TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

EVA TODOR - Arte Tumular - 428 - Cremada





A atriz foi velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e seu corpo cremado no Memorial do Carmo.



Eva Todor
Eva Todor em 1944
Nome completoEva Fodor Nolding
Nascimento9 de novembro de 1919
BudapesteRepública Húngara (atual Hungria)
Morte10 de dezembro de 2017 (98 anos)
Rio de JaneiroRJBrasil
Nacionalidadehúngara
brasileira
ProgenitoresMãe: Gizella Rothstein
Pai: Alexander Fodor
CônjugeLuis Iglesias (1936-1958)
Paulo Nolding (1964-1989)
OcupaçãoAtriz
Principais trabalhos
PERSONAGEM
Eva Todor, nome artístico de Eva Fodor Nolding (Budapeste, 9 de novembro de 1919 – Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2017), foi uma atriz húngara naturalizada brasileira. Eva possuía um vasto currículo no teatro, cinema e televisão construído ao longo de 80 anos de carreira.
Morreu aos 98 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Nascida como Eva Fodor, filha de Alexander Fodor e Gizella Rothstein, judeus húngaros ligados ao meio artístico, Eva começou nos palcos ainda criança, como bailarina da Ópera Real de Budapeste. Por conta das dificuldades financeiras que a Europa enfrentava no período pós-Primeira Guerra, a família Fodor abandonou sua terra natal e emigrou para o Brasil, em 1929. No ano seguinte, Eva, com apenas onze anos, retomou carreira como bailarina, no Rio de Janeiro. Aos 10 começa a estudar dança clássica com Maria Olenewa, no Theatro Municipal. Foi quando adotou o sobrenome artístico de "Todor" no lugar do original Fodor, cuja pronúncia no Brasil remeteria a um palavrão.




 Aos 15 anos, em 1934, Eva faz um teste e entra para o Teatro Recreio, estreando como atriz no espetáculo de revista "Há uma forte corrente", de Luis Iglesias e Freire Junior. Permanece na companhia e acaba por se casar com Iglesias em 1936, tornando-se a primeira atriz daquela companhia de revistas. Logo seu talento para os papéis cômicos se revela, o que leva seu marido a escrever peças com personagens concebidas especialmente para sua verve. Era especialista em papéis de moças ingênuas. No ano de 1940, funda a companhia “Eva e Seus Artistas”, que estreia com “Feia”, de Paulo de Magalhães, sob a direção de Esther Leão.

 Naturalizou-se brasileira na década de 1940, quando Getúlio Vargas foi ver uma peça no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e ficou encantado. Foi ao camarim e perguntou a Eva Todor: "você quer ser naturalizada?", o que aconteceu em seguida.

 Em 1942, Eva Todor participa da peça "Deus Lhe Pague" no batismo cultural de Goiânia, a nova cidade planejada concebida para ser a capital estadual de Goiás. A peça ocorreu no recém-inaugurado Teatro Goiânia e contou com a presença do então presidente Getúlio Vargas e do governador Pedro Ludovico Teixeira. Eva assistiu de perto Vargas e Pedro Ludovico entregarem a chave da cidade para o novo prefeito, o Prof. Venerando de Freitas Borges.

 Seu primeiro papel dramático foi em “Cândida”, de George Bernard Shaw, um dos maiores sucessos da temporada carioca de 1946, e que ficou quatro meses em cartaz. Seguiu-se no ano seguinte “Carta”, de Somerset Maugham.

 Pela companhia “Eva e Seus Artistas”, que duraria até fins da década de 1950 passaram grandes nomes da cena teatral de então, como André Villon, Jardel Jércolis, Elza Gomes e Henriette Morineau. Em 1958 ficou viúva, o que a deixou muito mal por um tempo.

 O estilo de atriz cômica de Eva seria abandonado em 1966, com a estreia do drama “Senhora da Boca do Lixo”, de Jorge Andrade, sob a direção de Dulcina de Moraes. O gênero cômico continua sendo seu favorito, mas a atriz abre o leque de sua interpretação em peças como “De Olho na Amélia” (Georges Feydeau), que lhe valeu o Prêmio Molière de melhor atriz em 1969, “Em Família”, de Oduvaldo Vianna Filho, com direção de Sérgio Britto, (1970); e “Quarta-Feira Lá em Casa, Sem Falta”, de Mario Brasini (1977).

 No cinema, Eva estreou em “Os Dois Ladrões” (1960), produção de Carlos Manga e um dos últimos filmes de sucesso do gênero das chanchadas. Ao lado de Oscarito protagonizou uma das mais célebres passagens do cinema brasileiro, a “cena do espelho”. Em 1964 atua em “Pão, Amor e… Totobola”, de Henrique Campos. Nesse mesmo ano de 1964, casa-se pela segunda vez, com seu noivo, com quem estava há alguns anos, o diretor teatral Paulo Nolding, de quem ficou viúva em 1989, e de quem até hoje assina o sobrenome. O fato de ter ficado viúva duas vezes a abalou demais, tanto que não casou-se novamente. Apesar de ter tentado nos dois casamentos, a atriz não conseguiu ter filhos.

Mas seria na televisão que Eva Todor se tornaria mais famosa. Foram 21 trabalhos em telenovelas, minisséries e especiais. No gênero, seu papel mais marcante foi o de Kiki Blanche, na novela “Locomotivas” (1977).

 Retomou a carreira cinematográfica quase 40 anos depois de seu último filme, protagonizando o delicado curta-metragem “Achados e Perdidos”, de Eduardo Albergaria, como uma mulher que recebe um carta de amor escrita para ela há mais de 50 anos. Eva Todor atua também em `Xuxa Abracadabra´, dirigido por Moacyr Góes. Seu filme mais recente foi “Meu Nome Não é Johnny”.

 Em 2007, com 87 anos de idade, lançou seu livro de memórias, intitulado "O Teatro da Minha Vida", escrito por Maria Ângela de Jesus.

 Um dos últimos trabalhos na TV foi na novela Caminho das Índias, onde deu vida a divertida e amorosa Dona Cidinha. A atriz ficou triste por não poder aparecer nos últimos capítulos da trama de Glória Perez, em decorrer de fortes dores no estômago devido a uma hérnia de hiato, problema de saúde que sofre desde a infância. Eva precisou ser internada e passou por uma cirurgia, de que se recuperou rapidamente.

Foi convidada para reviver a personagem Kiki Blanche na nova versão de Ti Ti Ti. Eva fez a personagem numa participação especial, que fez na novela Locomotivas, em 1977.

Estava afastada da televisão e dos palcos por conta da Doença de Parkinson, que a deixou muito limitada. Sem familiares, vivia reclusa em sua casa, cuidada por enfermeiras.[4] Em março de 2017, Eva foi internada na clínica São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio.  Viúva, a atriz não teve filhos.

MORTE
Com a saúde fragilizada pela idade (sofria de Parkinson e Alzheimer, além de problemas cardíacos), desde 9 de setembro de 2017 estava em internação domiciliar, vindo finalmente a falecer na sua residência na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã do dia 10 de dezembro do mesmo ano em razão de uma pneumonia.
Fonte: pt.wikepedia.org
Formatação: Helio Rubiales

sábado, 11 de novembro de 2017

MÁRCIA CABRITA - Arte Tumular - 427 -



Seu corpo será velado neste sábado, de 10h às 13h, no cemitério Parque da Colina, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Em seguida, o corpo será cremado




Márcia Cabrita
Nome completoMárcia Martins Alves
Nascimento20 de janeiro de 1964
NiteróiRJ
Nacionalidadebrasileira
Morte10 de novembro de 2017 (53 anos)
Rio de JaneiroRJ
OcupaçãoAtriz e humorista
CônjugeRicardo Parente (2000-2004)

PERSONAGEM
Márcia Martins Alves, mais conhecida como Márcia Cabrita (Niterói, 20 de janeiro de 1964 — Rio de Janeiro, 10 de novembro de 2017), foi uma atriz e humorista brasileira.
Morreu aos 53 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filha de imigrantes portugueses, era a mais nova de duas irmãs. Estudou teatro. Em 1992 estreou na TV no elenco de As Noivas de Copacabana. Em 1997, entrou para o elenco de Sai de Baixo interpretando a empregada Neide. Deixou o programa em outubro de 2000 devido a uma gravidez, sendo substituída por Cláudia Rodrigues.

Posteriormente participou de telenovelas da Rede Globo, atuando também no Sítio do Pica-pau Amarelo, nos papéis de sobrinha do seu Elias (2003), como Estelita (2005) e Cacá (2006).

Foi casada com o psicanalista Ricardo Parente de 2000 a 2004; eles tiveram uma filha, Manuela.

Também fez uma participação na série do canal Multishow Vai que Cola, onde interpretou Elza Lacerda, a mãe do protagonista Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo).

Em 2017, volta a Globo para integrar o elenco da telenovela Novo Mundo na pele de Narcisa Emília O'Leary, esposa de José Bonifácio de Andrada e Silva, o "Patriarca da Independência". Inicialmente, iria interpretar a personagem Germana, mas devido as complicações de sua doença, foi substituída por Vivianne Pasmanter. Apesar da troca, a atriz precisou se afastar da trama para continuar o tratamento. Seu retorno estava confirmado para o último capítulo, o que não se concretizou.

Seu papel mais conhecido foi no humorístico "Sai de Baixo", também da Globo. Ela participou do programa entre 1997 e 2000, no papel da empregada Neide Aparecida. Desde maio, o programa voltou a ser exibido nas tardes de sábado, na "Sessão Comédia", Seu último trabalho foi na novela Novo Mundo, interpretando a personagem Narcisa.

MORTE
Em março de 2010, foi diagnosticada com câncer de ovário, iniciando então tratamento contra a doença.
Morreu em 10 de novembro de 2017 devido a complicações do câncer de ovário.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ANTÔNIO MARIA - Arte Tumular - 426 - Cemitériio São João Batista, Rio de Janeiro










Antônio Maria
Antônio Maria e seu quarto de hotel, 1959.
Foto: Ademar Veneziano
Nome completoAntônio Maria Araújo de Morais
Nascimento17 de março de 1921
Recife Pernambuco
 Brasil
Morte15 de outubro de 1964 (43 anos)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro
OcupaçãoCronistacomentarista esportivopoeta e compositor
PERSONAGEM
Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 17 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1964) foi um cronista, comentarista esportivo, poeta e compositor brasileiro. É considerado o rei do samba-canção na década de 1950.
Morreu aos 43 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Aos dezessete anos já era apresentador de programas musicais na Rádio Clube Pernambuco. Em 1940, muda-se para o Rio de Janeiro no ita Almirante Jaceguai. No Rio, tornou-se locutor esportivo na Rádio Ipanema.

Antônio Maria mudou-se então para o Edifício Souza, na Cinelândia, apartamento 1005. Ali era vizinho dos também pernambucanos Fernando Lobo e Abelardo Barbosa, que então ainda não era o famoso Chacrinha. Moravam também ali Dorival Caymmi e o pintor Augusto Rodrigues.

Essa primeira estada no Rio de Janeiro durou apenas 10 meses, período no qual Antônio Maria não vingou na carreira profissional. Em Maio de 1944, retorna ao Recife e casa-se com Maria Gonçalves Ferreira.

Muda-se para Fortaleza, onde vai trabalhar na Rádio Clube do Ceará. Um ano depois, vai para a Bahia, como diretor das Emissoras Associadas. Conhece então Di Cavalcanti e Jorge Amado.

DE VOLTA  AO RIO
Maria volta ao Rio de Janeiro em 1947, com dois filhos, e vai trabalhar como diretor artístico na Rádio Tupi. Assis Chateaubriand então o convida para ser o primeiro diretor de produção da TV Tupi, inaugurada em 20 de janeiro de 1951.

A partir desse período, Maria começa a escrever suas crônicas jornalísticas, espinha dorsal de sua obra literária. Em O Jornal, escreve crônicas diárias por mais de 15 anos, assinando as colunas "A Noite É Grande" (até 1955) e "O Jornal de Antônio Maria", nesse mesmo jornal. Manteve também em O Globo a coluna "Mesa de Pista", em 1959, e foi então para o Última Hora. Lá voltou a escrever "O Jornal de Antônio Maria" e inaugurou "Romance Policial de Copacabana", com crônicas e reportagens da capital carioca.

Em 1952, a rádio Mayrink Veiga começou a contratar grandes nomes para competir com a Tupi e demais concorrentes. Um desses nomes foi Antônio Maria, contratado na época por 50 mil cruzeiros, o salário mais alto do rádio brasileiro de então. Comprou um Cadillac, importante símbolo de status da época.

No programa "Preto no Branco", de Oswaldo Sargentelli, aparecia com frequência uma "pergunta de Antônio Maria, da produção do programa". Maria também fez, em parceria com Ary Barroso, um programa de sucesso: "Rio, Eu Gosto de Você", na TV Rio, em 1957. Maria provocava os entrevistados: perguntou a Sandra Cavalcanti, candidata a deputada, se era mal-amada. A candidata respondeu à altura: "Posso até ser, senhor Maria, mas não fui eu que fiz aquela música 'Ninguém me ama'". Referia-se ao samba-choro "Ninguém me Ama", de Maria e Fernando Lobo, sucesso da época.

Com Paulo Soledade, Maria fez alguns shows na boate Casablanca. Em 1953, subia toda noite ao palco do Night and Day, no Edifício Serrador, no centro do Rio, para apresentar "A Mulher é o Diabo", espetáculo em revista de Ary Barroso.

JINGLES
Jingles publicitários[editar | editar código-fonte] Maria compôs diversos jingle publicitários para o rádio, entre eles o famoso jingle de Aurissedina: Se a criança acordou / Dorme, dorme filhinha / Tudo calmo ficou / Mamãe tem Aurissedina

COMPOSIÇÕES MUSICAIS
Antônio Maria compôs diversos sucessos populares em parceria com vários amigos. Nora Ney invadiu as rádios brasileiras com "Menino Grande" e "Ninguém me ama". Também são de Maria "Valsa de uma cidade" e "Canção da Volta", gravada por Ismael Neto. "Manhã de Carnaval" e "Samba do Orfeu" foram parcerias com Luís Bonfá em 1959. "O Amor e a Rosa" e "As Suas mãos" e "Se eu Morresse Amanhã" foram parceria com o compositor Pernambuco. No total, 62 composições de Maria foram gravadas. Entre seus outros parceiros também se incluíam Fernando Lobo, Moacyr Silva, Vinícius de Moraes, Zé da Zilda e Reynaldo Dias Leme. Entre os intérpretes, Nora Ney, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Lúcio Alves, Dóris Monteiro, Jamelão, Ângela Maria, Aracy de Almeida, Agostinho dos Santos, Dircinha Batista, Luiz Bandeira e Claudionor Germano. O cantor americano Nat King Cole gravou "Ninguém me ama" e "Tuas mãos".

MORTE
Maria teve problemas cardíacos desde quando era criança. "Cardisplicente", como ele mesmo se descrevia, morreu na madrugada de 15 de outubro de 1964, em Copacabana, fulminado por um enfarte do miocárdio.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales