TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

domingo, 30 de junho de 2013

MARECHAL DEODORO DA FONSECA - Arte Tumular - 239 - Praça Paris, Rio de Janeiro



Monumento/Mausoléu na Praça Paris, Rio de Janeiro




A lápide que ornava o túmulo de Deodoro da Fonseca , no Cemitério do Caju , agora está no seu museu-casa , visto que os restos mortais do militar migraram para a Praça Paris. 

ARTE TUMULAR
O majestoso trabalho de autoria do escultor Modestino Kanto, tem as seguintes características: a escadaria tem a altura de 10 metros e 10 centímetros, sendo de 23 metros a altura total do monumento. Todo ele pesa 850 toneladas e a sua base é de granito de Petrópolis. Em seu conjunto, apresenta, ao alto, o fundador da República, a cavalo, em atitude de comando das tropas na manhã de 15 de novembro de 1889. À direita, vultos da época da Proclamação: o major Sólon, o tenente-coronel João Teles, o coronel Marciano de Magalhães, o general Almeida Barreto e os marechais Câmara e Floriano Peixoto; à esquerda, a mocidade da antiga Escola Militar, conduzida por Benjamim Constant. Na frente do embasamento, destaca-se a imagem da República, simbolizada por uma mulher. Na face posterior, representando a Marinha de Guerra, as figuras de Wandenkolk, de Alexandrino, de Lorena e outros. Os jornalistas e os republicanos históricos também não foram esquecidos, pois figuram no monumento Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho, Júlio de Castilhos, Aristides Lobo, João Pinheiro e Prudente de Morais. Em outra face aparece a figura de D. Rosa Paulina da Fonseca, mãe de Deodoro. Outro detalhe interessante da estátua, é o Altar da Pátria, formado por um anel em que se vêem retratos de Rui Barbosa, Campos Sales, Lauro Muller, capitão Pedro Paulino, Silva Jardim, Glicério, Cesário Alvim, Lopes Trovão, padre João Manuel, Martins Júnior, Clodoaldo da Fonseca, Vespasiano, Mallet, Mena Barreto e Sampaio Ferraz. Uma característica da obra, muito interessante e que deve servir como padrão clássico para os monumentos equestres, é que o motivo dominante esta armado na diagonal da escadaria. Desta forma, a figura do fundador da República é sempre visível nas suas mais belas linhas, em qualquer ponto, em qualquer ângulo da praça, sem prejuízo da sua imponência escultórica.

Fonte: http://wikiurbs.info/index.php?title=Monumento_ao_Marechal_Deodoro_da_Fonseca
Descrição: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Manuel Deodoro da Fonseca (Cidade de Alagoas, 5 de agosto de 1827 — Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1892) foi um militar e político brasileiro, proclamador da República e primeiro presidente do Brasil. O Governo Deodoro foi marcado pelo esforço da implantação de um regime de Estado Republicano, mas foi caracterizado, entretanto, por grande instabilidade política e também econômica, devido às tentativas de centralização do poder, da movimentação de opositores da queda do Império, e por parte de outros setores das Forças Armadas descontentes com a situação política republicana. A crise teve seu ápice no fechamento do "Congresso Nacional do Brasil", o que mais tarde acabou levando à renúncia de Deodoro da Fonseca.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de Manuel Mendes da Fonseca (1785-1859) e Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873). Seu pai também foi militar, chegando à patente de tenente-coronel, e pertencia ao Partido Conservador. Deodoro tinha duas irmãs e sete irmãos. Todos os homens eram militares e seis deles lutaram na Guerra do Paraguai. O mais velho, Hermes Ernesto da Fonseca, pai do também presidente da República e marechal Hermes da Fonseca, chegou ao posto de marechal-de-exército e foi presidente das províncias de Mato Grosso e da Bahia. Afonso Aurino da Fonseca, o mais jovem, alferes do 34º batalhão dos Voluntários da Pátria e o major Eduardo Emiliano da Fonseca morreram na Batalha de Curupaiti. O capitão Hipólito Mendes da Fonseca morreu na passagem da ponte de Itororó. O marechal-de-campo Severino Martino da Fonseca e o general Severiano Martins da Fonseca também serviram na guerra. Severiano recebeu o título nobiliárquico de barão de Alagoas e foi diretor da Escola Militar de Porto Alegre. Coronel honorário do exército brasileiro, Pedro Paulino da Fonseca foi governador de Alagoas, logo quando proclamaram a república, e também senador pelo mesmo estado. Além disso, foi pai de Orsina da Fonseca, esposa do filho de um outro irmão seu, também seu sobrinho, o presidente da República marechal Hermes da Fonseca, compondo, portanto, um casamento entre primos. Pedro Paulino, que já estava reformado à época, foi impedido por seus irmãos de servir como voluntário, sendo assim o únicos dos oito irmãos a não combater na Guerra do Paraguai. Em 1843, aos dezesseis anos, Deodoro matriculou-se no Colégio Militar do Rio de Janeiro, terminando em 1847 o curso de artilharia.6 Em 1845, já era cadete de primeira classe. Em 1848, participou de sua primeira ação militar, ajudando na repressão da Revolta Praieira, insurreição promovida pelos liberais de Pernambuco. Casou-se aos 33 anos, no dia 16 de abril de 1860, com Mariana Cecília de Sousa Meireles, considerada pelos biógrafos mulher educada, religiosa, modesta e prendada. O casal não teve filhos. Boatos da época diziam que Deodoro era estéril. Seu sobrinho, Hermes da Fonseca, que também chegou à presidência da república, era tratado por Deodoro como um filho.
MORTE
Manuel Deodoro da Fonseca faleceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1892. Pediu para ser enterrado em trajes civis, no que não foi atendido. Seu enterro teve toda a pompa e honras militares. O marechal que proclamou a república no Brasil, cujo fato histórico é hoje feriado nacional, era acometido de uma forte crise de dispneia, popularmente conhecida como "dificuldade de respiração" ou "falta de ar", o que impedia o primeiro presidente do Brasil de dormir. Foi enterrado num jazigo familiar no Cemitério do Caju, mas teve seus restos exumados e transferidos para um monumento na Praça Paris, no Rio de Janeiro, em 1937.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

8 comentários:

  1. Os restos mortais do golpista Deodoro da Fonseca estão no lugar certo, uma praça frequentada por prostitutas e travestis enquanto os restos mortais do Imperador Dom Pedro II estão dentro de uma igreja cristã em Petrópolis, na morte Deus fez justiça.

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    1. Faço minhas suas palavras, e agregado, D. Pedro I, está enterrado no monumento mausoléu da Independência, que faz parte do Museu do Ipiranga.

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    2. Concordo. O traidor Deodoro repousa no lugar que fez por merecer.

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    3. Vá estudar história seu ridículo.Viva a República!!!

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    4. Vai estudar história seu analfabeto!!!Viva a República!!!

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    5. República o caralho !!!
      Viva o império !!!

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  2. O translado ocorreu em 1959. Conforme mostra o Cine Jornal - Cinejornal Informativo n. 14/59 (1959)
    Disponível em http://zappiens.br/portal/VisualizarVideo.do?_InstanceIdentifier=0&_EntityIdentifier=cgiBeGGWKwAW4dbPARvzBHNI6qe_l7lGYo7b5EEnCYz8yc.&idRepositorio=0

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