TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sábado, 9 de junho de 2012

RICARDO JAFET - Arte Tumular - 200 - Cemitério da Consolação, São Paulo














ARTE TUMULAR
Ousado conjunto escultórico em granito marrom polido e estatuário em bronze em estilo art-nouveau. Sobre a base retangular de granito, um navio imaginário flutua no espaço. Figuras femininas jovens, seminuas, com os seios expostos, apenas com uma túnica fina, colada ao corpo, representam almas ondulantes projetando-se num espaço em movimento, em várias posições, como se procurassem ou tentassem agarrar algo. Varias outras figuras femininas circundando os dois lados do tumulo. Flores aparecem no casco do navio, simbolizando a pureza. Do lado direito do túmulo, uma mulher segurando pelos braços uma criança representa a família, retratando a viuvez e a orfandade. Do lado esquerdo, outras esculturas femininas representando a caridade, o amparo e a pobreza. Na parte posterior um magnífico portal em bronze maciço com um relevo de um anjo. De cada lado do portal, um anjo, cada um com o braço erguido, seguram juntos uma pira em chamas, representando a glória. Em destaque, encimando o conjunto, sobre uma base de granito representando um esquife, uma figura feminina, na exuberância da sua jovialidade, aparece quase deitada, mantendo o cotovelo apoiado sobre o granito, enquanto a sua mão apóia o rosto, parecendo contemplar o infinito, representando a saudades. Na parte frontal inferior, dentro de um nicho circular, o busto em bronze do empresário, com um livro na mão, representando o professorado.
Nota-se neste trabalho que o autor recebeu influencias de Augusto Rodin, a mais alta expressão da estatuária do século XIX, dando um acabamento mais aprimorado ao rosto e as mãos de suas figuras, permanecendo o corpo como inacabado. É importante destacar que quase não aparece emendas nas esculturas.
Título da obra: Navio imaginário
Autor: Materno Garibaldi
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo:
Rua 37, terreno 11 e 12
Fotos: Artexplorer, Skyscrapercity.com, Sergio TS
Descrição Tumular:Helio Rubiales




PERSONAGEM
Reicardo Nami Jafet (São Paulo, 26 de novembro de 1907- Cleveland,Ohaio,USA,19 de março de 1958) filho de Nami Jafet e de Afife Jafet.
BIOGRAFIA
Foi casado com Neli Maluf Jafet. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, em 1930, seis anos depois fundou a Mineração Geral do Brasil para explorar jazidas de ferro, manganês, cromo, carvão e ouro. Posteriormente, fundaria também a Usina Siderúrgica de Moji das Cruzes e a Empresa Internacional de Transportes.
Tendo apoiado financeiramente a campanha vitoriosa de Getúlio Vargas para a presidência da República em 1950, teve seu nome cogitado para ocupar o Ministério da Fazenda, que seria afinal atribuída a Horácio Lafer. Com o início do novo governo, foi nomeado presidente do Banco do Brasil e tomou posse em janeiro de 1951.
Propondo-se a promover uma política de expansão do crédito, Ricardo Jafet logo incompatibilizou-se com Lafer, que defendia uma política antiinflacionária. Por outro lado, a partir de 1952 a oposição a Vargas passou a denunciar o que classificava de favoritismo na concessão de créditos ao jornal Última Hora, de propriedade de Samuel Wainer, criado com o objetivo de apoiar o presidente, visto que a maioria dos grandes diários se opunha a seu governo. Quando da fundação do jornal, o Banco do Brasil concedera empréstimo a Wainer destinado à compra de equipamentos mediante a caução de contratos de publicidade. A campanha contra o que se chamava de "escândalo da Última Hora" acabou por transformar-se num dos fatores de agravamento da crise do governo Vargas.
O desgaste ocasionado pelo empréstimo a Wainer e a incompatibilidade com Horácio Lafer, que chegou a sugerir a Vargas a demissão de Jafet, levou-o a deixar a presidência do Banco do Brasil em janeiro de 1953. Em abril constituiu-se uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as relações entre o Banco do Brasil e a Última Hora. Em 1954 Jafet voltou a ser duramente atacado pela Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.
MORTE
Faleceu numa viajem que fazia em Cleveland,Ohaio,USA
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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