TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

VICENTE LEPORACE - Arte Tumular - 322 - Cemitério da Lapa, São Paulo




ARTE TUMULAR

Túmulo retangular  em alvenaria revestido com argamassa, dividido em duas alas com gramado simples em cima. Uma placa do lado direito, com o seu nome e datas.
Local: Cemitério da Lapa, São Paulo.
Foto: alemdaimaginacao.com.br
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Vicente Federici Leporace (São Tomas de Aquino, 26 de janeiro de 1912 — São Paulo, 16 de abril de 1978), conhecido como Vicente Leporace, foi um radialista brasileiro.
Morreu aos 66 amos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Mineiro e Corintiano, Vicente Leporace era filho dos imigrantes italianos: Guerino Leporace e Marianna Gramani. Quando estourou a Revolução Constitucionalista de 1932, ele estava com vinte anos de idade e acabou, assim como milhares de jovens da época, engajando neste conflito, que teve seu desfecho em 1934.

Vicente Leporace começou sua carreira artística em 1941 na Rádio Clube Hertz, de Franca, cidade onde foi criado. Depois passou pelas Rádios: Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro; Cruzeiro do Sul (SP); Record (SP) e Bandeirantes (SP), onde permaneceu por décadas.

 Trabalhou também em cinema nos tempos da Vera Cruz, tendo participado dos filmes: Luar do Sertão e participou de muitos outros, como: “Sai da Frente (1952) e “Carnaval em Lá Maior” (1955).[

Em 1955, apresentou o programa Gincana Kibon ao lado de Clarice Amaral, na TV Record canal 7 de São Paulo. Em 1962, na Rádio Bandeirantes PRH-9 de São Paulo, ele lançou O Trabuco, um informativo matinal que consistia na leitura diária das notícias veiculadas nos principais periódicos do país, seguidas de comentários e críticas sobre elas. Acima de qualquer traçado comparativo, ele empunhava o seu Trabuco, justificava qualquer comentário que exaltasse o seu trabalho e a sinceridade dos seus propósitos.
Leporace tinha coluna em diversos jornais de São Paulo

CARREIRA
1937 - No dia 6 de maio é inaugurada a Sociedade Brasileira de Radiodifusão - PRH 9, junto com José Nicolini. Foram contratando nomes famosos com o tempo. Revelação: conjunto musical Demônios da Garoa;
1941 - Atuou na rádio Clube Hertz de Franca, a convite de Blota Júnior;
1949 - Também foi ator, estreando no filme “Luar do Sertão” e participou de muitos outros, como: “Sai da Frente (1952) e “Carnaval em Lá Maior” (1955). Trabalhou na rádio Atlântica de Santos, quando cidade praiana tinha cassinos e cafés:
1951 - Lançou na rádio Record - PRB 9 de São Paulo, o programa jornalístico "Jornal da Manhã", ele redigia e apresentava o programa;
1955 - TV Record - canal 7 de São Paulo, apresenta o programa Gincana Kibon, junto com a apresentadora Clarice Amaral. Ficando dezesseis anos no ar;
1962- Na rádio Bandeirantes - PRH 9 de São Paulo, apresentou "O Trabuco", programa jornalístico com os comentários de Vicente Leporace (no qual dizia; "Esse comentário é de inteira responsabilidade de Vicente Leporace que sou eu!"). Tornou-se um símbolo da defesa dos oprimidos. Empunhando o seu trabuco, censurava algum político ou acontecimento político ou social, todos tremiam. Permaneceu por dezesseis anos no ar;
1969 - Na TV Rede Bandeirantes, canal 13 de São Paulo, apresentou o jornal Titulares da Notícia, ao lado de Maurício Loureiro Gama, José Paulo de Andrade, Murilo Antunes Alves, Lourdes Rocha e outros

MORTE
Morreu devido a um edema pulmonar.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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