TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

sábado, 9 de abril de 2011

REALI JÚNIOR - Arte Tumular - 148 - Cremado




VELÓRIO
Seu corpo foi cremado e as cinzas entregues à família
Local: Crematório de Vila Alpina, são Paulo 

PERSONAGEM

Elpídio Reali Júnior, mais conhecido como Reali Júnior, (Bauru, 1941 - São Paulo, 9 de abril de 2011) foi um jornalista brasileiro.
Morreu aos 71 anos de idade
BIOGRAFIA
Nascido em Bauru, São Paulo, em 1940,  morou também em Santos e se mudou para São Paulo ainda criança, por conta das transferências do pai. Começou a carreira aos 16 anos, cobrindo futebol para a rádio Jovem Pan.
Desde a década de 1970, mudou-se para Paris para fugir da repressão do governo militar, embora tenha negado sempre que fosse comunista.
 Reali Júnior era correspondente internacional em Paris da Rádio Panamericana, mais conhecida como Rádio Jovem Pan. Diariamente, direto da Maison de la Radio, Reali Júnior trazia um panorama da Europa e do mundo.
Dentre as suas coberturas na Europa, destacam-se as quedas dos regimes fascistas em Portugal e Espanha e a primeira visita do papa João Paulo II à Polônia, seu país natal, ainda nos tempos do comunismo.
Suas experiências de mais de 50 anos de jornalismo estão contadas em “Às margens do Sena”, livro lançado em 2007.


Trabalhou durante toda a carreira na rádio Jovem Pan e escreveu para vários jornais, tendo maior destaque “O Estado de S. Paulo”.
Foi um dos maiores correspondentes do Brasil no exterior. Homem de muita credibilidade e grandes coberturas internacionais, como a queda do avião da Varig em Paris em 1973, Guerra Irã-Iraque, Revolução dos Cravos em Portugal, morte do Caudilho Franco na Espanha, crises do petróleo, queda do muro de Berlim, assassinato do presidente Sadat do Egito, morte da Lady Diana etc.
Sua casa era tida como uma embaixada não-oficial do Brasil em Paris, sempre visitada por exilados na ditadura e brasileiros a passeio na Europa. Ele e sua esposa Amélia, com quem teve quatro filhas - entre elas, a atriz Cristiana Rea,  sempre abriram as portas de sua casa para todos que precisavam e precisam de um ombro amigo em Paris.
O seu bordão "Neste momento, às margens do Senna, junto à Maison de la Radio os termômetros marcam..." é um clássico do rádio e conhecido por grande parte dos ouvintes de rádio.


PROBLEMAS DE SAÚDE
Reali era diabético, tinha sido fumante e sofreu um infarto ainda em 1992. Há cerca de cinco anos, teve câncer no fígado. Em 2009, recebeu um transplante do órgão. Porém, no ano passado, veio o diagnóstico de que o câncer tinha chegado à coluna, o que piorou muito sua saúde.

MORTE
Carlos Pastore, seu médico pessoal, declarou que a saúde de Reali Júnior estava muito debilitada, mas que "ele estava muito lúcido até o fim". Foi ele quem constatou, na manhã deste sábado, que o jornalista tinha morrido em decorrência de um infarto.

Formatação: Helio Rubiales

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