TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sábado, 2 de junho de 2012

RAUL SOARES - Arte Tumular - 162 - Cemitério do Bonfim, Belo Horizonte, Minas Gerais



ARTE TUMULAR
Um dos mausoléus mais suntuosos do Cemitério do Bonfim, o túmulo de Raul Soares atrai o olhar dos visitantes. O altar em bronze e granito foi esculpido pelo italiano Ettore Ximenes, artista com forte inclinação para a temática mitológica e autor de inúmeras obras na Itália, Estados Unidos e Argentina. No Brasil, uma de suas obras de maior destaque é o famoso Monumento à Independência, em São Paulo; trabalho que assina juntamente com o arquiteto Manfredo Manfredi.
Rico em detalhes e de linhas severas, o altar sobre o túmulo de Raul Soares foi inaugurado em junho de 1926 - dois anos após sua morte. Ao centro, ergue-se majestosa e imponente a figura da Pátria, empunhando os símbolos do Direito e da Vitória. À sua esquerda está a Força, caracterizada pela espada que defende; enquanto à direita encontra-se a representação da Eloquência, figura com mão espalmada e postura discursiva, como a “boca que doutrina”.
Em plano médio, debruçados sobre os últimos degraus do altar encontram-se duas outras figuras, a História (reflexiva e compenetrada sobre um livro) e o Amor à Pátria, representado por um jovem que beija comovido o manto que se arrasta além do colo central. Por fim, ao chão, ladeando o busto de Raul Soares, encontram-se os anjos que, com suas lamparinas, estão encarregados de iluminar seu caminho além-vida.
Local: Cemitério do Bonfim, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Fotos: Bruno BHZ (skyscrapercity.com/showthread.php?t=805916&langid=5)
Descrição tumular: HRubiales

PERSONAGEM
Raul Soares de Moura (Ubá, 7 de agosto de 1877 — Belo Horizonte, 4 de agosto de 1924) foi um político, jurista e professor brasileiro.
SINOPSE BIBLIOGRAFIA
Filho do agricultor e coronel da Guarda Nacional Camilo Soares de Moura e de Amélia Peixoto Soares de Moura, casou-se, em primeiras núpcias, com Alice Reis Soares de Moura e depois com Araci Emília Von Sperling Soares de Moura.
Raul Soares fez o ensino secundário no Seminário de Mariana e também nos ginásios de Barbacena e de Ouro Preto. Cursou até o terceiro ano da Faculdade de Letras e Direito de Minas Gerais, transferindo-se para a Faculdade de Direito de São Paulo, na qual se formou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1900.
Após retornar a Minas Gerais, foi nomeado Promotor de Justiça de Santa Luzia de Carangola, atual cidade de Carangola, onde também exerceu as atividades de delegado de polícia interino.
Em 1903 foi admitido no Ginásio Estadual de Campinas, onde foi professor de língua portuguesa. Nessa mesma época, foi colunista do jornal O Comércio de São Paulo, dirigido por Afonso Arinos.
Regressou a Minas Gerais para assumir a direção da política da região de Visconde do Rio Branco após a morte do irmão em 1910.
ATUAÇÃO POLÍTICA
Elegeu-se vereador de Visconde do Rio Branco em 1910, sendo presidente da Câmara Municipal. Foi eleito deputado estadual em 1911, mas renunciou ao cargo em 1914 para assumir a Secretaria da Agricultura, Indústria, Terras, Viação e Obras Públicas do governo estadual de Delfim Moreira até 1917. Raul Soares elegeu-se deputado federal para o mandato de 1918 a 1920, mas teve de renunciar logo no início para assumir outra pasta administrativa, a Secretaria de Interior do governo estadual de Artur Bernardes.
Em 1919 foi ministro da Marinha no governo Epitácio Pessoa, sendo a primeira vez que o cargo foi desempenhado por um civil. Em 1921, exonerando-se do ministério, elegeu-se por Minas Gerais para o Senado Federal. Articulou a candidatura de Artur Bernardes para a Presidência da República, apresentando-se como candidato à sucessão de Bernardes para o governo de Minas Gerais. Foi eleito presidente estadual pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) para o período de 1922 a 1926, mas não cumpriu todo o mandato.
MORTE
Morreu devidos a problemas cardíacos.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

Um comentário:

  1. Desculpe, mas que figura da pátria é essa que dizem estar no sentado no trono?

    Ali no centro está Lúcifer, ao lado o
    arcanjo Miguel e Gabriel. Em baixo com as lâmpadas são as virgens, a prudente e a imprudente.

    Os homens beijando o manto em sinal de adoração a Lúcifer.

    Voces certamente sabem disso, e não sei porque disfarçaram a historia.

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