TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sexta-feira, 15 de maio de 2009

CAMPOS SALES-61-Arte Tumular-Cemitério da Consolação, São Paulo





Vista frontal

Vista fronto-lateral
Esquife

Liberdade-pátria

Detalhe
Closet da Liberdade-Pátria
Bouquet de rosas
Guardiã
Guardiã
Vista por baixo
Brasão da República
Relevo em mármore

ARTE TUMULAR
Acessado por uma larga escadaria, chegamos à base tumular do magnífico conjunto escultórico composto de granito, mármore e bronze. O conjunto é envolvido por uma parede em mármore e granito em forma de “U”. Em cada extremidade dessa parede representando a entrada, sob um pedestal ergue-se, uma de cada lado, uma escultura em bronze, representando as guardiãs do tumulo. Do lado esquerdo, uma figura feminina com um manto e véu, segura contra o corpo uma coroa de flores com uma espada, simbolizando a vitória e a justiça. Do lado direito, outra figura feminina também coberta por um grande manto, segura com uma das mãos uma concha cuneada que representa a fartura e na outra mão, contra o corpo um livro representando a promessa cumprida e a observância das Leis Divinas. A partir daí se entra no centro tumular. O primeiro a nos chamar a atenção é o símbolo da republica, uma escultura em bronze, representando por uma figura feminina, inspirado na liberdade-Pátria, com o olhar decidido, sensual e recatado, segurando com uma das mãos junto ao corpo, flores. Com a outra mão estendida coloca um ramo de flor triunfal sobre o esquife do Presidente. O esquife em granito com duas coroas de flores na parte frontal. Logo atrás do conjunto ergue-se como se fosse um altar, em granito decorado, destacando num requadro na parte central, um relevo circular em mármore branco com o busto do presidente. Logo acima uma escultura do brasão da República ricamente detalhado em bronze, pois o autor não esqueceu nenhum detalhe.. Ainda contornando o muro em “U”, duas alegorias em bronze de cada lado decora o complexo escultórico.. De cada lado, uma jardineira decora o ambiente,
Título da obra: Tributo as República
Autor: Rodolfo Bernardelli (*Guadalajara,México 1848-+Rio de Janeiro,1931
        Obra em bronze com acentuada tendência realista, serenidade e equilíbrio. Assinava: Rod.Bernardellil
LOCAL: Cemite´rio da Consolação, São paulo - Quadra 82
Fotos: Wikipédia, Artexplorer, Larissa
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Manuel Ferraz de Campos Sales (Campinas, 15 de Fevereiro de 1841 — Santos, 28 de junho de 1913) foi um advogado e político brasileiro, terceiro governador do estado de São Paulo, de 1897 a 1898, 4º presidente da República do Brasil entre 1898 e 1902.
Morreu aos 72 anos de idade.
BIOGRAFIA
Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873.
Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral de 1885 a 1888 e deputado provincial (1889).
Com a Proclamação da República, foi nomeado ministro da justiça, no governo de Deodoro da Fonseca.
Elegeu-se senador em 1891, mas renunciou ao cargo em 1896, para se tornar governador do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897.
Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italina na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de canudos.
Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem. Julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.
MORTE
Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Durante as articulações (demarches) para a eleição presidencial de 1914 seu nome chegou a ser lembrado para a presidência, mas faleceu repentinamente em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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