TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MAYSA MONJARDIM -08 - Arte Tumular - Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro






ARTE TUMULAR
Túmulo em granito polido escuro. Base tumular retangular tendo na parte frontal uma porta de bronze que dá acesso ao túmulo. Na cabeceira tumular, construção em formato curvo com espaço para duas floreiras laterais. O nome da cantota está em letras de bronze sobre o tampo.
LOCAL: Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil
Descrição Tumular: HRubiales

PERSONAGEM
Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (Rio de Janeiro, 6 de junho de 1936 — Niterói, 22 de janeiro de 1977), foi uma cantora, compositora e atriz brasileira. Ao longo da sua carreira gravou 17 álbuns de estúdio.
BIOGRAFIA
Segundo algumas fontes, Maysa teria nascido na capital paulista, numa tradicional família do Estado do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Outras fontes, porém, afirmam que seu nascimento foi mesmo no Rio. Da capital paulista ou do Rio, é certo, no entanto, que em 1947 a família transferiu-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois, mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São Paulo, a família ainda mudaria de endereço várias vezes.
Maysa era neta do barão de Monjardim, que foi presidente da Província do Espírito Santo por cinco vezes. Estudou no tradicional colégio paulistano Assunção e no Sacré-Cœur de Marie, em São Paulo. As férias, ela passava em Vitória, onde reencontrava os tios e os primos.
Casou-se aos dezoito anos com o empresário André Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro da conhecida família ítalo-brasileira Matarazzo de cuja união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de telenovelas e cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num colégio interno na Espanha, para onde ele foi mandado após a morte do seu pai.
Desquitada do marido em 1957, pois ele se opôs à carreira musical, Maysa seguiria em frente fazendo grande sucesso com canções como Ouça e Meu Mundo Caiu de sua autoria que entraram para a história da música popular brasileira. Seus discos eram campeões de vendas, seus programas de Televisão eram muito prestigiados. Em 1958 Maysa se tornaria a cantora mais bem paga do Brasil ganhando pela segunda vez consecutiva o disputado troféu Roquette Pinto. Teve vários relacionamentos amorosos, entre eles, com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário espanhol Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, entre vários outros. Ao assumir o relacionamento com Miguel Azanza em 1963, Maysa estabeleceu residência na Espanha onde morou durante anos com o marido e o filho. Só retornou definitivamente ao Brasil em 1969. Na década de 70, Maysa se aventuraria pelo mundo das telenovelas e do teatro participando de produções como O Cafona, Bel-Ami e o espetáculo Woyzeck de George Büchner.
Fez inúmeras temporadas de grande sucesso em diversas casas de São Paulo como o Urso Branco, Di Mônaco, Oásis e do Rio de Janeiro como o Au Bon Gourmet, Number One, Canecão, Meia-Noite dentre outras casas tradicionais e famosas. Foi uma artista com intensa carreira internacional gravando vários discos no exterior nas maiores gravadoras acompanhada das melhores orquestras. Cantava em Espanhol, Francês, Inglês e Italiano. Excursionou pela América Latina, passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu, Lima e também por Caracas, Bogotá, Porto Rico e Cidade do México. Apresentou-se em Paris, Lisboa, Madri, Nova Iorque, Itália, Marrocos e Luanda. Cantando em casas famosas por todo o mundo como o Olympia de Paris, o Florida Park de Madri e o Blue Angel Night Club de Nova Iorque. A lua-de-mel com André Matarazzo consistiu numa viagem por toda a Europa, passando primeiro por Buenos Aires ,na Argentina.
O efeito de anfetaminas somado à ingestão excessiva de álcool, e o cansaço devido ao trabalho exaustivo da cantora, teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói, que a matou, quando dirigia a "Brasília azul" em alta velocidade, indo para sua casa de praia em Maricá, litoral fluminense.
CARREIRA
Manteve contato com vários músicos da Bossa Nova, com os quais pôde expandir referências musicais. Excursionou pelo país ao lado do pianista Pedrinho Mattar, lotando casas de espetáculos como a Urso Branco em São Paulo. Participou de eventos memoráveis na história da música brasileira como o II de Música popular Brasileira da TV Record em 1966 e o I Festival Internacional da Canção também em 1966 quando recebeu o prêmio de melhor intérprete da fase nacional por Dia das Rosas de Luís Bonfá e Maria Helena Toledo.
ESTILO
As composições e as canções foram escolhidas de maneira a formar um repertório sob medida para o seu timbre, que não era o de uma voz vulgar, pelo contrário, possuía um viés melancólico e triste, que se tornou emblemática do gênero fossa ou samba-canção. Ao lado de Maysa, destacam-se Nora Ney, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1957), com o qual Maysa se identificou. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas com a bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do bolero.
Foram celebrizadas as seguintes interpretações: Felicidade Infeliz (Maysa), Solidão (Antônio Bruno), Bom dia, Tristeza (Adoniran Barbosa/ Vinicius de Moraes), Tristeza (Haroldo Lobo/ Niltinho), Ne Me Quitte Pas (Jacques Brel) e Bloco da Solidão (Jair Amorim/Evaldo Gouveia). Também foram consagradas as seguintes interpretações: Adeus, Agonia, Dindi, Eu sei que vou te amar, Marcada,Meu mundo caiu, Não vou querer, Ouça, Resposta, Rindo de mim, Tarde triste, Diplomacia, O barquinho, Demais e Chão de Estrelas.
Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 26 canções, numa época em que havia poucas mulheres nessa atividade. Todas foram gravadas em Maysa por ela mesma, que alcançou grande sucesso. Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão sendo um dos maiores nomes da canção intimista. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva. Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), e de Ne Me Quitte Pas (10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas edições do programa Fantástico da Rede Globo. Esse estilo Maysa exerceu influência nas gerações seguintes, com grande ascendência nas obras de Simone, Cazuza, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Ângela Rô Rô, entre outros.
CURIOSIDADES
A carreira da cantora foi retratada na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração, exibida pela Rede Globo em 9 capítulos, do dia 05 ao dia 16 de janeiro de 2009. A série é de autoria de Manoel Carlos, protagonizada pela estreante atriz Larissa Maciel e dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora.
Maysa Monjardim foi a primeira vítima fatal da Ponte Costa e Silva (Rio - Niterói) quando ia para Maricá,em sua casa de praia/veraneio
Vídeo: Vinaumcs
MORTE
Em 1977, um trágico acidente automobilístico na Ponte Rio-Niterói encerrava a carreira e o brilho da estrela, que foi um dos maiores nomes da música popular brasileira.
Maysa não estava alcoolizada na hora do acidente, ela já nao bebia há mais de um ano, desde que introduziu a pastilha de "Antabuse" na pélvis. Ela misturava moderador de apetite, com medicamento pra insuficiencia renal, pra manter-se sempre magra; e essa combinação de medicamentos, lhe causava delirios, que levavam as pessoas a achar que ela estava sempre embriagada.
A causa do acidente foi um vento lateral, que desestabilizou a "Brasilia azul", que estava a uma velocidade de  mais de 100 km/h, enquanto dirigia com a janela do seu lado aberta e a do passageiro fechada. Ao tentar ultrapassar um veiculo ela foi atingida por uma lufada forte de vento, que a jogou contra a mureta de concreto que separa os 2 sentidos da ponte Rio/Niteroi, quando se dirigia para a sua casa em Maricá, no litoral Fluminense.
Fonte: pt.wikipedia.org e Claudinha 
Formatação e pesquisa: HRubiales

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