TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

domingo, 28 de março de 2010

FARIA LIMA - 102 - Arte Tumular - Cemitério de Campo Grande, São Paulo


ARTE TUMULAR
Base tumular em granito, retangular e de linhas retas (tampo), com os nomes do prefeito e de sua esposa em letras cursivas em bronze. As duas laterais seriam ajardinadas. Na cabeceira tumular, um bloco retangular com detalhes laterais está o nome da familia em letras de bronze. Originalmente sobre o tampo havia em bronze, uma colher de pedreiro e uma rosa, simbolo de sua administração, mas provavelmente por ação de vândalos desapareceram. Na parte frontal inferior uma porta de bronze dá acesso ao túmulo.
LOCAL: Cemitério de Campo Grande, São Paulo (zona sul)
Descrição Tumular:HRubiales

PERSONAGEM
José Vicente de Faria Lima (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1909 — 4 de setembro de 1969) foi um militar e político brasileiro. Foi prefeito da cidade de São Paulo.
Morreu aos 58 anos de idade.
BIOGRAFIA
Com 21 anos de idade iniciou sua carreira na FAB, chegando em 1958 a brigadeiro do ar. Antes, no Colégio Militar, já havia mostrado ser um aluno aplicado. Na década de 30, juntamente com Eduardo Gomes e outros, voou muito pelo interior do país, fazendo as linhas do Correio Aéreo Nacional.
Na FAB fez cursos de aviador militar, de observador e de engenharia aeronáutica, especializando-se em
José Vicente Faria Lima (1965-69) O Brigadeiro José Vicente Faria Lima foi certamente o maior realizador de obras que a cidade teve. Pode-se discutir a sua escala de prioridades ou a pouca atenção dada ao verde, mas existe um consenso quanto ao reconhecimento de seu insuperado dinamismo. Uma vez disse : "A cada ano crescemos uma nova Brasília, a cada dois uma nova Curitiba e a cada três uma nova Porto Alegre. É preciso construir e trabalhar muito". E ele não fez outra coisa durante os quatro anos em que ficou responsável pela Prefeitura.
Acordava às 5 da manhã e lia os principais jornais. Às 7 ligava para a casa dos secretários e assessores comentando as notícias e a agenda do dia. Às oito horas já estava no gabinete despachando, quando não estava no helicóptero amarelo que o transportava para os canteiros de obras. Das empreiteiras cobrava ao pé da letra o respeito aos prazos contratados. Sua autoridade era sentida em todos os níveis da administração municipal.
Todas as terças-feiras havia um clima especial de expectativa na burocracia. Era o dia dos "despachos das vilas", quando recebia as SABs (Sociedades de Amigos de Bairros) em rodízio e escutava suas reivindicações, acompanhado pelos secretários e administradores regionais. Através destas audiências Faria Lima avaliava o desempenho da máquina administrativa através do relato direto da comunidade e tomava as medidas necessárias imediatamente. Quando se constatava negligência ou mau comportamento de funcionários, estes eram prontamente alertados ou punidos, se assim fosse o caso.
Sua fama de bom administrador foi revelada inicialmente como diretor do Parque da Aeronáutica de São Paulo, quando ainda era militar da ativa, chamando a atenção do então governador Jânio Quadros que o convidou para presidir a VASP, na época pertencente ao estado. A companhia aérea, que estava combalida pela administração de Adhemar de Barros, foi transformada rapidamente em uma empresa eficiente. Diante desta façanha, Jânio não demorou a convidar o Brigadeiro apara ser Secretário de Viação e Obras Públicas. Foi confirmado no cargo por Carvalho Pinto quando este sucedeu a Jânio, repetindo uma gestão exemplar.
A Prefeitura foi portanto o coroamento de sua carreira, uma das mais marcantes da administração pública brasileira. Foi ele quem terminou a estruturação de São Paulo como metrópole industrial, um ciclo iniciado com o prefeito Pires do Rio (1926-30), e preparou a transição para a metrópole dos serviços, seja deixando um plano diretor, o Plano Urbanístico Básico, seja iniciando o Metrô, duas antigas aspirações da cidade sempre adiadas.
A maior característica de sua gestão foi a preocupação viária, com destaque para os 45 km das marginais do Tietê, a interligação das avenidas 23 de maio e Rubem Berta, 51 viadutos e pontes, além do alargamento de diversas ruas e avenidas, entre elas a Faria Lima (na época rua Iguatemi) e a Rebouças. Atuou também em projetos sociais : foi o primeiro prefeito a atender a população de 0 a 4 anos, criando as primeiras creches municipais e subsidiando algumas particulares já existentes. Construiu também escolas, hospitais e postos de saude. Na área cultural deixou sua marca ao concluir o prédio do Museu de Arte de São Paulo na avenida Paulista, inaugurado pela Rainha Elizabeth II da Inglaterra durante visita oficial.
Em 1968 ajudou a conduzir o último bonde de São Paulo no trajeto Centro-Perdizes. A erradicação total dos bondes valeu-lhe muitas críticas, assim como a opção pela linha inicial do metrô. Quanto aos bondes, seu erro foi não ter preservado certas linhas consideradas como um metrô a céu-aberto, como era o caso da linha para Santo Amaro, no leito das atuais avenidas Ibirapuera e Vereador José Diniz. Com relação ao metrô, a maior demanda potencial era a da linha Leste-Oeste, mas acabou optando pela Norte-Sul que atendia uma população significativamente menor e mais bem servida por ônibus.
Chegou ao final de seu mandato no início de 1969 com uma popularidade jamais igualada : uma pesquisa apontou uma avaliação em que 97% dos paulistanos o consideravam bom ou ótimo prefeito. A Constituição de 1967, imposta pela ditadura militar ao Congresso, havia criado um mandato tampão de mais dois anos para os prefeitos, com o intuito de fazer coincidir os mandatos estaduais e municipais, além de repor nas mãos dos governadores a indicação dos prefeitos das capitais. O governador Abreu Sodré estava inclinado a indicar Faria Lima, mas cedeu às pressões do presidente Costa e Silva e nomeou Paulo Salim Maluf (1969-71), um ex-diretor da Associação Comercial de São Paulo a quem Costa devia alguns favores.
Fonte: pt.wikipedia.org e sampa.art.br
Formatação e pesquisa:HRubiales

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