TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ZACARIAS -74 - Arte Tumular - Cemitério de Sete Lagoas, Minas Gerais







ARTE TUMULAR
Base de mármore com uma placa de bronze com o nome e datas diretamente no solo.
LOCAL: Cemitério de Sete Lagoas, Minas Gerais
Foto: Guilherme Primo
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Mauro Faccio Gonçalves, conhecido popularmente como Zacarias (Sete Lagoas, 18 de janeiro de 1933 — Rio de Janeiro, 18 de março de 1990) foi um humorista brasileiro.
Ficou conhecido do grande público e ganhou notoriedade pelo seu trabalho no grupo humorístico Os Trapalhões.
Morreu aos 57 anos de idade.

BIOGRAFIA
Mauro nasceu em uma família humilde com onze irmãos. Antes de se tornar famoso, foi vendedor de sapatos e trabalhou em uma fábrica de café, onde seu pai já trabalhava.
Começou a carreira no rádio em 1955, na Rádio Cultura de Sete Lagoas, num programa humorístico chamado Em Babozal Era Assim. No ano seguinte, formou-se técnico em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio de Sete Lagoas. Através do humor, logo tornou-se conhecido pela habilidade de trocar de vozes, criando vários tipos completamente diferentes, e de imitar animais com rara perfeição.

Mudou-se para Belo Horizonte em 1957, onde tentou estudar Arquitetura, trabalhando ao mesmo tempo como bancário. Porém, dificuldades financeiras o impediram de iniciar o curso. Na capital mineira, Mauro trabalhou na Rádio Inconfidência, fazendo três programas, sendo que o que mais o marcou como comediante foi Arte Final. Logo veio o reconhecimento: foi considerado o melhor comediante do rádio de 1960 a 1963. Ainda em Belo Horizonte, fez sua estréia na televisão, na TV Itacolomi, no programa Tribunal de Calouros

Em 1963, recebeu uma proposta para trabalhar na TV Excelsior do Rio de Janeiro, a convite de Wilton Franco. Apesar da timidez - que inicialmente o impedia de trabalhar na televisão - Mauro estreou em um programa de calouros, onde criou cinco personagens, fazendo grande sucesso. Mais tarde, foi para a TV Tupi, onde criou, no programa Café Sem Concerto, o personagem que marcou definitivamente sua carreira: Zacarias[3]. Sua participação no programa fez com que Renato Aragão o convidasse para fazer parte de "Os Trapalhões". Mauro foi o último a integrar o grupo, do qual já faziam parte Didi, Dedé e Mussum, completando assim a formação do quarteto em 1975.

Além do personagem Zacarias, Mauro Gonçalves também era a voz que interagia com o personagem Aparício, interpretado por Renato Aragão, e fez um filme com Roberto Machado, intitulado Deu A Louca Nas Mulheres. Em 1970, foi premiado pela sua interpretação na peça "A Dama do Camarote". Permaneceu no grupo de "Os Trapalhões" até 1990, ano em que faleceu. Seu último filme foi Uma Escola Atrapalhada.

O TRAPALHÃO ZACARIAS
Zacarias era caracterizado pelo jeito infantil e ligeiramente afetado (embora sem conotação homossexual), pela peruca (Mauro Gonçalves era calvo) e pela risada característica. Mauro dizia que "Zacarias" era o nome de um galo que ele tinha na infância, e desde pequeno o chamavam assim.
Seu personagem foi o mais caricato de todos, marcado por seu dentes saltados e sua risada inconfundível, e pelo constante assédio à sua peruca (sempre alguém ou algo roubava sua peruca, a qual ele desesperadamente se esforçava para recuperar em meio a gritos e lamúrias). Outra característica sua era chorar feito criança ao ser agredido ou ofendido.
Devido a ação judicial movida pelos familiares relativa a direitos autorais, o personagem criado por Gonçalves teve seu nome alterado para "Zacaria" na série de quadrinhos editada pela Editora Abril.

MORTE
Zacarias faleceu em 18 de março de 1990, aos 57 anos. Embora a família do ator tivesse omitido a razão de sua morte, o boletim médico liberado para a imprensa pela Clínica São Vicente, localizada na Gávea, no Rio de Janeiro diz que o ator teve insuficiência respiratória em conseqüência de uma infecção pulmonar, muitos rumores dizem que foi devido ao enfraquecimento de seu sistema imunológico devido a dietas e a boatos não confirmados sobre ele ter tido AIDS. De lá, seu corpo foi embalsamado e levado para Sete Lagoas, onde foi sepultado. Seu falecimento chocou muitas crianças, já que na época ele estava em plena atividade.

Fonte: Wikipédia
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

3 comentários:

  1. ai desncansa o homem menino e grande artista brasileiro que o tal RENATO ARAGÃO vulgo DIDI
    abandonou, não foi no enterro
    e finge de santinho enganando o povo.
    Mauro foi um grande herói e perseguido pelo marginal RENATO ARAGÃO deis da separação em 83.

    Descanse em paz amigo.

    Flavio De Almeida
    Critico

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  2. concordo Flavio
    trabalhei na TV TUPI
    e Renato Aragão sempre foi
    mau caráter. alias neste país
    só se destacam canalhas.
    lamentavem mas Zacarias
    deixou seu nome e história.
    Parabéns Sete Lagoas, minas

    LEON ARANTES - SÃO PAULO/SP

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  3. renato aragão so pensava nele

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