TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

domingo, 18 de outubro de 2015

WILSON SIMONAL - Arte Tumular - 300 - Cemitério do Morumbi - São Paulo





Foto ilustrativa




Local: Cemitério do Morumbi, São Paulo



PERSONAGEM
Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 — São Paulo, 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970, chegando a comandar um programa na TV Tupi, Spotlight, e dois programas na TV Record, Show em Si... Monal e Vamos S'imbora, e a assinar o que foi considerado na época o maior contrato de publicidade de um artista brasileiro, com a empresa anglo-holandesa Shell.
Morreu aos 62 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Começou a cantar no fim dos anos 50. Ouvido por Sérgio Mendes, Luís Carlos Mièle e Ronaldo Bôscoli, foi levado por eles ao Beco das Garrafas, em 1961. Mas o inquieto cantor, de voz afinadíssima, aveludada, e dono de um balanço infernal, único, nunca ouvido antes nos palcos da zona sul carioca, não ficaria preso às amarras formais da contida bossa nova. Simonal criaria seu próprio estilo - ainda que seu primeiro grande sucesso houvesse sido Balanço Zona Sul, samba de Tito Madi, um dos precursores da bossa. Simonal uniu-se artisticamente ao pianista Luís Carlos Vinhas e viajou com o trio dele, o Bossa Três, pelo mundo. Lançou, em 1962, um disco formidável, A Nova Dimensão do Samba, que trazia a antítese dos postulados estéticos da bossa. Era um trabalho vigoroso, extrovertido e trazia, pioneiramente, a mistura do samba com a música pop negra norte-americana e intenções jazzísticas. Neste disco, Simonal gravou e tornou populares as músicas Nana, de Moacir Santos, e Lobo Bobo, de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli. Eram interpretações sofisticadas, obra de um grande, inovador intérprete. No entanto, Wilson Simonal abandonaria, logo, a linha sofisticada apontada por esse trabalho. Em 1966, estava no comando do programa Show em Si Monal, da TV Record, e começava a estabelecer o feitio de seu sucesso popular, gravando Meu Limão, Meu Limoeiro, uma adaptação feita por seu amigo Carlos Imperial de uma cantiga tradicional norte-americana, e cortando as palavras do País Tropical, de Jorge Ben (antes de vira Ben Jor) - não cantava "Moro num país tropical/ Abençoado por Deus...", mas "Mo... num pa tro pi" - e assim por diante. A expressão "patropi" entrou na fala cotidiana. Era uma maneira simpática e debochada de referir-se ao Brasil sem liberdades do regime militar. Simonal não era político.

CONFUSÃO COM O SEU CONTADOR
Tinha amigos na polícia e quando, em 1971, descobriu o desfalque em suas contas dado por um contador, em vez de processá-lo, chamou os amigos policiais ligados aos órgãos de repressão para que dessem uma lição no desonesto. A história veio a público e, no auge do sucesso, quando comandava plateias nos estádios e era o único músico negro brasileiro com status de grande estrela, começou seu exílio. Era impossível, nos anos 70, que alguém fosse ligado aos organismos de repressão. Simonal foi banido - pelos artistas, pelas gravadoras, pelas emissoras de rádio e televisão. Até agora, 30 anos depois, vinha tentando provar que não era a pior coisa que um artista poderia ser: colaborador da repressão política. Morreu sem conseguir voltar à tona.
Cantor detentor de esmerada técnica e qualidade vocal, Simonal viu sua carreira entrar em declínio após o episódio no qual teve seu nome associado ao DOPS, envolvendo a tortura de seu contador Raphael Viviani. O cantor acabaria sendo processado e condenado por extorsão mediante sequestro,[sendo que, no curso deste processo, redigiu um documento dizendo-se delator, o que acabou levando-o ao ostracismo e a condição de pária da música popular brasileira.

PRINCIPAIS SUCESSOS
Seus principais sucessos são "Balanço Zona Sul", "Lobo Bobo", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "Nem Vem Que não Tem", "Tributo a Martin Luther King", "Sá Marina" (que chegou a ser regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder, como "Pretty World"), "País Tropical", de Jorge Ben, que seria seu maior êxito comercial, e "A Vida É Só pra Cantar". Simonal teve uma filha, Patrícia, e dois filhos, também músicos, Wilson Simoninha e Max de Castro.
Em 2012, Wilson Simonal foi eleito o quarto melhor cantor brasileiro de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil.

 MORTE
Simonal morreu domingo, no fim da manha, no Hospital Sírio Libanês, onde estava internado desde o dia 4 de abril, por causa de disfunções hepáticas crônicas. A causa da morte foi a falência do fígado.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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