TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

MÚSICA

terça-feira, 3 de março de 2015

JOSÉ RICO - Arte Tumular - 294 - Cemitério da Saudades, Americana, São Paulo


ARTE TUMULAR

Local: Cemitério da Saudades, Americana, São Paulo





PERSONAGEM
José Rico, nome artístico de José Rico Alves dos Santos (São José do Belmonte, 29 de junho de 1946 - Americana, 3 de março de 2015), foi um cantor brasileiro de música sertaneja. Fez parte da importante dupla sertaneja Milionário e José Rico.
Morreu aos 68 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
José Rico também foi um grande compositor, e a música Estrada da Vida é de sua autoria, talvez o maior sucesso da vitoriosa trajetória da dupla, que deu título ao filme Na estrada da vida, estrelado pelos mesmos. A dupla também atuou em outro filme, Sonhei com você, dirigido por Ney Sant'Anna. Por ter sido criado na cidade de Terra Rica, no estado do Paraná, desde os dois anos de idade, José Rico acabou adotando, e registrando em cartório, o nome José Rico Alves dos Santos, em alusão à cidade paranaense onde viveu sua infância. O apelido foi inventado por um padre, ainda durante a infância de José Rico. Outra probabilidade seja talvez herdada de Johnny Cash, de uma tradução quase literal de seu nome. Considerando que Johnny Cash teve reconhecimento mundial somente na época em que José Rico formou dupla com Milionário, juntos há mais de 40 anos .



 Em meados do ano de 1969, José Rico e seu já parceiro de dupla, Milionário, se encontravam na cidade de Dourados, MS, em uma barbearia, do saudoso barbeiro e compositor Armando Perrupato, quando conversavam sobre as músicas de Armando que seriam cantadas pela dupla, e quem sabe, algum dia, gravadas. Mas juntamente com eles estava um jovem de nome Victor Wagner (não o da novela) que no próximo ano estaria trabalhando em S.Paulo como diretor artístico da gravadora Califórnia, do também saudoso Mario Vieira. Armando Perrupato, amigo desse jovem diretor de gravadora, me contou que no ano seguinte a dupla procurou a gravadora Califórnia, e ao se encontrarem com Mario Vieira, este estava com Victor Wagner ao seu lado. Mário Vieira relutou muito em gravar a dupla, porque, embora os considerasse ótimos, não via nos mesmos a possibilidade de vender muitos discos, por ainda não estarem na mídia, e nem estarem conhecidos em qualquer região, nem ao menos atuando em circos, como era praxe na época. E também a dupla não tinha dinheiro para gravar por matéria paga, ou seja, adquirindo os primeiros 300 Lps. Victor Wagner, que já havia ouvido a dupla naquela barbearia do compositor Armando Perrupato, passou a insistir tanto com Mario Vieira, que acabou fazendo um acordo de se responsabilizar pela gravação. Talvez nem a dupla soubesse, ou viesse a saber, mas foi assim que se realizou a gravação do primeiro Lp da dupla, pela gravadora Califórnia. O disco em si não chegou a acontecer, mas serviu de cartão de visita para que outros produtores se interessassem pela dupla, e logo em seguida gravaram pela Chantecler, com ótima divulgação em programas de rádio. A gravadora Califórnia, espertamente, trocou a capa daquele primeiro Lp e relançou, ainda mais que a música que fazia sucesso também estava naquele disco, cujo nome do Lp, que era anteriormente "Sempre Sofrendo", passou a ser 'De Longe Também se Ama", e a vendagem começou a aparecer. Conhecido também na região do Vale do Ivinhema, José Rico fez grandes amigos tal qual o saudoso Dino Franco, também compositor.

MORTE
Faleceu no dia 3 de março de 2015, vítima de um Infarto, no município paulista de Americana. Com sua morte, José Rico deixa um legado de fãs de todas as idades e gêneros.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

TOMIE OHTAKE




PERSONAGEM
Tomie Ohtake OMC (Quioto, 21 de novembro de 1913 - São Paulo, 12 de fevereiro de 2015) foi uma artista plástica japonesa naturalizada brasileira.
Morreu aos 101 anos de vida.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Aos vinte e três anos de idade viajou ao Brasil, para visitar um irmão mas não pode retornar devido a Segunda Guerra Mundial. É uma das principais representantes do abstracionismo informal. Sua obra abrange pinturas, gravuras e esculturas. Foi premiada no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1960; e em 1988, foi condecorada com a Ordem do Rio Branco pela escultura pública comemorativa dos 80 anos da imigração japonesa, em São Paulo. Pela sua carreira consagrada Tomie Ohtake é considerada a “dama das artes plásticas brasileira”.  Segundo o crítico de arte Ichiro Hariu, os artistas como Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima, Manabu Mabe e outros são reconhecidos abstracionistas, representativos do Brasil, que contam com muitos apoiadores. Além de pertencerem ao grupo da geração de imigrantes do pré-guerra. Grupo esse constituído por imigrantes comuns que, após várias mudanças em suas vidas, despertaram para as artes plásticas e iniciaram seus trabalhos. Tomie Ohtake é a mãe do arquiteto Ruy Ohtake.

HISTÓRIA
 Em 1952, iniciou na pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integra o Grupo Seibi. Passou um certo tempo produzindo obras no contexto da arte figurativa, a artista define-se pelo abstracionismo. A partir dos anos 1970, passa a trabalhar com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Nos anos 50 e 60, participou de Salões nacionais e regionais, tendo sido premiada na maioria deles. Foi convidada a participar da Bienal de Veneza em 1972, pela própria instituição. Recebeu o Prêmio Panorama da Pintura Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Empregou ao longo da década de 1960 o uso tons contrastantes. Revelou afinidade com a obra do pintor Mark Rothko, "na pulsação obtida em suas telas pelo uso da cor e nos refinados jogos de equilíbrio". Cecília França Lourenço, ao comentar a obra de Tomie Ohtake, quando ela atingiu um nível de maturidade, compara com a obra da artista com a de Fukushima e Mabe, no contexto que ambos os três tinham "certa contenção, sem permitir extravasar totalmente a emoção da obra". A arte na década de 80 foi influenciada pelo aparecimento de outros artistas e também pela atuação dos pioneiros, como Tomoo Handa, abstracionistas, como Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Tomie Ohtake, Kazuo Wakabayashi e outros, onde atuaram, no desenvolvimento artístico, como também nos interesses da comunidade de artistas. Tomie se destaca também com o trabalho com esculturas em grandes dimensões em espaços públicos, sendo que na 23ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1995, teve uma sala especial de esculturas. Atualmente, 27 de suas obras são obras públicas, as quais estão em algumas cidades brasileiras. Sendo que em São Paulo, parte delas se tornaram marcos paulistanos, como os quatro grandes painéis da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, a escultura em concreto armado na Avenida 23 de Maio e a pintura em parede cega no centro, na Ladeira da Memória.Em 1995 escreveu juntamente com Alberto Goldin escreveu o livro intitulado “Gota d’agua” que foi escolhido pela Jugend Bibliothek de Munique, na Alemanha, como um dos melhores livros editados no Brasil no ano de 1995. 3 No mesmo ano recebeu o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura – Minc. Em 2000, é criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo..

MORTE
Morreu no dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos no Hospital Sírio-Libanês após uma série de paradas cardíaca

Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales

MAUSOLÉU DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS - Cemitério São João Batista - Rio de Janeiro




Mausoléu - Foto: Ivo Korytowski

Esta lista contém as 40 cadeiras e seus respectivos patronos, fundadores e sucessores de acordo com a listagem oficial da Academia Brasileira de Letras.


Machado de Assis ao lado de outros literatos brasileiros, em foto de 1890.



Em pé: Rodolfo Amoedo, Artur Azevedo, Inglês de Sousa, Olavo Bilac, José Veríssimo, Sousa Bandeira, Filinto de Almeida, Guimarães Passos, Valentim Magalhães, Rodolfo Bernadelli, Rodrigo Octavio e Heitor Peixoto.
Sentados: João Ribeiro, Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Silva Ramos.


CadeiraPatronoFundadorSucessores
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Visita ao Mausoléu, veja como é por dentro e alguns tumulos


Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

DOLORES DURAN - Arte Tumular - Cemitério do Caju, Rio de Janeiro








ARTE TUMULAR
Túmulo em granito disposto no sentido retangular, tendo na parte superior o tampo também em granito. Do lado esquerdo uma placa de mármore com letras de bronze e uma foto. Na parte central o seu nome em letras de bronze.
Local: Cemitério do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro - Brasil
Foto: Luan Winchester
Descrição tumular: Helio Rubiales








PERSONAGEM
Dolores Duran, nome artístico de Adiléia Silva da Rocha (Rio de Janeiro, 7 de junho de 1930 — Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1959), foi uma cantora e compositora brasileira.
Morreu aos 29 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nasceu em uma vila na rua do Propósito, no bairro da Saúde, centro do Rio de Janeiro, onde morou por alguns anos. Teve uma infância pobre e não conheceu o pai biológico. Mudou-se para um cortiço no bairro da Piedade, subúrbio carioca, com a mãe, o padrasto e as meia-irmãs Denise, Solange e Leila. Desde criança gostava de cantar e sonhava em ser cantora famosa. Aos oito anos de idade contrai a febre reumática, que quase a levou à morte, e que deixou como sequela um sopro cardíaco gravíssimo. Aos doze anos de idade, influenciada pelos amigos, resolve, com a permissão da mãe, inscrever-se num concurso de cantores. Surpreendentemente, ela cantou muito bem, como uma profissional e conquistou o primeiro prêmio no programa Calouros em Desfile, de Ary Barroso.
As apresentações no programa tornaram-se frequentes, fixando-a na carreira artística. Quando Adiléia tinha doze anos, teve que abandonar os estudos, parando no ensino primário, para ajudar a mãe com despesas de casa. Arranja um emprego e passa a trabalhar como atriz nas rádios Cruzeiro do Sul, nos programas da Tupi e no teatro, além de cantar em programas de TV, mas todos esses empregos eram temporários, o que não garantia dinheiro certo. Adiléia tenta terminar os estudos, ingressando no ginásio, pagando uma escola, mas como o dinheiro era pouco e as mensalidades da escola estavam atrasadas, ela é expulsa do colégio. Como ela tinha que se dedicar muito a música e ao teatro, ela decide de vez parar de estudar. Sua mãe não gosta desta atitude e mesmo após brigas, a mãe, a contra gosto, tenta aceitar a vocação de cantora da filha, já que a mãe dizia que artistas também estudavam e que a fama acaba um dia. Adiléia tinha uma personalidade muito forte e não levava desaforos para casa, respondia a quem quer que fosse, sabia se defender bem.
No final dos anos 40, ela conhece um casal rico e influente: Lauro e Heloísa Pais de Andrade, que já a tinham ouvido cantar. Eles passam a ajudá-la a se tornar realmente uma cantora e a levam em diversos lugares chiques e reconhecidos, frequentado por famosos. Lauro passa a chamá-la de Dolores Duran, por ser um nome fino na época. Este nome é espanhol e dramático que significa Dores. Ele é muito forte e traz uma carga de dor e sofrimento intenso, e o sobrenome Duran, que quer dizer durante, sempre, intensifica ainda mais, como se não tivesse fim essa dor. Sem nunca ter estudado línguas, aprendeu sozinha a cantar em inglês, francês, italiano, espanhol e até em esperanto.
Ella Fitzgerald durante sua passagem pela bela cidade do Rio de Janeiro, nos anos 1950, foi à boate Baccarat especialmente para ouvir Dolores e entusiasmou-se com a interpretação de Dolores para My Funny Valentine - a melhor que já ouvira, declarou Fitzgerald.
O jornalista Antônio Maria foi um dos melhores amigos da cantora, e escrevia publicações sobre ela. Suas músicas se tornaram estrondoso sucesso. Eram dramáticas, belas e românticas, e expressavam os sentimentos mais puros de um coração. Prova disso é que Antônio Maria publicou: "Dolores Duran falou de sentimentos como ninguém, em todas as línguas. Seu idioma era o amor!" Cantava em diversas boates no boêmio e encantador Rio de Janeiro daquela época. Sua fama se espalhou e foi contratada pela Rádio Nacional, uma das várias rádios cariocas que reuniam artistas do país inteiro, e que na época só escolhia os melhores cantores. Era a rádio mais disputada. Qualquer artista brasileiro, para fazer sucesso, tinha que vir ao Rio de Janeiro, capital política e cultural do Brasil, para se lançar. Ela jamais estudou canto e música, mas sua voz não precisava de correção através de aulas. Parecia mesmo que ela tinha nascido para cantar. Nessa época seu padrasto morre e sua família enfrenta grandes dificuldades. Passou a cantar músicas internacionais no programa Pescando Estrelas, onde só havia cantoras jovens e conceituadas. Lá ela conhece e se torna melhor amiga da cantora da importante Rádio Guanabara e da famosa Rádio Nacional, Julie Joy.

VIDA AMOROSA
Teve muitos namorados. O primeiro que teve foi um garçom da boate Vogue. O apelido dele era Serra Negra. O namorou por alguns poucos meses. Ele pediu para voltar, mas como ela era mulher de uma palavra só, não voltou. Viu que não deu certo na primeira vez, na segunda sairiam brigas novamente. Depois dele, namorou por seis meses o compositor Billy Blanco, de quem também gravou canções, já que ele escrevia várias letras. Nessa época compôs junto com Tom Jobim o samba O negócio é amar, que fez grande sucesso. Nara Leão interpretou a canção. Nesse período já estava famosa, distribuía autógrafos pela rua, onde ia a entrevistavam e tiravam fotos suas. Gostava de futebol e frequentava o famoso estádio do Maracanã, onde assistiu à Copa de 1950. Também ia muito nas maravilhosas praias cariocas e nos badalados cinemas. A década de 1950 se iniciou marcante para Dolores, que passou a cantar nas sofisticadas boates do famosíssimo Hotel Glória. Em 1951, conhece um músico do Acre, tocador de acordeão, chamado João Donato. Eles se encontravam em frente ao Hotel Glória todas as noites. Dolores, João e Julie eram grandes amigos, sempre saíam juntos e passeavam, também com outros colegas. Só não se casaram devido à oposição da família do rapaz e do preconceito da sociedade. Donato tinha 17 anos, enquanto Dolores tinha 21 e uma mulher mais velha não era bem vista com um homem mais novo. Ela lutou muito para tê-lo ao seu lado, mas ele preferiu ouvir sua família. O namoro chegou ao fim quando Donato foi morar no México. Donato e Dolores não agüentavam mais brigas e cobranças de suas famílias. Isso a fez sofrer, mas ela superou e seu sucesso na música aumentou.
GRAVAÇÕES E COMPOSIÇÕES
A estreia de Dolores em disco foi em 1952, chamado Músicas para o Carnaval, gravando dois sambas para o Carnaval do ano seguinte: Que bom será (Alice Chaves, Salvador Miceli e Paulo Márquez) e Já não interessa (Domício Costa e Roberto Faissal). Em 1953, gravou Outono (Billy Blanco), e Lama (Paulo Marquez e Alice Chaves). Dois anos depois, vieram as canções Canção da volta (Antônio Maria e Ismael Neto), Bom querer bem (Fernando Lobo), Praça Mauá (Billy Blanco) e Carioca (Antônio Maria e Ismael Neto). Muitas vezes, nas madrugadas, ela criava suas letras na mesa dos bares, bebendo e fumando, ouvindo canções de bolero, salsa, choro e samba. Inspirava-se em seus casos amorosos e na sua vida em geral, suas alegrias, tristezas, dores, anseios e mágoas, para compor suas inesquecíveis letras.
INÍCIO DOS PROBLEMAS
 Em 1955 foi vítima de um infarto, tendo passado trinta dias internada no Hospital Miguel Couto. Dolores resolveu não seguir as restrições que os médicos lhe determinaram, agravando os problemas cardíacos que trazia desde a infância, problemas que só se agravaram com o tempo, pois abusava do cigarro (fumava mais de três carteiras por dia) e da bebida, principalmente a vodca e o uísque. Com isso, a depressão passou a marcar sua vida. Mesmo famosa e amada por milhares de fãs, se sentia triste, um vazio lhe tomava conta e com isso, buscava refúgio na bebida e no cigarro. Nesse mesmo ano, conheceu o cantor e compositor Macedo Neto, de quem gravou diversos sambas. Os dois se conheceram nos estúdios da gravadora Copacabana e rapidamente foram morar juntos. Antes de se casarem no papel, porém, Dolores engravidou dele e passou por uma gravidez tubária (gravidez de alto risco que acarreta esterilidade materna e perda do feto), interrompendo seu sonho de ser mãe, o que arruinou sua vida e a levou a piora do vício em cigarro e bebidas. Um fato que a marcou foi que após ter perdido seu filho, ter entrado em depressão e resolvido se casar oficialmente com Macedo, ele proibiu sua mãe de comparecer ao casamento deles, por a mãe dela ser negra, fato que a deixou perplexa e enfurecida. A única que foi ao seu casamento foi a irmã Denise, pois sua mãe e suas outras irmãs não conseguiram ir por tamanha ofensa. Dolores só se casou para não se sentir tão só, pois nunca perdoou o marido por não ter deixado sua mãe ir ao seu casamento. Em 1958, após muitas discussões e brigas violentas, desquitou-se de Macedo Neto e passou meses na Europa cantando e se apresentando com seu conjunto musical, fazendo muito sucesso. Lá encontrou e viveu novos e intensos amores. Em 1956, fez sucesso com a canção Filha de Chico Brito, composta por Chico Anysio. No ano seguinte, um jovem compositor apresentou a Dolores uma composição dele e de Vinícius de Moraes. Tratava-se de Antônio Carlos Jobim em início da carreira. Em três minutos, Dolores pegou um lápis e compôs a letra da canção "Por Causa de Você". Vinícius ficou encantado com a letra e gentilmente cedeu o espaço a Dolores. Foi revelado, a partir daí, o talento de Dolores para a composição e grandes sucessos, como Estrada do Sol, Ideias Erradas, Minha Toada e A Noite do Meu Bem, entre outros. Cantou no Uruguai, na União Soviética e na China, na companhia de músicos brasileiros, mas, por desentendimento dela com o grupo, Dolores muda de planos e realiza seu grande sonho, viajando da China sozinha para Paris. Ficou um bom tempo passeando e conhecendo as maravilhas da cidade-luz, a bela e encantadora Paris. De volta ao Brasil algum tempo depois, pegou para criar uma recém-nascida, pobre e negra, a quem deu nome de Maria Fernanda da Rocha Macedo, que foi registrada por Macedo Neto, mesmo estando ele separado de Dolores e a menina não ter com ele qualquer parentesco. A mãe biológica de Maria Fernanda era viúva e havia falecido após o parto pois não aguentou a emoção de ter perdido o marido, padrasto da menina, que foi uma das vítimas da pior tragédia em trens suburbanos do Rio de Janeiro. A bebê iria ficar com a empregada de Dolores, amiga da mãe da criança, mas por ela ser muito pobre, acabou entregando a bebê para Dolores, que se encantou perdidamente pela criança e deu todo amor e carinho possíveis. Passeava com a menina e lhe deu tudo de bom que o dinheiro e o amor podiam proporcionar. A partir daí, durante os dois últimos anos de vida, compôs algumas das mais marcantes canções da MPB, como Castigo e Olha o Tempo Passando, entre tantas outras.
MORTE
Na madrugada de 23 de outubro de 1959, depois de um show na boate Little Club, a cantora saiu com seu último namorado, chamado Nonato Pinheiro e com seus amigos para uma festa no requintado Clube da Aeronáutica. Ao sair da festa, resolveram fechar a noite bebendo e ouvindo canções no Kit Club. A cantora chegou em casa às sete da manhã do dia 24. Brincou e beijou muito a filha, já com três anos, na banheira. Em seguida, passou os últimos cuidados à empregada Rita: "Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer", disse brincando. No quarto, sofreu um infarto fulminante - que, à época, foi associado a uma dose excessiva de barbitúricos, cigarros e álcool.3 Encontra-se sepultada no Cemitério do Caju no Rio de Janeiro. A morte prematura de Dolores Duran, aos 29 anos, interrompeu uma trajetória vivida intensamente. A amiga Marisa Gata Mansa levou os últimos versos de Dolores para Ribamar musicá-los. Carlos Lyra fez o mesmo sobre os versos inéditos. O ex-marido criou a filha adotiva deles.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales