TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sábado, 10 de fevereiro de 2018

ARACY DE CARVALHO GUIMARÃES ROSA - Arte Tumular - 437 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil


ARTE TUMULAR
Placa de mármore com o seu nome e datas em bronze, encerrando a gaveta onde estão os seus restos mortais. Ela foi sepultada junto do marido.

LOCAL: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
                Mausoléu da Academia Brasileira de Letras. 
Fotos: Emanuel Messias
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (Rio Negro, 5 de dezembro de 1908 — São Paulo, 28 de fevereiro de 2011) foi uma poliglota brasileira que prestou serviços ao Itamaraty (o Ministério das Relações Exteriores do Brasil), tendo sido agraciada pelo governo de Israel com o título de "Justa entre as Nações", por ter ajudado muitos judeus a entrarem ilegalmente no Brasil durante o governo de Getúlio Vargas.
Morreu aos 102 anos.



HOMENAGEM NO JARDIM DOS JUSTOS
A homenagem de inclusão do nome de Aracy de Carvalho no Jardim dos Justos entre as Nações do Yad Vashem (Museu do Holocausto), em Israel, foi prestada em 8 de julho de 1982, ocasião em que também foi homenageado o embaixador Souza Dantas. Ela é uma das pessoas homenageadas também no Museu do Holocausto de Washington (EUA). É conhecida pela alcunha de O Anjo de Hamburgo.


SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Foi casada com o escritor João Guimarães Rosa.
Com o seu marido Guimarães Rosa

Paranaense, nasceu em Rio Negro, filha de pai português e mãe alemã e ainda criança foi morar com os pais em São Paulo.

Em 1930, Aracy casou-se com o alemão Johann Eduard Ludwig Tess, com quem teve o filho Eduardo Carvalho Tess, mas cinco anos depois se separou, indo morar com uma irmã de sua mãe na Alemanha.

Por falar quatro línguas (português, inglês, francês e alemão), conseguiu uma nomeação no consulado brasileiro em Hamburgo, onde passou a ser chefe da Seção de Passaportes. No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. Aracy ignorou a circular e continuou preparando vistos para judeus, permitindo sua entrada no Brasil. Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os vistos entre a papelada para as assinaturas. Para obter a aprovação dos vistos, Aracy simplesmente deixava de pôr neles a letra "J", que identificava quem era judeu.

 Desse modo, Aracy pode ter livrado muitos judeus da prisão e da morte.

 Ainda na Alemanha, Aracy casou-se com João Guimarães Rosa, à época cônsul adjunto. Os dois permaneceram na Alemanha até 1942, quando o governo brasileiro rompeu relações diplomáticas com aquele país e passou a apoiar os Aliados da Segunda Guerra Mundial. Seu retorno ao Brasil, porém, não foi tranquilo. Ela e Guimarães Rosa ficaram quatro meses sob custódia do governo alemão, até serem trocados por diplomatas alemães. Aracy e Guimarães Rosa casaram-se, então, no México, por não haver ainda, no Brasil, o divórcio. O livro de Guimarães Rosa "Grande Sertão: Veredas", de 1956, foi dedicado a Aracy.

 Sua biografia inclui também ajuda a compositores e intelectuais durante o regime militar implantado no Brasil em 1964, entre eles Geraldo Vandré, de cuja tia Aracy era amiga.

 Aracy enviuvou no ano de 1967 e não se casou novamente.

MORTE
Sofria de Mal de Alzheimer e morreu no dia 28 de fevereiro de 2011 em São Paulo, de causas naturais, aos 102 anos. Foi sepultada no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, ao lado de seu marido, no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação - Helio Rubiales

YARA LINS - Arte Tumular - 436 - Cemitério do Morumbi, Sao Paulo


ARTE TUMULAR
Placa de bronze com o seu nome e datas no gramado do cemitério.
Local- Cemitério do Morumbi, Sao Paulo 




PERSONAGEM
Yara Lins, nome artístico de Orasília Severina da Silveira, (Frutal, 26 de fevereiro de 1930 — São Paulo, 28 de junho de 2004) foi uma consagrada atriz brasileira , pioneira da Televisão brasileira.
Morreu aos 74 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
A atriz iniciou sua carreira nas radionovelas , migrou para a televisão ainda no seu início e foi o primeiro rosto a aparecer na tela da Tv brasileira na inauguração da extinta Rede Tupi de Televisão em 18 de Setembro de 1950.

Durante mais de cinco décadas de carreira, Yara atuou em um total 60 títulos entre séries, novelas, minisséries e seriados. Nos anos 50 , ela apresentou junto a Hebe Camargo um programa feminino levado ao ar pela TV Paulista " O Mundo é das Mulheres ".

 Na Teledramaturgia é a interprete de personagens inesquecíveis como a Madame Mercedes Mogliani de Vitória Bonelli de Geraldo Vietri do qual era a atriz preferida , a Berenice da segunda versão de Selva de Pedra , a Irene de Pai Herói , Dona Josefa em O Machão , a dona Maria , a mãe da protagonista Lola (Irene Ravache) do clássico Éramos Seis , a Mãe Cândinha da novela A História de Ana Raio e Zé Trovão , a Zulmira de Kananga do Japão e a dona Nilda mãe de Miguel Soriano (Tony Ramos) em Laços de Família que foi seu último trabalho.

Foi casada e tem duas filhas: Mônica e Monalisa. Tem netos e um bisneto.

MORTE
Faleceu aos 74 anos, devido a problemas relacionados à Insuficiência respiratória. Ela tinha câncer de pulmão devido ao fumo e estava internada no Hospital Oswaldo Cruz , em São Paulo vindo a falecer aos 28 de junho de 2004 , Yara foi sepultada no Cemitério do Morumbi

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales

CARTOLA (Agenor de Oliveira) - Arte Tumular - 435 - Cemitério do Caju, Rio de Janeiro



Local- Cemitério do Caju, Rio de Janeiro




PERSONAGEM
Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola OMC (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980), foi um cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro.
Morreu aos 72 anos


SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Tem como maiores sucessos, as músicas As Rosas não Falam e O Mundo É um Moinho. Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira.

Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda menino e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão.

Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela. Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça — seis anos mais velho — e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boêmia, da malandragem e do samba.

Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos — tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola".

Junto com um grupo de amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba, "Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Sílvio Caldas.

Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas não Falam", "O Mundo É um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria".

No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.

MORTE
Cartola morreria de câncer em 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade.
Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales