TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ERMELINO MATARAZZO - Arte Tumular - 356 - Cemitério da Consolação, São Paulo






ARTE TUMULAR
MAUSOLÉU FAMILIA MATARAZZO
O complexo tumular é considerado o maior e mais alto mausoléu da América do Sul. Em estilo pós-renascentista, é uma colossal construção que ocupa dezesseis terrenos, ocupando uma área de 150 m2. Totalmente construída com blocos de granito beije.
Artisticamente o mausoléu foi concebido como uma imensa caixa, coroada por três corpos distintos. Sendo o central, que é a parte mais alta, atingindo cerca de 20 metros de altura, encimado por uma imensa cruz latina e uma escultura em bronze da “Pietà”. Os dois corpos laterais em nível mais baixo, apresentam na parte frontal em bronze a escultura de Santa Inês do lado esquerdo e de São Francisco do lado direito. Na parte posterior também em bronze, apresentam as esculturas de Santa Filomena do lado esquerdo e de S. Constabilis do lado direito. Nos francos da construção aparece a representação grupal da Família Matarazzo.
Na parte frontal ladeados por duas formações que representam colunas, está o portal, tendo como cobertura o brasão da família ladeados por dois anjos sentados. Uma porta de bronze trabalhada com duas folhas dá acesso ao recinto. Acima da porta, destaca-se uma placa com o nome da família gravado. Na parte posterior, uma grande janela em bronze treliçada encimada por duas coroas de louro, que representa a vitória.
Na parte interior há uma capela e as respectivas criptas.
Essa monumentalidade foi construída para homenagear e garantir a Glória Eterna do jovem Ermelino, que morreu numa corrida de automóveis, filho dileto do Conde Francisco Matarazzo.
Todo o estatuário em bronze foi esculpido e fundido na cidade Genova e transportado para o Brasil em 1925.
AUTOR: Luigi Brizzolara (Chiavari,Itália,1868- Gênova,Itália,1937)
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo
Quadra 82, Terrenos de 6 a 12
Fotos: commons.wikimedia.org
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Ermelino Matarazzo (Sorocaba, 1 de março de 1883 — Bruzolo, 25 de janeiro de 1920) foi um empresário brasileiro, primeiro filho brasileiro de Francisco Matarazzo e o escolhido para sucedê-lo. Substituiu o pai no comando das empresas durante a Primeira Guerra Mundial.
Morreu aos 36 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Conforme Ronaldo Costa Couto, Ermelino tinha ampla aceitação familiar para ser o natural sucessor do empresário que fundara o império Matarazzo. Durante o primeiro conflito mundial, enquanto seu pai manteve-se na Itália administrando o abastecimento e controle de alimentos na região de Nápoles, Ermelino liderou comissão criada no Brasil para coletar contribuições ao esforço de guerra italiano. Durante os quatro anos que liderou o grupo Matarazzo no Brasil, o faturamento quase dobrou, aproveitando a conjuntura para manter o contínuo crescimento do grupo e otimizar resultados.

 Para Assis Chateaubriand, era uma grande esperança para a indústria brasileira.

Em 1926 foi inaugurada a Estação Ferroviária Comendador Ermelino Matarazzo em sua homenagem, sendo que ao longo dos anos o local nas proximidades passou a ser conhecido como Ermelino Matarazzo.

 É também homenageado com nome de rua com a grafia "Hermelino Matarazzo", uma das principais ruas da região Além-Linha, em Sorocaba.

MORTE
 Morreu em acidente automobilístico quando em viagem de férias, em Bruzolo, perto de Turim,  Itália, em 25 de janeiro de 1920. Solteiro, não deixou filhos. Com sua morte, Francisco Matarazzo escolheu seu penúltimo filho, Francisco Matarazzo Júnior, para sucedê-lo, o que inicialmente gerou muita resistência na família.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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