TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

terça-feira, 16 de outubro de 2012

JOÃO DO PULO - Arte Tumular - 219 - Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, São Paulo





ARTE TUMULAR 
Tumulo retangular em granito negro polido, tendo na cabeceira tumular duas bases, também em granito, uma menor com uma placa com o seu nome e datas (lápide) e outra mais elevada, suportando o seu busto em bronze
Local: Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, São Paulo
Fotos: Emanuel Messias
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
João Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, (Pindamonhangaba, 28 de maio de 1954 — São Paulo, 29 de maio de 1999) foi um atleta saltador brasileiro e ex-recordista mundial do salto triplo.
Morreu aos 45 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Em 1973, treinado pelo então professor da USP Pedro Henrique de Toledo, conhecido como "Pedrão", quebrou o recorde mundial júnior de salto triplo no Campeonato Sul-Americano de Atletismo com a marca de 14,75 m. Em 1975, dois anos depois, nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México conquistou a medalha de ouro no salto em distância com a marca de 8,19 m e em 15 de outubro, também a medalha de ouro no salto triplo, com a incrível marca de 17,89 m, quebrando o recorde mundial desta modalidade em 45 cm, e que pertencia ao soviético Viktor Saneyev. Era o favorito a medalha de ouro no salto triplo nos Olimpíada de Montreal em 1976 mas com a marca de 16,90 m foi superado pelo soviético Viktor Saneyev e pelo americano James Butts. Em 1979, nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, João tornou-se bicampeão tanto do salto triplo como do salto em distância. Em 1980, novamente favorito a vencer o salto triplo na Olimpíada de Moscou, ficou uma vez mais com a medalha de bronze (17,22 m), superado respectivamente pelos soviéticos Jaak Uudmae (17,35 m) e Viktor Saneyev (17,24 m). Os fiscais anularam 3 de suas 6 tentativas, em que teria ultrapassado a marca de 17,50 m. Um possível favorecimento da organização da prova aos atletas da casa é alvo de suspeitas e especulações até os dias de hoje. De quebra, João do Pulo foi tricampeão mundial no salto triplo em 1977, 79 e 81 (em Roma, com 17,37 m, vencendo Jaak Uudmae e o futuro recordista Willie Banks). Foi o principal ídolo do esporte dito amador brasileiro entre 1975 e 1981. Seu recorde mundial somente foi batido quase dez anos depois pelo americano Willie Banks com 17,90 m em Indianápolis em 16 de junho de 1985. Seu recorde brasileiro e sul-americano só foi batido vinte e dois anos depois por Jadel Gregório, com 17,90 m, em Belém no dia 20 de maio de 2007 (que coincidentemente também foi atleta do antigo técnico de João do Pulo).
ACIDENTE
Teve a carreira de atleta brutalmente interrompida em 22 de dezembro de 1981, quando sofreu um grave acidente automobilístico. Sua perna direita teve que ser amputada e seu desempenho atlético ficou comprometido. Após a recuperação, formou-se em Educação Física e entrou na vida política sendo eleito deputado estadual em São Paulo pelo Partido da Frente Liberal, em 1986, e reeleito em 1990. Não se reelegeu em 1994 e 1998.
MORTE
oão do Pulo morreu em 1999 devido a cirrose hepática e infecção generalizada, solitário (abandonado por parentes e amigos que se refestelavam às suas custas nos tempos de glória) e com problemas financeiros e com o álcool. No fim da vida, sua única fonte fixa de renda era o soldo de segundo tenente reformado do Exército Brasileiro. Chegou a ser preso por não pagar pensão alimentícia a um de seus dois filhos. Foi homenageado pelos compositores Aldir Blanc e João Bosco com a canção "João do Pulo".
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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