TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sábado, 11 de novembro de 2017

MÁRCIA CABRITA - Arte Tumular - 427 -



Seu corpo será velado neste sábado, de 10h às 13h, no cemitério Parque da Colina, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Em seguida, o corpo será cremado




Márcia Cabrita
Nome completoMárcia Martins Alves
Nascimento20 de janeiro de 1964
NiteróiRJ
Nacionalidadebrasileira
Morte10 de novembro de 2017 (53 anos)
Rio de JaneiroRJ
OcupaçãoAtriz e humorista
CônjugeRicardo Parente (2000-2004)

PERSONAGEM
Márcia Martins Alves, mais conhecida como Márcia Cabrita (Niterói, 20 de janeiro de 1964 — Rio de Janeiro, 10 de novembro de 2017), foi uma atriz e humorista brasileira.
Morreu aos 53 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filha de imigrantes portugueses, era a mais nova de duas irmãs. Estudou teatro. Em 1992 estreou na TV no elenco de As Noivas de Copacabana. Em 1997, entrou para o elenco de Sai de Baixo interpretando a empregada Neide. Deixou o programa em outubro de 2000 devido a uma gravidez, sendo substituída por Cláudia Rodrigues.

Posteriormente participou de telenovelas da Rede Globo, atuando também no Sítio do Pica-pau Amarelo, nos papéis de sobrinha do seu Elias (2003), como Estelita (2005) e Cacá (2006).

Foi casada com o psicanalista Ricardo Parente de 2000 a 2004; eles tiveram uma filha, Manuela.

Também fez uma participação na série do canal Multishow Vai que Cola, onde interpretou Elza Lacerda, a mãe do protagonista Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo).

Em 2017, volta a Globo para integrar o elenco da telenovela Novo Mundo na pele de Narcisa Emília O'Leary, esposa de José Bonifácio de Andrada e Silva, o "Patriarca da Independência". Inicialmente, iria interpretar a personagem Germana, mas devido as complicações de sua doença, foi substituída por Vivianne Pasmanter. Apesar da troca, a atriz precisou se afastar da trama para continuar o tratamento. Seu retorno estava confirmado para o último capítulo, o que não se concretizou.

Seu papel mais conhecido foi no humorístico "Sai de Baixo", também da Globo. Ela participou do programa entre 1997 e 2000, no papel da empregada Neide Aparecida. Desde maio, o programa voltou a ser exibido nas tardes de sábado, na "Sessão Comédia", Seu último trabalho foi na novela Novo Mundo, interpretando a personagem Narcisa.

MORTE
Em março de 2010, foi diagnosticada com câncer de ovário, iniciando então tratamento contra a doença.
Morreu em 10 de novembro de 2017 devido a complicações do câncer de ovário.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ANTÔNIO MARIA - Arte Tumular - 426 - Cemitériio São João Batista, Rio de Janeiro










Antônio Maria
Antônio Maria e seu quarto de hotel, 1959.
Foto: Ademar Veneziano
Nome completoAntônio Maria Araújo de Morais
Nascimento17 de março de 1921
Recife Pernambuco
 Brasil
Morte15 de outubro de 1964 (43 anos)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro
OcupaçãoCronistacomentarista esportivopoeta e compositor
PERSONAGEM
Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 17 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1964) foi um cronista, comentarista esportivo, poeta e compositor brasileiro. É considerado o rei do samba-canção na década de 1950.
Morreu aos 43 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Aos dezessete anos já era apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco. Em 1940, muda-se para o Rio de Janeiro no ita Almirante Jaceguai. No Rio, tornou-se locutor esportivo na Rádio Ipanema.

Antônio Maria mudou-se então para o Edifício Souza, na Cinelândia, apartamento 1005. Ali era vizinho dos também pernambucanos Fernando Lobo e Abelardo Barbosa, que então ainda não era o famoso Chacrinha. Moravam também ali Dorival Caymmi e o pintor Augusto Rodrigues.

Essa primeira estada no Rio de Janeiro durou apenas 10 meses, período no qual Antônio Maria não vingou na carreira profissional. Em Maio de 1944, retorna ao Recife e casa-se com Maria Gonçalves Ferreira.

Muda-se para Fortaleza, onde vai trabalhar na Rádio Clube do Ceará. Um ano depois, vai para a Bahia, como diretor das Emissoras Associadas. Conhece então Di Cavalcanti e Jorge Amado.

DE VOLTA  AO RIO
Maria volta ao Rio de Janeiro em 1947, com dois filhos, e vai trabalhar como diretor artístico na Rádio Tupi. Assis Chateaubriand então o convida para ser o primeiro diretor de produção da TV Tupi, inaugurada em 20 de janeiro de 1951.

A partir desse período, Maria começa a escrever suas crônicas jornalísticas, espinha dorsal de sua obra literária. Em O Jornal, escreve crônicas diárias por mais de 15 anos, assinando as colunas "A Noite É Grande" (até 1955) e "O Jornal de Antônio Maria", nesse mesmo jornal. Manteve também em O Globo a coluna "Mesa de Pista", em 1959, e foi então para o Última Hora. Lá voltou a escrever "O Jornal de Antônio Maria" e inaugurou "Romance Policial de Copacabana", com crônicas e reportagens da capital carioca.

Em 1952, a rádio Mayrink Veiga começou a contratar grandes nomes para competir com a Tupi e demais concorrentes. Um desses nomes foi Antônio Maria, contratado na época por 50 mil cruzeiros, o salário mais alto do rádio brasileiro de então. Comprou um Cadillac, importante símbolo de status da época.

No programa "Preto no Branco", de Oswaldo Sargentelli, aparecia com frequência uma "pergunta de Antônio Maria, da produção do programa". Maria também fez, em parceria com Ary Barroso, um programa de sucesso: "Rio, Eu Gosto de Você", na TV Rio, em 1957. Maria provocava os entrevistados: perguntou a Sandra Cavalcanti, candidata a deputada, se era mal-amada. A candidata respondeu à altura: "Posso até ser, senhor Maria, mas não fui eu que fiz aquela música 'Ninguém me ama'". Referia-se ao samba-choro "Ninguém me Ama", de Maria e Fernando Lobo, sucesso da época.

Com Paulo Soledade, Maria fez alguns shows na boate Casablanca. Em 1953, subia toda noite ao palco do Night and Day, no Edifício Serrador, no centro do Rio, para apresentar "A Mulher é o Diabo", espetáculo em revista de Ary Barroso.

JINGLES
Jingles publicitários[editar | editar código-fonte] Maria compôs diversos jingle publicitários para o rádio, entre eles o famoso jingle de Aurissedina: Se a criança acordou / Dorme, dorme filhinha / Tudo calmo ficou / Mamãe tem Aurissedina

COMPOSIÇÕES MUSICAIS
Antônio Maria compôs diversos sucessos populares em parceria com vários amigos. Nora Ney invadiu as rádios brasileiras com "Menino Grande" e "Ninguém me ama". Também são de Maria "Valsa de uma cidade" e "Canção da Volta", gravada por Ismael Neto. "Manhã de Carnaval" e "Samba do Orfeu" foram parcerias com Luís Bonfá em 1959. "O Amor e a Rosa" e "As Suas mãos" e "Se eu Morresse Amanhã" foram parceria com o compositor Pernambuco. No total, 62 composições de Maria foram gravadas. Entre seus outros parceiros também se incluíam Fernando Lobo, Moacyr Silva, Vinícius de Moraes, Zé da Zilda e Reynaldo Dias Leme. Entre os intérpretes, Nora Ney, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Lúcio Alves, Dóris Monteiro, Jamelão, Ângela Maria, Aracy de Almeida, Agostinho dos Santos, Dircinha Batista, Luiz Bandeira e Claudionor Germano. O cantor americano Nat King Cole gravou "Ninguém me ama" e "Tuas mãos".

MORTE
Maria teve problemas cardíacos desde quando era criança. "Cardisplicente", como ele mesmo se descrevia, morreu na madrugada de 15 de outubro de 1964, em Copacabana, fulminado por um enfarte do miocárdio.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

DONGA - Arte Tumular - 425 - Cemitério São João Batista - Rio de Janeiro





Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro
           Quadra 15 nº 17595







Donga
Informação geral
Nome completoErnesto Joaquim Maria dos Santos
Nascimento5 de abril de 1890
OrigemRio de Janeiro
País Brasil
Data de morte25 de agosto de 1974 (84 anos)
Gênero(s)Samba
Instrumento(s)Violão
Banjo
Cavaquinho
Período em atividade1916-1953
Afiliação(ões)Mauro de Almeida
Mário Cavaquinho
Pixinguinha
Orquestra Victor Brasileira
João da Baiana
PrémiosOrdem do Mérito Cultural(2016)
PERSONAGEM
Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga, (Rio de Janeiro, 5 de abril de 1890 — Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1974) foi um músico, compositor e violonista brasileiro.
Morreu aos 84 anos de vida.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de Pedro Joaquim Maria e Amélia Silvana de Araújo, Donga teve oito irmãos. O pai era pedreiro e tocava bombardino nas horas vagas; a mãe era a famosa Tia Amélia do grupo das baianas Cidade Nova e gostava de cantar modinhas e promovia inúmeras festas.

Participava das rodas de música na casa da lendária Tia Ciata, ao lado de João da Baiana, Pixinguinha e outros. Grande fã de Mário Cavaquinho, começou a tocar este instrumento de ouvido, aos 14 anos de idade. Pouco depois aprendeu a tocar violão, estudando com o grande Quincas Laranjeiras. Em 1916 consagrou a gravação de Pelo Telefone, considerado o primeiro samba gravado na história.


Organizou com Pixinguinha a Orquestra Típica Donga-Pixinguinha. Em 1919, ao lado de Pixinguinha e outros seis músicos, integrou, como violonista, o grupo Oito Batutas, que excursionou pela Europa em 1922. Em 1926 integrou a banda Carlito Jazz. Em 1940 Donga gravou nove composições (entre sambas, toadas, macumbas e lundus) do disco Native Brazilian Music, organizado por dois maestros: o norte-americano Leopold Stokowski e o brasileiro Villa-Lobos, lançado nos Estados Unidos pela Columbia.

No final dos anos 50 voltou a se apresentar com o grupo Velha Guarda, em shows organizados por Almirante. Enviuvou em 1951, casou-se novamente em 1953 e foi morar no bairro de Aldeia Campista, para onde se retirara como oficial de justiça aposentado.

MORTE
Doente e quase cego, viveu seus últimos dias no  Retiro dos Artistas, falecendo em 1974. Está sepultado no Cemitério São João Batista.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales