TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

domingo, 15 de novembro de 2015

RANDAL JULIANO - Arte Tumular - 336 - Cemitério São Paulo, São Paulo










ARTE TUMULAR
Local: Cemitério São Paulo, São Paulo



PERSONAGEM
Randal Juliano Mattosinho (Barra Bonita, 20 de abril de 1925 — São Paulo, 10 de julho de 2006 ) foi um ator, jornalista e radialista brasileiro.
Morreu aos 81 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Ingressou no rádio em 1944, na Rádio Panamericana (Jovem Pan), onde permaneceu até 1986 e apresentou os programas Show da Manhã, substituindo o radialista Fausto Canova e São Paulo Agora, além de atuar como comentarista esportivo.

Na TV teve uma bem-sucedida carreira, atuando como apresentador, locutor, ator, diretor de TV, produtor e comentarista esportivo.

Suas principais atuações foram nos anos 50 e 60, quando apresentou o Repórter Esso na PRF3 e o programa Astros do Disco na TV Record, junto com a apresentadora Idalina de Oliveira e outras convidadas, contando com a participação dos grandes astros da música brasileira, inclusive de cantores ligados ao movimento da Jovem Guarda. Apresentando as músicas e discos mais vendidos nas lojas especializadas, durante a semana. Esse programa criou o Troféu Chico Viola, para a premiação das músicas mais executadas no ano.

Em 1956 interpretou um médico no filme A Pensão da D. Stela e participou da telenovela Banzo, em que fazia o papel de Duarte, na TV Record, em 1964. Prisioneiro de um Sonho, escrita por Roberto Freire, que também a dirigia junto com Randal Juliano, TV Record, 1964-1965; Renúncia escrita por Roberto Freire e Walter Negrão, direção de Randal Juliano - 1964, Os Fidalgos da Casa Mourisca foi dirigida por Randal, em 1972, na TV Record. Supervisionou a telenovela Eu e a Moto argumentada por Roberto Freire, TV Record - 1972-1973.

Em 1982, ingressou na TV Cultura, onde foi animador de auditório, apresentando os programas Vestibular da Canção e Quem Sabe, Sabe!, sendo o último sendo considerado, um dos melhores game-shows da história da televisão brasileira, assumindo o comando deste em 1983, permanecendo até o seu término, em meados da década de 1980.

Além disso, foi comentarista esportivo e apresentador do programa A Cidade Faz o Show, também na TV Cultura, exibido nas manhãs de domingo, em que retratava as cidades do interior do Estado de São Paulo.

Também ingressou na TV Gazeta de São Paulo, onde foi apresentador do telejornal Jornal da Gazeta e também diretor de jornalismo.

Segundo Randal, ele presenciou "a maior demissão em cadeia da televisão brasileira".

DESLIGA-SE DA TEV E RÁDIO
Randal deixou definitivamente o Rádio e a TV em 1991, sentindo-se ultrapassado e passou a dedicar-se à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde concluiu o curso em 1995.

Foi professor de Comunicações nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM) e da Universidade São Judas Tadeu. Dizia aos alunos para nunca trabalharem de graça. "Quem trabalha de graça derruba 10 profissionais que estão no mercado.

" Durante o curso de Filosofia, retornou ao rádio, sendo locutor e apresentador de programas da Rádio USP, como o jornalístico Repórter USP.

MORTE
Faleceu de insuficiência respiratória (embolia pulmonar), deixando a esposa Darcy Carlota e duas filhas gêmeas Alessandra e Andréa.

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