucareiro nordestino, visto de modo cada vez menos nostálgico e mais realista pelo autor: Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935), e Usina (1936). Sua obra regionalista, contudo, não se encaixa somente na denúncia sócio-política, mas, como afirmou Manuel Cavalcanti Proença, igualmente em sua "sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam."

José Lins nasceu na Paraíba; seus antepassados, que eram em grande parte senhores de engenho, legaram ao garoto a riqueza do engenho de açúcar que lhe ocupou toda a infância. Seu contato com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostálgica e criticamente, relatar suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Lins era ativo nos meios intelectuais.

Ao matricular-se em 1920 na Faculdade de Direito do Recife ampliou seus contatos com o meio literário de Pernambuco, tornando-se amigo de José Américo de Almeida (autor de A Bagaceira).

Em 1926, partiu para o Maceió, onde se reunia com importantes nomes, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima.

Quando partiu para o Rio de Janeiro, em 1935, conquistou ainda mais a crítica e colaborou para a imprensa, escrevendo para os Diários Associados e O Globo. É atribuída a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro. O conjunto de sua obra é um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro. Alguns críticos acreditam que o autor ajudou a construir uma nova forma de escrever fundada na "obtenção de um ritmo oral", que foi tornada possível pela liberdade conquistada e praticada pelos modernistas de 1922. Sua magnum opus, Fogo Morto (1943), é vista como o "romance dos grandes personagens." Massaud Moisés escreveu que esta obra-prima de José Lins "é uma das mais representativas não só da ficção dos anos 30 como de todo o Modernismo."

Em 1924 casou-se  com sua prima Philomena (Naná) Massa Lins do Rego, filha do senador Antônio Massa.

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de setembro de 1955, para a cadeira 25.

MORTE
Faleceu no Rio de Janeiro

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales