TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

RAUL POMPEIA - Arte Tumular - 377 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro










PERSONAGEM
Raul D'Ávila Pompeia (Angra dos Reis, 12 de abril de 1863 — Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1895) foi um escritor brasileiro, conhecido por sua obra O Ateneu.
Morreu aos 32 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Raul D'Ávila Pompeia nasceu no dia 12 de abril de 1863, em Jacuecanga, município de Angra dos Reis/RJ. Filho de família abastada, cujo o pai, Antônio D'Avila Pompeia, era magistrado e a mãe, Rosa Teixeira Pompeia, era dona-de-casa, herdeira de ricos comerciantes portugueses. Raul Pompeia tinha duas irmãs,cujos nomes não constam nas biografias do autor. Em 1867, a família se mudou para o Rio de Janeiro. O pai de Pompeia é descrito como "misantropo" e "carrancudo” . Segundo Rodrigo Octávio, vizinho de Raul Pompeia, a família vivia como num claustro. Aos onze anos, Pompeia é matriculado por seu pai no Colégio Abílio, importante internato inaugurado no Rio de Janeiro, pelo Dr. Abílio César Borges, o Barão de Macaúbas.

 Em 1879, Pompeia foi transferido para o Imperial Colégio de D. Pedro II, e foi como estudante neste colégio que ele publica em 1880, então com 17 anos, seu primeiro romance Uma Tragédia no Amazonas – chamado pelo autor de “ensaio literário” . Terminados os estudos no Colégio Pedro II, Pompeia segue para São Paulo, para cursar Direito na Faculdade do Largo São Francisco, escola onde havia estudado seu pai. A princípio é bem recebido pelos professores, mas logo depois Pompeia passa a ser mal visto por alguns catedráticos, devido ao seu envolvimento com Luís Gama, com a causa abolicionista, principalmente, e com a causa republicana. Em São Paulo, na companhia de outros estudantes, como Luís Murat, Raymundo Correia, Fontoura Xavier, Valentim Magalhães, Theofilo Dias, Pompeia participou da criação de diversas gazetas, as quais sempre tiveram vida efêmera. Também em São Paulo toma contato com a Filosofia Positivista de Augusto Comte.

 Com sólida formação cultural, leitor em diversas línguas, Pompeia tinha acesso fácil ao pensamento europeu que chegava ao Brasil. De temperamento impávido, Raul Pompeia não fugia das grandes discussões e teve atrito com os republicanos paulistas, por esses não apoiarem a causa da abolição. Alguns professores da faculdade não gostavam das ideias propagadas por alguns alunos de maneira franca e sem meios termos, como as que eram defendidas por Pompeia e outros. No terceiro ano do curso, Raul Pompeia e Luiz Murat foram reprovados. A imprensa da época, da qual Pompeia fazia parte e na qual tinha muitos amigos, apoiou os estudantes, ficando contra as atitudes da faculdade. Os dois estudantes não se deram por vencidos. Pediram um reexame no mês seguinte e foram aprovados com notas mínimas. As animosidades, porém, não arrefeceram. No ano seguinte, Pompeia e nada menos que 94 estudantes são reprovados e seguem então para a conclusão do curso na Faculdade de Direito de Recife. Lá o último ano da faculdade corre sem grandes percalços. Terminado o curso, Pompeia retorna ao Rio de Janeiro, voltando a morar na casa dos pais.

 Sem exercer a advocacia, Raul Pompeia passou a escrever em vários jornais, dentre os quais o “Gazeta de Notícias”, jornal pelo qual publicaria O Ateneu, uma crônica de saudades, que lhe deu consagração dentre a crítica. Além de usar o próprio nome, escrevia sob pseudônimos, como Pompeo Stell, Raulino Palma e Rapp .

Com a queda do Império em 1889, Pompeia foi empossado Presidente da Academia de Bellas Artes. A ditadura de então, tendo Floriano Peixoto como chefe enfrentava sérias resistências e vários amigos de Raul Pompeia eram contra esse governo. Isso fez com que Pompeia rompesse como vários amigos, pois ele apoiava Floriano Peixoto. Com a saída desse e a entrada de Prudente de Morais, e após um inflamado discurso em defesa de Peixoto, na tumba desse, Pompeia foi demitido do cargo de Diretor da Biblioteca Nacional. Devido a essas disputas políticas,

MORTE
Pompeia teve um sério atrito com Olavo Bilac e Luís Murat, que escreveu um artigo chamado “Um Louco no Cemitério”. Tais perturbações o levaram ao suicídio em 25 de dezembro de 1895, no escritório da casa que morava com sua mãe, que assistiu à morte. Nunca se casou e nem teve filhos. Suas últimas palavras foram deixadas em um bilhete: “Ao jornal A Notícia, e ao Brasil, declaro que sou um homem de honra”.

Fonte: pt.wikipedia.oirg
Formatação:Helio Rubiales


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