TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CRIPTA IMPERIAL DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL



MONUMENTO À INDEPENDÊNCIA QUE ABRIGA A CRIPTA


Vista de frente
Vista lateral direita

Vista lateral esquerda
Vista posterior

Criado em 1922 para as comemorações do centenário da emancipação brasileira, o projeto do italiano Ettore Ximenes para o monumento foi criticado na época pela ausência de elementos que representassem a história do Brasil. Por essa razão, recebeu esculturas da Revolução Pernambucana, Inconfidência Mineira e dos principais articuladores do movimento: José Bonifácio, Hipólito da Costa, Diogo Antônio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo. A cripta foi construída em 1953. Um ano depois recebeu os despojos da Imperatriz Leopoldina. Em 1972, foi a vez de D. Pedro I e em 1984 de D. Amélia.

CRIPTA
A cripta da Capela Imperial, que foi construída para abrigar os despojos da família real está localizada no sub-solo do monumento  O revestimento do teto é em mármore amarelo e os demais em granito lapidado de Ubatuba, escuro e esverdeado. Nas paredes, ao fundo dos nichos, encontram-se esferas armilares, símbolo do período dos descobrimentos marítimos portugueses. . Em 1972, ano do sesquicentenário da Independência, os restos mortais de D. Pedro I que estava no panteão da Família Real portuguesa, convento de São Vicente de Fora em Lisboa, foram trazidos para o Ipiranga e sobre o tampo onde estavam os seus despojos havia, além da imagem da coroa imperial, uma reprodução da espada usada pelo imperador no dia 7 de setembro de 1822 e a representação simbólica da primeira constituição política do Brasil, outorgada em 1824. Sobre o sarcófago de D.Pedro I existe uma réplica da Coroa Imperial. Na parte frontal, estão colocados os brasões do Brasil Império e dos arque-duques e arque-duquesas da Áustria do século XIX. Na parte frontal, os brasões do País no tempo do Império e da Casa de Bragança. Os despojos da Imperatriz Leopoldina, que estavam no Convento de Santo Antonio no Rio de Janeiro, foram transladados em 1954, nas comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Os sarcófagos são em granito verde ornado com aplicações douradas com os respectivos nomes gravados na parte frontal. Em 1982, os restos mortais de Dona Amélia de Beaurhar Beaurharnais, duquesa de Leuchtemberg (segunda esposa do Imperador), também vieram de Lisboa para a Capela. 

Interior da Cripta

SEPULTAMENTO

FAMÍLIA IMPERIAL
 Imperatriz Leopoldina, D.Pedro I e Dona Amélia de Beaurhar Beaurharnais
Fotos: O Estado de S.Paulo
Descrição: Helio Rubiales

Nenhum comentário:

Postar um comentário