TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

MÚSICA

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

EDUARDO CAMPOS - Arte Tumular



Local: Cemitério de Santo Amaro, Recife, Pernambuco




PERSONAGEM
Eduardo Henrique Accioly Campos (Recife, 10 de agosto de 1965 – Santos, 13 de agosto de 2014)1 foi um economista e político brasileiro, ex-governador de Pernambuco, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidato à Presidência da República nas eleições de 2014.
Morreu aos 49 anos de idade.
SINOPSE
Campos era graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aprovado no vestibular desta instituição com 16 anos, concluiu a faculdade aos 20, como aluno laureado e orador da turma. Neto do também político Miguel Arraes de Alencar, que em 1979 retornou ao Brasil após 15 anos no exílio, Eduardo desde cedo conviveu com nomes emblemáticos da política local e nacional.
FAMÍLIA E FORMAÇÃO
Nascido no Recife, capital pernambucana, Eduardo Campos era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941–98) com a ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes (1947). Era neto de Miguel Arraes (1916–2005), ex-governador de Pernambuco, sendo considerado seu principal herdeiro político, além de sobrinho de Guel Arraes, cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão.  Eduardo Campos formou-se em Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Casado com a também economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos, com quem teve cinco filhos. Seu filho mais novo, Miguel, nascido no dia 28 de janeiro de 2014, foi diagnosticado com Síndrome de Down.
VIDA POLÍTICA
Eduardo Campos começou na política ainda na universidade quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Em 1986, Campos trocou a oportunidade de fazer um mestrado nos Estados Unidos pela participação na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco. Com a eleição de Arraes, em 1987, passou a atuar como chefe de gabinete do governador. Neste período foi o responsável pela criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do Nordeste e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE).
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
 Campos se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 1990. No mesmo ano foi eleito deputado estadual e conquistou o Prêmio Leão do Norte concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco aos parlamentares mais atuantes.
CONGRESSO NACIONAL
Em 1994, Campos foi eleito deputado federal com 133 mil votos. Pediu licença do cargo para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998. Neste último ano voltou a disputar um novo mandato de Deputado Federal e atingiu o número recorde de 173.657 mil votos, a maior votação no estado. Em 2002, pela terceira vez no Congresso Nacional, Eduardo Campos ganhou destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária. Por três anos consecutivos esteve na lista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso. No decorrer de sua vida pública no Congresso Nacional, Eduardo Campos participou de várias CPI, como a de Roubo de Cargas e a do Futebol Brasileiro (Nike/CBF). Nesta última, atuou como sub-relator, onde denunciou o tráfico de menores brasileiros para o exterior fato que, inclusive, teve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional. Como deputado federal, Eduardo foi ainda presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, criada por sua iniciativa em 13 de junho de 2000. A Frente tem natureza suprapartidária e representa, em toda a história do Brasil, a primeira intervenção do Parlamento Nacional no setor. Eduardo é também autor de vários projetos de lei. Entre eles, o que prevê um diferencial no FPM para as cidades brasileiras que possuem acervo tombado pelo IPHAN; o do uso dos recursos do FGTS para pagamento de curso superior do trabalhador e seus dependentes; o que tipifica o sequestro relâmpago como crime no código penal; e o da Responsabilidade Social, que exige do Governo a publicação do mapa de exclusão social, afirmando seu compromisso com os mais carentes.
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Em 2004, a convite do presidente Lula, Eduardo Campos assumiu o Ministério da Ciência e Tecnologia, tornando-se o mais jovem dos ministros nomeados. Em sua gestão, o MCT reelaborou o planejamento estratégico, revisou o programa espacial brasileiro e o programa nuclear, atualizando a atuação do órgão de modo a assegurar os interesses do país no contexto global. Como ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos também tomou iniciativas que repercutiram internacionalmente, como a articulação e aprovação do programa de biossegurança, que permite a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e de transgênicos. Também conseguiu unanimidade no Congresso para aprovar a Lei de Inovação Tecnológica , resultando no marco regulatório entre empresas, universidades e instituições de pesquisa. Outra ação importante à frente da pasta, foi a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – considerada a maior olimpíada de Matemática do Mundo em número de participantes.
PRESIDÊNCIA DO PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO
 Eduardo Campos assumiu a presidência nacional do PSB no ano de 2005. Após seu discurso, Eduardo foi aplaudido de pé pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o vice-presidente, José Alencar; seis ministros, os presidentes nacionais de vários partidos e outras lideranças. No início de 2006, se licenciou da presidência nacional do PSB para concorrer ao governo de Pernambuco, pela Frente Popular. Em 2011, foi reeleito presidente do partido, com mandato até 2014. Foi reconduzido ao cargo, por aclamação, e sem concorrentes.

Cessna 560XL Citation Excel, mesmo modelo do avião envolvido no acidente

MORTE
Em 13 de agosto de 2014, o então candidato a presidência da República embarcou em um avião modelo Cessna Citation Excel que saiu do Rio de Janeiro em direção ao município de Guarujá para cumprir agenda de campanha. Por volta das 10h, o avião, após arremeter devido ao mau tempo, caiu em cima de uma casa em Santos, no bairro do Boqueirão, matando os sete ocupantes e ferindo 6 pessoas.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

quinta-feira, 24 de julho de 2014

MAX NUNES - Arte Tumular - 286 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

Falta a foto do túmulo


ARTE TUMULAR
Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil




PERSONAGEM
Max Newton Figueiredo Pereira Nunes (Rio de Janeiro, 17 de abril de 1922 — Rio de Janeiro, 11 de junho de 2014) foi um humorista, médico e polímata brasileiro.
Morreu aos 92 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Formado em medicina, desviou-se da profissão para se tornar um escritor de humor do Brasil. Pioneiro dos programas de humor no rádio e na TV, foi o criador e redator do programa Balança Mas Não Cai, grande sucesso da década de 1950, na Rádio Nacional, onde se consagraram, por exemplo, atores como Paulo Gracindo e Brandão Filho, nos papéis do "Primo Rico e primo Pobre".


 Como cronista era autor de textos sobre o cotidiano do Rio de Janeiro. Vários sucessos de Jô Soares têm origem em textos de Max Nunes, como o das personagens Capitão Gay e a cantora lírica Nanayá Com Ypsilon. Jô Soares inclusive o considera seu padrinho. Também era compositor de canções, como Bandeira Branca de 1970. Foi torcedor do America Football Club do Rio de Janeiro. Em sua homenagem, na sede do clube, há um teatro que leva seu nome.
Era pai das atrizes Bia Nunnes e Cristina Nunes.
MORTE
 Em 11 de junho de 2014, morreu de infecção generalizada, no Hospital Samaritano, onde estava internado desde 20 de maio, após sofrer uma queda e fraturar a tíbia.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

sábado, 14 de junho de 2014

MARLENE - Arte Tumular - Cremada







Depois do corpo ser velado no  Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro, foi levado para ser cremado no cemitério do Caju, zona portuária do Rio, e de lá, as cinzas serão levadas de helicóptero para serem derramadas na Baía de Guanabara, como a cantora pediu em vida


PERSONAGEM
Marlene, nome artístico de Victória Bonaiutti de Martino, (São Paulo, 22 de novembro de 1924 — Rio de Janeiro, 13 de junho de 2014), foi uma cantora e atriz brasileira.
Morreu aos 89 anos
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascida e criada na capital paulista, no bairro da Bela Vista, conhecido reduto de ítalo-brasileiros. Seus pais eram italianos, e Victória era a mais nova de três filhas. Ela herdou o nome do pai, que morreu sete dias antes de seu nascimento. A viúva, Antonieta, não se casou novamente, e criou sozinha as filhas, dando aulas de alfabetização no Instituto de Surdos e Mudos de São Paulo e como costureira. Sua família era muito católica e como devota da Igreja Batista, além de querer uma excelente educação a filha, sua mãe a internou no Colégio Batista Brasileiro, cujas mensalidades foram dispensadas em troca de serviços prestados ao colégio, como arrumação dos quartos. Marlene estudou ali dos nove aos quinze anos, destacando-se nas atividades esportivas, assim como no coro juvenil da igreja. Ao deixar o colégio, passou para a Faculdade do Comércio, situada na Praça da Sé, com o objetivo de se tornar contadora. Na mesma época, emprega-se, durante o dia, num escritório comercial como auxiliar administrativa. Fazendo amizades na faculdade, começa a participar de uma entidade de estudantes, recém formada, a qual passa a dispor de um espaço na Rádio Bandeirantes, chamada a Hora dos estudantes, programa em que futuramente começaria sua carreira de cantora. Cada estudante tinha um nome artístico: Foi quando seus colegas estudantes, por eleição, escolheram o seu nome, em homenagem à atriz alemã Marlene Dietrich, por serem muito parecidas. Victória se encantou pela música, e acabou deixando o curso de contadora em segundo plano, priorizando sua atividade artística, mas para não levantar suspeitas, manteve o trabalho, e fingia ir a faculdade, quando ia para a rádio, a noite. Suas irmãs sabiam e a ajudavam, mas a mãe, as tias e a avó eram contra uma mulher ir para a área artística. Então, em 1940, fez um teste de canto, concorrendo com outras jovens, e mesmo sem nunca ter estudado música, passou em primeiro lugar. No mesmo ano, ela estreou como profissional na Rádio Tupi de São Paulo. Tudo isto, contudo, fez escondida da família, que, por razões religiosas e sociais vigorantes na época, não poderia admitir uma incursão no mundo artístico. O nome artístico esconderia sua verdadeira identidade até ser descoberta, pois sua família recebeu comunicado de que a jovem estava faltando aulas, e sendo pressionada a responder, dissera que fora por causa de seu expediente na rádio, o que resultou num castigo exemplar da parte de sua mãe, que a deixou sem sair de casa por semanas, mas ela já estava decidida a seguir carreira, a música estava em seu coração. Assim, em 1943, cercada pela desaprovação da família, pediu para ser demitida do emprego, ganhando dinheiro de seguro, e juntando-o por meses. Com dinheiro em mãos, decidiu ir embora de casa contra a vontade deles: Partiu para o Rio de Janeiro, sozinha. Na capital fluminense, alugou um apartamento e começou trabalhando de dia em um escritório de contabilidade, e a noite, e procurando nas rádios e cassinos uma chance como cantora. Fez alguns testes de canto, onde, após ser aprovada no teste com Vicente Paiva, passou a cantar no Cassino Icaraí, em Niterói. Ali permaneceu por dois meses até conhecer Carlos Machado, que a convidou para o Cassino da Urca, contratando-a como vocalista de sua orquestra. Assim, pede demissão do emprego e se dedica somente a música. Algumas vezes entrava em contato com a família por cartas e telefonemas, mandando notícias. Em 1946, houve a proibição dos jogos de azar e o consequente fechamento dos cassinos por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra. Marlene, então, mudou-se com a orquestra de Carlos Machado para a Boate Casablanca. Dois anos depois, tornou-se cantora do Copacabana Palace a convite de Caribé da Rocha, que a promoveu de crooner a estrela da casa. Passou a atuar também na Rádio Mayrink Veiga e, no ano seguinte, na Rádio Globo. Nesse ínterim, já se tinha dado sua estreia no disco, pela Odeon, em meados de 1946, com as gravações dos sambas Suingue no morro (Amado Régis e Felisberto Martins) e Ginga, ginga, moreno (João de Deus e Hélio Nascimento). Mas foi no carnaval do ano seguinte que Marlene emplacou seu primeiro sucesso, a marchinha Coitadinho do papai (Henrique de Almeida e M. Garcez), em companhia dos Vocalistas Tropicais, campeã do concurso oficial de músicas carnavalescas da Prefeitura do Distrito Federal. E foi cantando esta música que ela estreou no programa César de Alencar, na Rádio Nacional, com grande sucesso, em 1948. Marlene se tornaria uma das maiores estrelas da emissora, recebendo o slogan Ela que canta e dança diferente. Ainda nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental, estreando com os choros Toca, Pedroca (Pedroca e Mário Morais) e Casadinhos (Luís Bittencourt e Tuiú), este cantado em duo com César de Alencar. Marlene esperou o fim de seu contrato com o Copacabana Palace para abandonar os espetáculos nas boates, dedicando-se ao rádio, aos discos e, posteriormente, ao cinema e ao teatro. Nesta época, sua família já a tinha visitado no Rio e aceitado sua decisão. Com os anos, se consagrou, e acabou por gravar mais de quatro mil canções em sua carreira. Marlene (junto com Emilinha Borba) foi um dos maiores mitos do rádio brasileiro em sua época de ouro. Sua popularidade nacional também resultou em convites para o cinema (onze filmes depois de Corações sem Piloto, de 1944) e para o teatro (cinco peças após Depois do Casamento, em 1952), tendo também trabalhado em cinco revistas depois de Deixa Que Eu Chuto (1950). Suas atividades internacionais incluíam turnês pelo Uruguai, Argentina, Estados Unidos (onde se apresentou no Waldorf-Astoria Hotel e em Chicago) e França (apresentando-se por quatro meses e meio no Teatro Olympia em Paris, a convite de Édith Piaf, que a vira no Copacabana Palace, no Rio). Também compositora, teve seu samba-canção A grande verdade (parceria com Luís Bittencourt) gravado por Dalva de Oliveira, em 1951.


RAINHA DO RÁDIO
Nessa época, a maior estrela da Rádio Nacional era Emilinha Borba, mas as irmãs Linda e Dircinha Batista eram também muito populares, e as vencedoras, por anos consecutivos, do concurso para Rainha do Rádio. Este torneio era coordenado pela Associação Brasileira de Rádio, sendo que os votos eram vendidos com a Revista do Rádio e a renda era destinada para a construção de um hospital para artistas. Então, em 1949, Marlene venceu o concurso de forma espetacular. Para tal, recebeu o apoio da Companhia Antarctica Paulista. A empresa de bebidas estava prestes a lançar no mercado um novo produto, o Guaraná Caçula, e, atenta à popularidade do concurso, pretendiam usar a imagem de Marlene, Rainha do Rádio, como base de propaganda de seu novo produto, dando-lhe, em troca, um cheque em branco, para que ela pudesse comprar quantos votos fossem necessários para sua vitória. Assim, Marlene foi eleita com 529.982 votos. Ademilde Fonseca ficou em segundo lugar, e Emilinha Borba, dada como vencedora desde o início do concurso, ficou em terceiro. Desse modo, originou-se a famosa rivalidade entre os fãs de Marlene e Emilinha, uma rivalidade que, de fato, devia muito ao marketing e que contribuiu expressivamente para a popularidade espantosa de ambas as cantoras pelo país. Prova disso foram as gravações que elas fizeram em dueto naquele ano, com o samba Já vi tudo (Amadeu Veloso e Peter Pan) e a marchinha Casca de arroz (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti). Foram sucessos no Carnaval de 1950, e no começo desse ano, com a marchinha A bandinha do Irajá (Murilo Caldas), também sucesso no Carnaval. A eleição para Rainha do Rádio ainda lhe rendeu um programa exclusivo na Rádio Nacional, intitulado Duas majestades, e um novo horário no programa Manuel Barcelos, em que permaneceu como estrela até o fechamento do auditório da Rádio Nacional. A estrela Marlene ajudou vários colegas seus, inclusive usando seu prestígio e influência junto à direção da Rádio Nacional, trouxe para a emissora,as vozes de Jorge Goulart e Nora Ney, que ali permaneceram por décadas, só saindo por causa de problemas com o governo da época da ditadura militar no país. Também foi Marlene a madrinha de um de seus frenéticos fãs, o jovem Luís Machado,que veio a ser locutor comercial dos programas, de Manuel Barcelos. Participou também de outros programas, como o de César de Alencar, o de Paulo Gracindo, bem como Gente que brilha, Trem da alegria, Show dos bairros e o de José Messias,porem o jovem locutor Luís Machado deixou a rádio,também com problemas com o governo da ditadura militar, saindo junto com Cesar de Alencar, e vários outros artistas,que não se enquadravam àquele regime governamental. Luís posteriormente dedicou-se aos estudos,não voltando ao rádio,devido a variações em suas cordas vocais,embora não concluindo a faculdade de direito de Valença. Deixou a faculdade para seguir a profissão de Motorista de ônibus em turismo rodoviário,porém mantendo-se como fã fiel á grande Marlene, a quem agradece até os dias de hoje, a oportunidade por ela oferecida. Marlene manteve o título ainda pelo ano seguinte. Ela então passou a ser cantora exclusiva do programa Manuel Barcelos, enquanto que Emilinha tornou-se exclusiva do de César de Alencar. Ainda naquele ano, gravou dois de seus maiores sucessos, acompanhada d'Os Cariocas, Severino Araújo e Orquestra Tabajara: os baiões Macapá e Que nem jiló (Humberto Teixeira e Luís Gonzaga). Participou da revista Deixa que eu chuto, no Teatro João Caetano, no Rio. Atuou intensamente no teatro musicado, excursionando pelo exterior e por todo o Brasil em inúmeros espetáculos. Participou também do filme Tudo Azul, ao lado do futuro marido Luís Delfino, produzido por Rubens Berardo e dirigido por Moacyr Fenelon.

VIDA PESSOAL
Durante a sua vida namorou cantores e atores, um deles, com quem contracenou em teatros musicais, e dividiu um programa exclusivo que ia ao ar aos sábados às 20 horas intitulado Marlene Meu Bem, foi seu noivo e marido: Em 1952, casou-se no cartório e na Igreja do Outeiro da Glória com o ator Luís Delfino. Juntos, tiveram um filho, nascido um ano depois, chamado Sérgio Henrique Bonaiutti Delfino. Após mais de dez anos de casamento, devido aos ciúmes excessivos do marido, se divorciaram. A cantora teve outros namorados e ficou mais de quinze anos casada com um cantor, de quem também se divorciou, devido a traições dele.
MORTE
 Ela estava internada desde o último dia 7 de junho no Hospital Casa de Portugal, com quadro de pneumonia, e decorrente disto, sofreu falência múltipla dos órgãos, vindo a óbito por volta das 17h15 do dia 13 de junho de 2014.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

quinta-feira, 8 de maio de 2014

JAIR RODRIGUES - Arte Tumular - 286 - Cemitério do Morumbi, São Paulo


O velório será na Assembleia Legislativa de São Paulo e o corpo será sepultado no Cemitério do Morumbi



PERSONAGEM
Jair Rodrigues de Oliveira (Igarapava, 6 de fevereiro de 1939 — Cotia (SP), 8 de maio de 2014) foi um cantor brasileiro.
Morreu aos 75 amos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Sua carreira musical começou quando foi crooner no meio dos anos 50 na cidade de São Carlos, lá chegando em 1954 e participando da noite são-carlense que era intensa na época, também com participações na Rádio São Carlos como calouro e com apresentações, vivendo intensamente em São Carlos, até o fim da década.
Em 1958 Jair Rodrigues prestou o serviço militar no Tiro de Guerra de São Carlos, como Soldado Atirador nº 134, que na época era denominado TG 02-043. No início da década de 60 foi tentar o sucesso na capital do Estado, e obteve-o participando de programas de calouros na televisão. Em 1965, Elis Regina e Jair Rodrigues fizeram muito sucesso com sua parceria no programa O Fino da Bossa, programa da TV Record. Em 1966, Jair participou do festival daquele ano com a música Disparada, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, desta vez em conjunto com o Quarteto Novo. Conhecido por cantar sambas, Jair surpreendeu o público com uma linda interpretação da canção. Disparada . A partir daquele momento, sua carreira decolou e seu talento assegurou décadas de sucesso ao cantor. Realizou turnês pela Europa, Estados Unidos e Japão. Em 1971, gravou o samba-enredo Festa para um Rei Negro, da Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro. Jair interpretou sucessos sertanejos como O Menino da Porteira, Boi da Cara Preta e Majestade o Sabiá.

Apesar de alguns anos trabalhando com menos intensidade, Jair Rodrigues continuou a lançar discos durante as décadas de 80 e 90. Já na segunda metade dos anos 90, ele se tornou um artista da gravadora Trama, de propriedade de João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina. Lançou dois volumes de canções ao vivo que pontuaram sua carreira. O disco que mais chamou atenção foi “Intérprete”, lançado em 2002, que tem produção musical de Jair de Oliveira, seu filho, que ainda assina a música “Mãe de Verdade”. “Intérprete” traz participações especiais de Lobão, Dominguinhos, Wilson Simoninha e Luciana Mello, também filha de Jair. Os clássicos da bossa nova foram registrados por Jair, no álbum “A Nova Bossa por Jair Rodrigues”. Em 2005, lançou, também pela Trama, “Alma Negra”, com interpretações emocionantes do melhor do samba.
Era  pai de Luciana Mello e Jair Oliveira.
MORTE

Fonte: pt.wikipedia.org
          Letras.com.br
Formatação: Helio Rubiales

sábado, 19 de abril de 2014

LUCIANO DO VALLE - Arte Tumular - 285 - Cemitério Parque Flamboyant, Campinas, São Paulo



Local: Cemitério Parque Flamboyant, Campinas, São Paulo



PERSONAGEM
Luciano do Valle Queirós (Campinas, 4 de julho de 1947 — Uberlândia, 19 de abril de 2014) foi um locutor esportivo, apresentador de televisão e empresário brasileiro.
Morreu aos 66 anos de idade
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Luciano do Valle narrou várias Copas do Mundo e trabalhou em várias emissoras de rádio e televisão, como Rede Globo (1971-1982), Rede Record (1982-1983, 2003-2006) e Rede Bandeirantes (1983-2003, 2006-2014). Foi locutor de Fórmula 1 e transmitiu a fase áurea de Emerson Fittipaldi nessa categoria, que o transformou em um ídolo do esporte brasileiro. Depois que saiu da Rede Globo no início dos anos 80, mais precisamente após à Copa de 1982, desenvolveu paralelamente uma carreira de empresário e promotor, tendo papel fundamental no esporte brasileiro, uma vez que ele impulsionou diversas modalidades que não tinham espaço na TV aberta do país. Seu primeiro grande sucesso nessa carreira foi a promoção da Seleção Brasileira de Voleibol masculina, quando transmitiu um campeonato em São Paulo pela Rede Record. Seu trabalho tornou ídolos nacionais jogadores como Bernard, William, Montanaro e Renan, que depois ficaram conhecidos como a "Geração de Prata" do vôlei brasileiro. Logo depois, já trabalhando na Rede Bandeirantes, organizou o jogo memorável entre Brasil e União Soviética, no Maracanã, que mudou o vôlei brasileiro. Na emissora, do Valle foi responsável pela ênfase nas transmissões esportivas (seu slogan passou a ser "Canal do Esporte"), exibindo aos domingos o programa de longa duração Show do Esporte, que apresentava todo os tipos de evento esportivo, desde jogos de sinuca, boxe, automobilismo e esportes olímpicos.
Apresentou ao Brasil a Fórmula Indy e a Seleção Brasileira Masters de Futebol, que contava com seus grandes amigos Rivelino, Edu e Dario (ver Copa Pelé). Durante o verão brasileiro, transmitia várias modalidades de esportes de praia, em programas especiais de verão. Abriu espaço para Hortência e Paula do basquete feminino, transmitiu jogos de futebol feminino, alavancou a carreira do lutador de boxe Maguila e deu o início para transmissões da NBA, da Fórmula Indy e do futebol americano no Brasil.
Nos últimos anos de carreira, reduziu suas atividades empresariais, tendo continuado a narrar o Campeonato Brasileiro e provas da IRL pela Band. Apresentou o programa Apito Final, pela TV Bandeirantes, durante a Copa do Mundo de 2006, e transmitiu os jogos do Brasil na mesma copa pelo canal de televisão a cabo chamado Band Sports.
MORTE
Morreu aos 66 anos, em 19 de abril de 2014, em Uberlândia, Minas Gerais, aonde chegava para transmitir um jogo entre Atlético Mineiro x Corinthians para a Band que aconteceria no domingo (20) no Estádio Parque do Sabiá, pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro (Brasileirão). Teve a primeira assistência prestada por um médico que estava a bordo no voo, que acionou a ambulância e foi socorrido ainda no aeroporto do município mineiro, pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital Santa Genoveva. O médico que o atendeu no voo, Dr. Roberto, relatou à Bandeirantes que a morte foi sem sofrimento, caracterização Clínica de uma "Morte Súbita". Dissecção da aorta, embolia pulmonar e infarto são algumas hipóteses levantadas pelo médico, mas ainda é cedo para determinar a causa da morte.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

sábado, 12 de abril de 2014

CÂNDIDO PORTINARI - Arte Tumular - 284 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro,



ARTE TUMULAR
Construção retangular em granito em linhas retas sem qualquer simbolismo religioso, tendo no tampo o seu nome e datas em letras de bronze.

Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Cândido Portinari (Brodowski, 29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro.
Morreu aos 58 anos de idade.
SINOPSE ARTÍSTICA
Portinari pintou quase cinco mil obras de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956, e que, em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, retornaram para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Portinari é considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.
BIBLIOGRAFIA
 Filho dos imigrantes italianos, Giovan Battista Portinari e Domenica Torquato, Cândido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, uma trupe de pintores e escultores italianos que atuavam na restauração de igrejas, passa pela região de Brodowski e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro. Aos 15 anos, já decidido a aprimorar seus dons, Portinari deixa São Paulo e parte para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Durante seus estudos na ENBA, Portinari começa a se destacar e chamar a atenção tanto de professores quanto da própria imprensa. Tanto que aos 20 anos já participa de diversas exposições, ganhando elogios em artigos de vários jornais. Mesmo com toda essa badalação, começa a despertar no artista o interesse por um movimento artístico até então considerado marginal: o modernismo.
Um dos principais prêmios almejados por Portinari era a medalha de ouro do Salão da ENBA. Nos anos de 1926 e 1927, o pintor conseguiu destaque, mas não venceu. Anos depois, Portinari chegou a afirmar que suas telas com elementos modernistas escandalizaram os juízes do concurso. Em 1928 Portinari deliberadamente prepara uma tela com elementos acadêmicos tradicionais e finalmente ganha a medalha de ouro e uma viagem para a Europa.
VIDA EM PARIS
 Os dois anos que passou vivendo em Paris foram decisivos no estilo que consagraria Portinari. Lá ele teve contato com outros artistas como Van Dongen e Othon Friesz, além de conhecer Maria Martinelli, uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto de sua vida. A distância de Portinari de suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo.

VOLTA AO BRASIL
Em 1931 Portinari volta ao Brasil renovado. Muda completamente a estética de sua obra, valorizando mais cores e a ideia das pinturas. Ele quebra o compromisso volumétrico e abandona a tridimensionalidade de suas obras. Aos poucos o artista deixa de lado as telas pintadas a óleo e começa a se dedicar a murais e afrescos. Ganhando nova notoriedade entre a imprensa, Portinari expõe três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque de 1939. Os quadros chamam a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA). A década de quarenta começa muito bem para Portinari. Alfred Barr compra a tela "Morro do Rio" e imediatamente a expõe no MoMA, ao lado de artistas consagrados mundialmente. O interesse geral pelo trabalho do artista brasileiro faz Barr preparar uma exposição individual para Portinari em plena Nova Iorque. Nessa época, Portinari faz dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington. Ao visitar o MoMA, Portinari se impressiona com uma obra que mudaria seu estilo novamente: "Guernica" de Pablo Picasso. Em 1952 uma anistia geral faz com que Portinari volte ao Brasil. No mesmo ano, a 1° Bienal de São Paulo expõe obras de Portinari com destaque em uma sala particular. Mas a década de 50 seria marcada por diversos problemas de saúde. Em 1954 Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava.
PARTICIPAÇÃO POLÍTICA
Portinari foi ativo no movimento político-partidário, inclusive, candidatando-se a deputado federal em 1945 pelo PCB e a senador, em 1947 , pleito em que aparecia em todas as sondagens como vencedor, mas perdendo com uma pequena margem de votos, fato que, aventou-se suspeitas de fraude para derrotá-lo devido o cerco aos membros do Partido Comunista Brasileiro
MORTE
 Desobedecendo as ordens médicas, Portinari continuava pintando e viajando com frequência para exposições nos Estados Unidos, Europa e Israel. No começo de 1962 a prefeitura de Barcelona convida Portinari para uma grande exposição com 200 telas. Trabalhando freneticamente, a intoxicação de Portinari começa a tomar proporções fatais. No dia 6 de fevereiro do mesmo ano, Cândido Portinari morre envenenado pelas telas que fizeram seu sucesso, já que, tinha claustrofobia e desmaiava no "corredor" de telas.Seu filho João Cândido Portinari hoje cuida dos direitos autorais das obras de Portinari.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales