TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CONDE DE SÃO JOAQUIM - Arte Tumular - 258 - Cemitério da Consolação, São Paulo



Vista frontal


Vista lateral direita


Anjo encimando a capela


Detalhe


Detalhe
ARTE TUMULAR
Complexo escultórico em mármore de carrara em forma de capela em estilo gótico. Na parte frontal dois pilares finos, um de cada lado forma o pórtico do mausoléu e que sobressaem na cobertura; com uma porta em bronze decorada, em forma de ogiva. Sobre o pórtico um relevo alegórico identifica o mausoléu, com o nome do conde.
O portal termina com uma cobertura em formato triangular, destacando-se a rosácea típica das catedrais góticas, na parte frontal. De cada lado elevam-se pequenos pináculos ricamente decorados, completando a beleza da arquitetura. No topo da cobertura na parte frontal, encimando o portal, ergue-se a escultura de um anjo todo em mármore com as asas elevadas e com as mãos juntas ao corpo segurando uma guirlanda de flores, símbolo da vitória e o êxito sobre a morte . O autor fez com que o anjo parecesse flutuar no espaço com o corpo ereto e uma expressão de consternação e respeito nesse momento de extrema dor.
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo
Fotos: skyscrapercity.com/showthead.phf, Yuri Alexander, Simone (Picasaweb)
Descrição tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
Joaquim Lopes Lebre, ( Aguim, concelho de Anadia, Portugal, 18 de Agosto de 1834- São Paulo, 18 de anril de 1909), foi capitalista e negociante em São Paulo e casado com Rita Rodovalho.
Morreu aos 75 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho de Joaquim Lopes Lebre e D. Bernarda do Coração de Jesus. Embarcou em Lisboa no dia 11 de Fevereiro de 1853, com destino ao Rio de Janeiro, onde se demorou pouco tempo, partindo em seguida para a capital da província de S. Paulo, onde encetou e seguiu a carreira comercial, conseguindo à força de assíduo trabalho e incontida probidade ver coroadas as suas legítimas aspirações, tendo sido um dos principais negociantes e proprietários da cidade de S. Paulo, e sendo o seu nome bem quisto e respeitado por todas as classes sociais. Ao seu prestígio social, à sua índole profundamente caritativa e generosa deve a colônia portuguesa de S. Paulo a realização do importante edifício, em que funciona o Hospital da Sociedade Portuguesa de beneficência, sob a denominação de hospital de S. Joaquim.
Além desse importantíssimo serviço, muitos atos tem prestado, que lhe conquistaram a benemerência pública, associando-se entusiasticamente a todas as idéias patrióticas e humanitárias, e pondo sempre com a maior largueza a sua bolsa e serviços em favor dos desfavorecidos da sorte.
Joaquim Lopes Lebre foi agraciado pelo rei de Portugal em carta régia de 28 de Novembro de 1879 com o titulo de Barão de S. Joaquim, e em 22 de Março de 1881 a de Visconde do mesmo nome.
Fonte: Fragmentos na internet
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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