TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sábado, 26 de dezembro de 2015

PEDRO NAVA - Arte Tumular - 385 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro




ARTE TUMULAR 
Tampo de granito escuro, tendo na cabeceira tumular a sua efigie, circular em bronze, acompanhada com o seu nome e datas.
Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro
Foto: Guilherme Primo
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Pedro da Silva Nava (Juiz de Fora, 5 de junho de 1903 – Rio de Janeiro, 13 de maio de 1984) foi um médico e escritor brasileiro.
Morreu aos 80 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Formou-se em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais em 1927 e participou da geração modernista de Belo Horizonte. Médico, foi dos poucos não-juristas a assinar o Manifesto dos Mineiros. Foi o maior memorialista da literatura brasileira, autor de sete livros: Baú de Ossos, Balão Cativo, Chão de Ferro, Beira Mar, Galo das Trevas, O Círio Perfeito, Cera das almas (póstumo, incompleto)[1] . Neles, Pedro Nava traçou um painel completo da cultura brasileira no século XX, incluindo costumes familiares e cultura popular.

Suas páginas sobre a medicina são das maiores da literatura brasileira. A Belo Horizonte dos anos vinte e o Rio Antigo aparecem em suas narrativas como uma força poética e uma profundidade observacional que muitas vezes se transformam em pura poesia, levando o leitor a um mundo mágico. Segundo Carlos Drummond de Andrade, "possuía essa capacidade meio demoníaca, meio angélica, de transformar em palavras o mundo feito de acontecimentos." Nava também possuía grande talento de pintor, e só não o foi profissionalmente por opção.

MEDICINA
Em 1928 se formou, mas já atuava em cargos públicos nos setores de Saúde em Belo Horizonte. O círculo familiar e afetivo da Nava teve boas influências tanto na sua vida intelectual, quanto na medicinal. Por ter sido filho de médico e parente de pessoas influentes nas cidades onde morou, Pedro Nava sempre esteve em bons cargos públicos da área de saúde. Dentre os feitos da sua carreira como médico, Nava foi membro da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia, foi livre docente em Clínica Médica na Universidade do Brasil, diretor do Hospital Carlos Chagas, foi designado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para estudar, na Europa, a organização de clínicas reumatológicas, dentre outros feitos. A escrita das Memórias ocorreu após a aposentadoria do médico, junto ao Serviço Público, em 1969; o autor, entretanto, permaneceu atendendo em seu consultório particular até 1983. O abandono da atividade médica deveu-se ao início de surdez, fazendo com que Nava se debruçasse de vez na literatura.

MEMORIALISTA
Nos seis volumes de memória de Pedro Nava há o caráter ideológico ao relatar as efemeridades de sua vida, bem como as reflexões que faz sobre os fatores sociais que o circundam, em principal, seu ofício da cura. Experiências de vida — profissionais e pessoais — e visões de sociedade se misturam num emaranhado de sucessivas mudanças de cidades, cargos exercidos e perdas de familiares por falecimento, bem como as sucessivos eventos históricos que o Brasil e o mundo viviam na primeira metade do século XX.

HISTORIADOR
Historiador[editar | editar código-fonte] A obra de Pedro Nava como historiador está completamente ligada a sua profissão. O autor mostra em sua obra o interesse em desvelar o processo histórico de evolução da medicina na História do Brasil, tendo como base notável rigor científico. Os estudos da História da Medicina no Brasil do autor, desde o período colonial até os das primeiras décadas do século XX, estão notavelmente preocupados em entender as relações entre a Medicina e a sociedade em que Nava vivia. Enquadrado no crescente pensamento modernista do período, Nava tentava entender o patamar da medicina do seu contexto a partir dos estudos históricos, tentando assim propor rupturas e melhorias das instituições de saúde, o qual era crítico ácido.

MODERNISTA
 As cidades em que viveu — Juiz de Fora, Belo Horizonte e Rio de Janeiro — inspiraram Pedro Nava, mais especificamente o Nava memorialista, cronista e modernista. As rupturas e mudanças arquitetônicas que essas cidades passaram principalmente na juventude de Nava, eram também reflexos do ideal de novo e moderno que perpassava a sociedade na época, sobretudo em Belo Horizonte. A arquitetura da capital mineira é marco da formação do imaginário dos sujeitos das memórias de Pedro Nava. Proposta de se substituir a Colonial Ouro Preto com seus símbolos do Padroado, resquício colonial que adentrou pelo Império. Nessa cidade republicana, valorizou-se a Higiene e a Racionalidade. A arquitetura dos prédios públicos e residenciais valorizou formas do passado, usando os materiais da industrialização.

MORTE
Matou-se com um tiro na cabeça aos 80 anos, numa praça do bairro da Glória, após ter atendido, em seu apartamento, a um misterioso telefonema. Cogita-se que Nava vinha sendo chantageado por um garoto de programa, informação encoberta pela imprensa à época. Ricardo Setti, em artigo publicado em Observatório da Imprensa, afirma que "Zuenir viu-se intensamente pressionado pelo meio cultural. De sua parte, considerava que o relato provinha de fonte pouco confiável. No final, passou as informações para a sede da revista em São Paulo, enviou a reportagem, contendo um curto parágrafo com a hipótese de chantagem sexual, mas manifestou vigorosamente sua oposição a que o parágrafo fosse publicado". Zuenir não colheu pessoalmente o relato do garoto de programa, mas os jornalistas que o fizeram consideraram seu testemunho bastante verossímil.

Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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