TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

quinta-feira, 1 de abril de 2010

TAVARES DE MIRANDA - 104 - Arte Tumular - Cemitério da Consolação, São Paulo



ARTE TUMULAR
Base tumular em granito escuro em três níveis. Na cabeceira tumular (lápide) ergue-se uma cruz em granito claro, cantoneada por granito negro, dando destaque ao trabalho. Na cruz uma escultura de Cristo crucificado em bronze. Na base da cruz uma placa de bronze em relevo destaca o nome do jornalista e datas, bem como um epitáfio de sua propria autoria que diz: “ Maior do que a Lua, do que o Sol e as outras estrelas é o lampião que alumia a esquina da rua onde nasci”
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo
Fotos: Claudio Zeiger
Descrição Tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
José Tavares de Miranda (Pernambuco 16.11.1916 – São Paulo 20.08.1992). Foi um jornalista de grande evidência na década de 70, quando as figuras de destaque da alta sociedade eram mencionadas em sua coluna social editada pela Folha de São Paulo.
BIOGRAFIA
 O repórter Zé, como se denominava, foi membro da Academia Paulista de Letras, tendo convivido com o mundo da literatura e do colunismo social durante os 54 anos de vivência em São Paulo. Natural de Pernambuco, onde estudou direito e sofreu toda a repressão da ditadura do período de Getulio Vargas, tendo chegado a ser membro ativo da juventude comunista. Chegou em São Paulo com uma carta de apresentação em 1938 e tornou-se repórter policial do Diário da Noite, dedicando-se à poesia nas horas vagas do jornalismo.
Seu best-seller aconteceu com a ajuda do colunismo social, Boas Maneiras e Outras Maneiras, e orgulhava-se de ter escrito O Nojo (1946) antes de La Nausee de Sartre ter sido publicado no Brasil. Poeta e escritor, durante várias décadas manteve-se fiel à rotina diária de vida, assistindo à missa e comungando diariamente na igreja de Santa Terezinha e, de lá, seguindo para o quarto andar da Folha de São Paulo nas primeiras horas da manhã.
Foi demitido sem causa aparente, após 40 anos de serviços. Tavares de Miranda foi quem lançou a moda do blazer clássico sobre jeans e, em sua bibliografia se incluem seis livros de poesia, dois romances e o mencionado guia de etiqueta.
MORTE
O jornalista faleceu aos 75 anos, em 20 de agosto de 1992.
Fonte:astroseestrelas.com.sapo.pt/JoseTavares.html
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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