TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

domingo, 4 de dezembro de 2016

FERREIRA GULLAR - Arte Tumular - 365 - Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo



O corpo do escritor será transportado às 17h deste domingo à Biblioteca Nacional, no Centro do Rio. Às 9h de segunda (5), ele sai para o velório no prédio da Academia Brasileira de Letras. Às 15h, o corpo será levado para o enterro no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo.





PERSONAGEM
Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930 - Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 2016) foi um escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo. Foi o postulante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada por Ivan Junqueira, da qual tomou posse em 5 de dezembro de 2014.
Morreu aos 86 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Ferreira Gullar nasceu em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. É um dos onze filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart.

Sobre o pseudônimo, o poeta declarou o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".

Fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Muitos o consideram o maior poeta vivo do Brasil e não seria exagero dizer que, durante suas seis décadas de produção artística, Ferreira Gullar passou por todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira e participou deles.

Morando no Rio de Janeiro, participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador, escrevendo seus poemas, por exemplo, em placas de madeira, gravando-os.

Em 1956 participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta, tendo se afastado desta em 1959, criando, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Posteriormente, ainda no início dos anos de 1960, se afastará deste grupo também, por concluir que o movimento levaria ao abandono do vínculo entre a palavra e a poesia, passando a produzir uma poesia engajada e envolvendo-se com os Centros Populares de Cultura (CPCs).

Em 2014, ele foi considerado um imortal na Academia Brasileira de Letras.

MILITÂNCIA POLÍTICA
Ferreira Gullar foi militante do Partido Comunista Brasileiro e, exilado pela ditadura militar, viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Ele comentou que bacharelou em subversão em Moscou durante o seu exílio, mas que atualmente devido a uma maior reflexão, experiência de vida, e de observar as coisas irem acontecendo se desiludiu do socialismo e que o socialismo não faz mais sentido pois fracassou.

 “ (...) toda sociedade é, por definição, conservadora, uma vez que, sem princípios e valores estabelecidos, seria impossível o convívio social. Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável. ” — Ferreira Gullar.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES
Ganhou o concurso de poesia promovido pelo Jornal de Letras com seu poema "O Galo" em 1950.

Os prêmios Molière, o Saci e outros prêmios do teatro em 1966 com Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro.

Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura.

Em 2007, seu livro Resmungos ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. O livro, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal Folha de S. Paulo no ano de 2005. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Foi agraciado com o Prêmio Camões em 2010.

Em 15 de outubro de 2010, foi contemplado com o título de Doutor Honoris causa, na Faculdade de Letras da UFRJ.

Em Imperatriz, ganhou em sua homenagem o teatro Ferreira Gullar.

Em 1999 é inaugurada em São Luís a Avenida Ferreira Gullar.

Em 20 de outubro de 2011, ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia Em Alguma Parte Alguma, que foi considerado "O Livro do Ano" de ficção.

Em 2011, a obra "Poema Sujo" inspirou a vídeo instalação "Há muitas noites na noite", dirigida por Silvio Tendler.

Em 2015, o poema inspirou uma série documental, também denominada: "Há muitas noites na noite", com sete episódios com 26 minutos cada, exibida na TV Brasil entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, também dirigida por Silvio Tendler.

BIBLIOGRAFIA
POESIAS
-Um Pouco Acima do Chão, 1949
-A Luta Corporal, 1954
-Poemas, 1958
-João Boa-Morte, Cabra Marcado para Morrer (cordel), 1962
-Quem Matou Aparecida? (cordel), 1962
-A Luta Corporal e Novos Poemas, 1966
-História de um Valente, (cordel; na clandestinidade, como João Salgueiro), 1966
-Por Você por Mim, 1968
-Dentro da Noite Veloz, 1975
-Poema Sujo, (onde se localiza a letra de Trenzinho do Caipira) 1976
-Na Vertigem do Dia, 1980
-Crime na Flora ou Ordem e Progresso, 1986
-Barulhos, 1987
-O Formigueiro, 1991
-Muitas Vozes, 1999
-Um Gato chamado Gatinho, 2005
-Em Alguma Parte Alguma, 2010
ANTOLOGIAS
-Antologia Poética, 1977
-Toda poesia, 1980
-Ferreira Gullar - seleção de Beth Brait, 1981
-Os melhores poemas de Ferreira Gullar - seleção de Alfredo Bosi, 1983
-Poemas escolhidos, 1989
CONTOS E CRÔNICAS
- Gamação, 1996
-Cidades inventadas, 1997
-Resmungos, 2007
TEATRO
-Um rubi no umbigo, 1979
CRÔNICAS
-A estranha vida banal, 1989
-O menino e o arco-íris, 2001
MEMÓRIAS
-Rabo de foguete - Os anos de exílio, 1998
BIOGRAFIA
-Nise da Silveira: uma psiquiatra rebelde, 1996
LITERATURA INFANTIL
-Zoologia bizarra, 2011
ENSAIOS
-Teoria do não-objeto, 1959
-Cultura posta em questão, 1965
-Vanguarda e subdesenvolvimento, 1969
-Augusto do Anjos ou Vida e morte nordestina, 1977
-Tentativa de compreensão: arte concreta, arte neoconcreta - Uma contribuição brasileira, 1977
-Uma luz no chão, 1978
-Sobre arte, 1983
-Etapas da arte contemporânea: do cubismo à arte neoconcreta, 1985
-Indagações de hoje, 1989
-Argumentação contra a morte da arte, 1993
-O Grupo Frente e a reação neoconcreta, 1998
-Cultura posta em questão/Vanguarda e subdesenvolvimento, 2002
-Rembrandt, 2002
-Relâmpagos, 2003
TELEVISÃO
-Araponga - 1990/1991 (Rede Globo)
-Colaborador Dona Flor e Seus Dois Maridos - 1998 (Rede Globo)
-Colaborador Irmãos Coragem - 1995 (Rede Globo)
FILMES
Colaborador  Os Herdeiros - Davi Martins

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
Ferreira Gullar é o atual postulante eleito da cadeira 37 na Academia Brasileira de Letras, tendo obtido na votação 36 dos 37 votos possíveis derrotando os outros candidatos: Ademir Barbosa Júnior, José Roberto Guedes de Oliveira e José William Vavruk em apenas 15 minutos, com uma abstenção que permanece anônima devido a queima das fichas após o resultado da urna em 9 de outubro de 2014, tendo votado 19 acadêmicos por presença física e 18 por cartas.

A cadeira tem como patrono o poeta e inconfidente mineiro Tomás Antônio Gonzaga e foi ocupada anteriormente por personalidades como Silva Ramos, Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateubriand, João Cabral de Melo Neto e recentemente pelo ensaísta e curador Ivan Junqueira, amigo de Gullar. Sua posse era marcada para novembro, depois de várias recusas do escritor em convites anteriores. Em 5 de dezembro de 2014, Gullar tomou posse de sua cadeira, a número 37, na Academia Brasileira de Letras.


MORTE
 Ferreira Gullar faleceu no dia 04 de dezembro de 2016, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

Fonte: wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ROBERTO CORREA - Arte Tumular - 364 - Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio




Local: Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio




PERSONAGEM
 Roberto Corrêa José Maria (Rio de Janeiro, 2 de julho de 1940 - Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2016) foi um cantor e compositor brasileiro.
Morreu aos 76 anos de idade.

SINOPSE ARÍSTICA
Em 1958 iniciou sua carreira profissional integrando a banda Golden Boys, ao lado dos irmãos Ronaldo e Renato e com o amigo de escola, carinhosamente chamado de primo, Valdir Anunciação, como uma versão brasileira do conjunto americano The Platters.



MORTE
O artista morreu aos 76 anos, no sábado, em sua casa no bairro do Méier, Zona Norte do Rio.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação : Helio Rubiales

sábado, 29 de outubro de 2016

CARLOS ALBERTO TORRES - Arte Tumular - 363 - Cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro


Local: Cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro





PERSONAGEM
Carlos Alberto Torres (Rio de Janeiro, 17 de julho de 1944 - Rio de Janeiro, 25 de outubro de 2016) foi um futebolista e treinador brasileiro, que atuava como lateral-direito. De longa carreira, foi um dos símbolos do clássico futebol brasileiro, eternizado pela conquista do tricampeonato mundial no México em 1970.
Morreu aos 72 anos de idade.

 SINOPSE BIBLIOGRÁFICA

Considerado um dos maiores jogadores da história em sua posição, ele foi o capitão da Seleção Brasileira que ganhou a Copa do Mundo FIFA de 1970, no México, ficando conhecido como o Capitão do Tri.
No que diz respeito aos clubes, Carlos Alberto jogou pelo  Fluminense, Botafogo, Flamengo, Califórnia Surf, Santos e New York Cosmos. Ele foi o companheiro de Pelé nos últimos dois clubes.



COMO JOGADOR
Carioca de Vila da Penha, Carlos Alberto foi revelado pelo Fluminense, sendo medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1963, disputados em São Paulo, e foi campeão do Campeonato Carioca de 1964.

Logo depois, se transferiria para o Santos. Quando Carlos Alberto chegou na Vila Belmiro em 1965, o Santos atravessava o seu apogeu, com conquistas como o bicampeonato da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Muitos cronistas dizem que foi um dos maiores laterais-direitos de todos os tempos. Tinha habilidade, respeito dos companheiros e, como uma de suas características principais, uma forte personalidade.

Pelo Santos foi pentacampeão paulista em 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973, ano em que conquistou seu último título pelo time da Vila Belmiro.

Em 1971, atuou por empréstimo com a camisa do Botafogo em 22 jogos, onde também se destacou nos 3 meses que por lá passou.

Em 1976 retornou ao Fluminense, onde fez parte do time que ficou conhecido como a Máquina Tricolor, sendo bicampeão carioca em Campeonato Carioca de Futebol de 1976, semifinalista do campeonato brasileiro de 1976, depois passando pelo Flamengo.

Carlos Alberto marcou sua história em todos os times que jogou, pois conseguiu se firmar e ganhar respeito em vários times de craques, mesmo na Seleção Brasileira tricampeã de 1970, onde era um dos líderes e o capitão da equipe.

Em março de 2004, Carlos Alberto foi nomeado por Pelé um dos 125 melhores jogadores vivos do mundo.

COMO TREINADOR
Em seu primeiro ano como treinador, já se consagrou Campeão Brasileiro pelo Flamengo.

Em 1985, foi bicampeão pernambucano pelo Clube Náutico Capibaribe.

SELEÇÃO DA AMÉRICA DO SUL DE TODOS OS TEMPOS
Foi escolhido ainda para integrar a seleção da América do Sul de todos os tempos na posição de zagueiro. A enquete foi realizada com cronistas esportivos de todo o mundo. A FIFA o considera um dos maiores laterais direitos de todos os tempos.

CARREIRA POLÍTICA
Na política, Carlos Alberto era filiado ao Partido Democrático Trabalhista. Foi vereador de 1989 a 1993, ocupando a vice-presidência e a primeira secretaria da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Em 2008 tentou uma vaga para vice-prefeito da capital fluminense, na chapa de Paulo Ramos, não se elegendo.

VIDA PESSOAL
Carlos Alberto foi casado três vezes: com Sueli, mãe dos seus filhos Andréa e Alexandre Torres, também jogador, com a atriz Terezinha Sodré e com Graça, sua ultima esposa.

Carlos Alberto Torres fez sua última aparição no Sport TV, onde era comentarista, apenas dois dias antes de sua morte, quando participou do programa Troca de Passes. Ricardo Rocha, ex-zagueiro e amigo próximo do Capitão, e o comentarista Luiz Ademar, também do Spor TV, relataram que Carlos Alberto tinha boa saúde, a despeito da idade.

MORTE
Morreu em 25 de outubro de 2016, vítima de um infarto fulminante em sua casa, no Rio de Janeiro.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales.