TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

segunda-feira, 21 de março de 2016

ANTONIO DA COSTA SANTOS (Toninho do PT) - Arte tumular - 353 - Cemitério da Saudades, Campinas, São Paulo



ARTE TUMULAR
Tumulo retangular em granito marrom, tendo como lapide uma placa de bronze como seu nome e datas.
Local- Cemitério da Saudades, Campinas, São Paulo
Foto - dudelamonica.blogspot.com
Descrição tumular- Helio Rubiales





PERSONAGEM
Antônio da Costa Santos (São Paulo, 14 de junho de 1952 — Campinas, 10 de setembro de 2001), mais conhecido como Toninho do PT, foi um arquiteto, professor universitário e político brasileiro.
Morreu aos 49 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filiado ao PT, exercia o cargo de prefeito de Campinas quando foi assassinado a tiros, às 22h15 do dia 10 de setembro de 2001. Toninho estava há apenas oito meses no cargo de prefeito de Campinas. Sua atuação contra o crime organizado e as reduções em até 40% nos valores pagos em contratos a empresas de serviços como merenda escolar e limpeza urbana, somadas à insistência do prefeito em desalojar casas para a ampliação do aeroporto de Viracopos lhe renderam várias ameaças – o que reforça a hipótese de crime político.

Um inquérito policial concluiu que o prefeito, durante uma viagem que fazia de automóvel, foi morto sem nenhum motivo além do fato de cruzar por acaso com um bando de criminosos que na ocasião passava pelo local. O carro do prefeito teria inadvertidamente fechado o veículo dos bandidos e por causa disso eles atiraram na direção do prefeito. A última das três balas atingiu Toninho na artéria aorta, matando-o instantaneamente. Minutos antes, ele passara em uma loja do Shopping Iguatemi para retirar ternos que havia comprado.

A família de Toninho não se conformou com o resultado do inquérito policial e pediu novas investigações. Os familiares do prefeito morto acreditam que o crime teve motivação política, bem como colegas de partido como José Genoíno, que declarou na ocasião que o assassinato de Toninho fora motivado por suas enérgicas ações contra o narcotráfico campineiro.

Curiosamente, Toninho teve um mau pressentimento pouco antes de sua morte. Num discurso no Palácio dos Jequitibás, a sede da Prefeitura de Campinas, ele reafirmou que, caso algo lhe acontecesse, a primeira pessoa a assumir o cargo seria sua vice-prefeita, Izalene Tiene. Outro detalhe é que a cobertura de sua morte foi quase completamente ofuscada pelos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, ocorridos na manhã seguinte ao dia da sua morte. Em 2011, nas celebrações que marcaram 10 anos de seu assassinato, a antiga Estação Ferroviária de Campinas recebeu o nome de Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos.

MORTE
Assassinado

Fonte - pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales

sábado, 12 de março de 2016

BERTO FILHO - Arte Tumular - 352 - Cemitério do Caju, Rio de Janeiro


ARTE TUMULAR
Local- Cemitério do Caju, Rio de Janeiro





PERSONAGEM
Berto Filho, nascido Ulisberto Lelot (Rio de Janeiro, 13 de março de 1940 — Rio de Janeiro, 12 de março de 2016) , foi um jornalista e locutor de televisão brasileiro atuante desde 1956.
Morreu aos 76 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Foi um  dos ícones do telejornalismo brasileiro. Trabalhou durante as décadas de 1970 e 1980 na apresentação de vários telejornais da Rede Globo, como o Jornal Nacional, Fantástico e Jornal Hoje, tanto como apresentador titular quanto substituto, até 1986, quando desligou-se da emissora.

Em 1989, foi contratado pela TV Rio, então controlada pelo pastor Nilson Fanini, onde apresenta um programa de entrevistas, sendo dispensado em pouco tempo e passou nove anos sem contrato em televisões.

Em 1998, foi contratado pela Rede Manchete para apresentar o Manchete Primeira Mão, e, pouco depois, o Jornal da Manchete. Continua na emissora até o seu fim, estando presente até na fase da TV! (transição entre a Rede Manchete e a RedeTV!).



Atuou como locutor de vídeos institucionais e apresentador de eventos e feiras até ser recontratado pela Rede Globo em 2004 para substituir Celso Freitas (que mudou-se para a Rede Record) na locução das matérias do Fantástico. Berto foi escolhido pela emissora por ter voz e entonação muito semelhantes à de Cid Moreira, também locutor do Fantástico. Segundo o jornalista Flávio Ricco, em 2008, não houve a renovação do contrato de Berto Filho com a Globo, ficando apenas Cid nas locuções do Fantástico.

No final da vida, passou  a residir no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá.  O jornalista, que já esteve à frente do ‘Jornal Nacional’ e ‘Fantástico’, da TV Globo, recorreu à instituição devido à necessidade de cuidado permanente por conta de um tratamento de câncer.
A administradora do Retiro, Cida Cabral, contou que Berto estava  acamado, com pouca voz, mas com planos de lançar um livro. “Ele teve perdas consideráveis no último ano, como a irmã e mulher. Logo após o falecimento da companheira, descobriu a doença. Não tinha como ele viver sozinho, em Cabo Frio.

MORTE
 Morreu no dia 12 de março de 2016. Ele sofria de câncer no cérebro e na garganta desde de 2014.

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales


DENER PAMPLONA - Arte Tumular - 351 -







PERSONAGEM
Dener Pamplona de Abreu (Soure, 3 de agosto de 1937 — São Paulo, 9 de novembro de 1978) foi um estilista brasileiro, um dos pioneiros da moda no Brasil
Morreu aos 41 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido no arquipélago do Marajó, em 1945 sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a desenhar seus primeiros vestidos. Seu primeiro contato com a moda teve lugar em 1948, com apenas treze anos de idade, na Casa Canadá, então importante butique carioca.

Dois anos depois, em 1950, após fazer o vestido de debutante de Danuza Leão, foi contratado para um estágio com Ruth Silveira, dona de um importante ateliê, onde aprimorou seus desenhos.

Em 1954, transferiu-se para São Paulo para trabalhar na butique Scarlett. Três anos depois, inaugurou seu próprio ateliê, denominado Dener Alta-Costura, na praça da República. No ano seguinte ganhou dois prêmios por sua coleção, sendo descoberto pelos meios de comunicação. Seu ateliê foi então transferido para a avenida Paulista.

Em 1963, já prestigiado, foi escolhido o estilista oficial da primeira-dama da República, Maria Teresa Fontela Goulart, esposa de João Goulart. Era também amigo da primeira-dama, que disse sobre ele: Dener foi muito importante nesta minha vida, a pública, porque a gente pode pensar que não é, mas postura é uma coisa importante.

CASAMENTO
Dener casou-se em 1965 com Maria Stella Splendore, uma de suas manequins (como se chamavam à época as modelos de passarela), de quem se separaria quatro anos mais tarde. Teve dois filhos do casamento, Frederico Augusto (morto em 1992) e Maria Leopoldina, que em 2007 morava com a mãe numa comunidade hare krishna no interior de São Paulo.

 Em 1968, fundou a "Dener Difusão Industrial de Moda", considerada a primeira grife de moda criada no Brasil. Em 1970 foi convidado a participar do júri de "Programa Flávio Cavalcanti". Dois anos depois lança sua autobiografia, Dener - o luxo,  editada pela editora Laudes, do Rio de Janeiro, em 1972. O livro foi relançado pela editora Cosac Naify em agosto de 2007, e o livro Curso Básico de Corte e Costura.

Ao longo dos anos 70, Dener disputou com Clodovil Hernandes o título de papa da alta costura brasileira. Em 1975 casou-se novamente, desta vez com uma cliente, Vera Helena Carvalho, separando-se em 1977.

ATUAÇÕES
Foi jurado do programa de televisão do apresentador Flávio Cavalcanti. Participou, em 1972, como figurante, do drama da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, sob a direção de José Pimentel.

MORTE
Seus problemas com o alcoolismo agravaram-se em 1978, morrendo em 9 de novembro do mesmo ano em decorrência de uma cirrose hepática.

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales