TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

quarta-feira, 14 de abril de 2010

AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO - 116 - Arte Tumular - Cemitério da Consolação, São Paulo






ARTE TUMULAR
Base tumular em dois níveis, composta por uma cruz latina em granito na parte central no nível mais alto, tendo na base uma formação piramidal com pedras de mármore de carrara de vários tamanho representando a ancoragem da cruz. Sobre essa formação de pedras há um ramo de palma, também em mármore, representando a glória e o êxito sobre a morte. Nas laterais de ambos os lados, um pilar serve como base para um vaso de bronze, ladeando a cruz. O vaso vazio, na linguagem tumular representa a separação da alma do corpo. Ainda ladeando a cruz uma floreira. No nível mais baixo, que corresponde a frente do túmulo, quatro pilares nos francos suportam na parte lateral uma "grade" tubular em bronze que protege o túmulo. Na parte anterior ancorado pela parte tubular, um gradil decorado com as iniciais do nome do escritor. Na base inferior, placas em mármore dão acesso ao túmulo.AUTOR DA OBRA: Jean Marie Joseph Magrou (J.Marie Magrou)(Béziers,França,1869-1936)
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo 
Rua 12, terrenos 19 e 20
Foto: PMSP-Secret.Cultura, Sandro Fortunato
Descrição tumular: Helio Rubiales
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PERSONAGEM
Afonso Arinos de Melo Franco (Paracatu, 1 de maio de 1868 — Barcelona, 19 de fevereiro de 1916) foi um jornalista, escritor e jurista brasileiro. Ocupou a cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Letras.
Morreu aos 48 anos de idade
BIOGRAFIA
Foi filho de Virgílio de Melo Franco e de Ana Leopoldina de Melo Franco.
Iniciou o curso de direito em 1885 em São Paulo. Concluído os estudos quatro anos mais tarde, mudou-se com a família para Ouro Preto, na ocasião capital do Estado de Minas Gerais, onde lecionou história do Brasil no Liceu Mineiro. Tornou-se um dos fundadores da Faculdade de Direito de Minas Gerais, passando a lecionar Direito Criminal. Teve papel de pioneiro nas tendências regionalistas na literatura brasileira, pela orientação que prevaleceu em seus contos, decorrentes de vivências em contato com o meio. Teve vários trabalhos publicados na Revista do Brasil e na Revista Brasileira durante a década de 1890. Monarquista, em 1897, na época da guerra de Canudos, assumiu a direção do jornal Comércio de São Paulo, no qual fez a campanha pela restauração da monarquia.
Membro da Academia Brasileira de Letras (1901). Foi eleito para a cadeira nº 40 da Academia Brasileira de letras em 31 de dezembro de 1901, sendo recebido em 18 de setembro de 1903 pelas mãos do acadêmico Olavo Bilac.
Morou no fim da vida em Paris, mas sem desligar-se das raízes interioranas brasileiras. Era tio do outro famoso Afonso Arinos de Melo (sobrinho). Suas mais importantes publicações foram: Pelo sertão (1898), Os jagunços (1898) e a coletânea de artigos Notas do dia (1900). Postumamente ainda foram publicadas: O contratador de diamantes (1917), A unidade da pátria (1917), Lendas e tradições brasileiras (1917), O mestre de campo (1918) e os contos Histórias e paisagens (1921).
MORTE
Adoeceu durante uma viagem de navio à Europa, vindo a falecer na Espanha.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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