TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ANTÔNIO AGU - Arte Tumular - 378 - Cemitério da Consolação, São Paulo


ARTE TUMULAR 
Base tumular em mármore de formato quadrado, seguida por outra base de menor tamanho em formato de obelisco,  com o seu nome e datas (lápide), encimado por uma escultura de uma figura feminina com um manto, recostada no lado direito demonstrando um grande pesar 

Local: Cemitério da Consolação, São Paulo,
Rua 16 - Terreno 15
Foto: Douglas Nascimento/soapauloantiga.com.br
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Antonio Giuseppe Agù (Osasco, Itália, 25 de outubro de 1845 — Osasco,São Paulo, 25 de janeiro de 1909) foi imigrante italiano e um empreendedor pioneiro no planalto paulista, tendo sido o fundador da atual cidade de Osasco, assim denominada em homenagem à sua vila natal.
Morreu aos 63 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Em 1872, Antônio Agu migrou para o Brasil. Muitas foram as razões que trouxeram os italianos para as Américas. A Itália se unificou em 1870, e foi resultante desse processo político social as causas para migrar. “O confisco de propriedades por falta de pagamento de impostos, esgotamento da terra, relações pessoais entre trabalhadores e proprietários, crise agrícola, desflorestamento, política comercial, proteção a navegação e crise de disponibilidade alimentícia”. O Brasil dessa mesma época tinha outras crises: falta de braços para substituir o trabalho escravo que, após o término do tráfego negreiro e a guerra do Paraguai, tornaram-se escassos, e falta de mão-de-obra qualificada para trabalhar na indústria nascente. As fronteiras do café se alargavam para o oeste paulista e os braços para tocar as plantações minguavam. Assim, a saída mais viável era a substituição do braço escravo pelo assalariado. Antônio Agu veio para o Brasil no mesmo ano do nascimento de sua filha, e começou a trabalhar na construção da Estrada de Ferro na cidade de São João do Capivari, interior de São Paulo. Foi um dos muitos que prosperaram graças às suas terras roxas. Resolveu estabelecer-se em São Paulo. Esta resolução pode ter sido tomada por muitas razões. Mas, entre elas, certamente está o ideal de realizar o sonho de construir um bairro. São Paulo começava sua metamorfose de cidade para a megalópole que hoje conhecemos. Muito provavelmente, Antônio Agu, que em 1887 tinha 42 anos, já havia aprendido, economizado e amadurecido seus ideais. Era tempo de novos rumos, de novas buscas. E ele não foi o único nem o primeiro dos italianos que se mudou para a cidade de São Paulo, onde a população italiana passou, entre 1872 e 1886, de 8% para 25% do total de habitantes. São Paulo deixava de ser apenas o pólo político da província para se tornar também uma cidade desenvolvida, economicamente vibrante, dinâmica e impaciente. Os braços italianos invadiam os meios de produção. Pequenos comerciantes, artesões, operários, têxteis, engraxates, vendedores ambulantes e oleiros. A cidade já tinha fábricas de tecidos, calçados, gêneros alimentícios e olarias. O panorama urbano era rápido e vertiginosamente mudado. Faltava moradia para a população que, em 1886, era de 8.269 pessoas, e em 1890, passou para 13.337 só no distrito da Consolação.

OSASCO
Fabricante de tijolos, sua indústria foi fundamental não só para a fundação como também para o desenvolvimento da cidade vizinha à capital paulista. Para escoar sua produção de tijolos, Agu trabalhou pela construção de uma estação ferroviária junto a sua fábrica de tijolos. Ao ser inaugurada 1895 os administradores da ferrovia queriam batizá-la com seu nome. Ele recusou a honraria e sugeriu o nome de Osasco, sua cidade natal na Itália, o que foi aceito. Nascia assim a Estação de Osasco e a seu redor a cidade que também leva seu nome.

MORTE
Antonio Agu faleceu em 25 de janeiro de 1909, causando bastante comoção na vila que fundou . O cortejo de seu corpo desde Osasco até o Cemitério da Consolação em São Paulo foi acompanhado à época por centenas de pessoas, entre funcionários, parentes, amigos e admiradores. Fonte:pt.wikipedia.org, - trabalhosfeitos.com
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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