domingo, 17 de outubro de 2021

INGLÊS DE SOUSA - Arte tumular - 537 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro

 






Inglês de Sousa Academia Brasileira de Letras
Nascimento28 de dezembro de 1853
ÓbidosPará
Morte6 de setembro de 1918 (64 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
CidadaniaBrasil
Alma mater
OcupaçãoProfessoradvogadopolíticojornalista e escritor
EmpregadorUniversidade Federal do Rio de Janeiro
Obras destacadasO Coronel Sangrado (1877), O Missionário (1891)
PERSONAGEM
Herculano Marcos Inglês de Sousa (na grafia arcaica, Herculano Marcos Inglez de Souza; Óbidos, 28 de dezembro de 1853 — Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1918) foi um escritor, advogado, professor, jornalista e político brasileiro, tido como introdutor do naturalismo na literatura brasileira por meio do seu romance O Coronel Sangrado, publicado em Santos em 1877. Foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 28.
Morreu aos 64 anos.

SINOPSE 
Inglês, que escreveu inicialmente com o pseudônimo Luiz Dolzani, ganhou reconhecimento literário após a publicação da obra O Missionário, no ano de 1891. Em suas obras, é perceptível a influência de escritores europeus, tais como Eça de Queirós e Emile Zola.

Também teve notável carreira política, começando como militante do Partido Liberal em 1878. Tendo sido eleito deputado provincial (equivalente aos atuais deputados estaduais) pela província de São Paulo, foi nomeado Presidente das províncias de Sergipe e do Espírito Santo. Foi também convidado várias vezes para integrar o Supremo Tribunal Federal, porém nunca aceitou.

Pouco antes de falecer, Inglês de Sousa foi eleito deputado federal pelo seu estado natal, o Pará, nas eleições nacionais de março de 1918. 

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido no município paraense de Óbidos, Herculano Marcos Inglês de Sousa era filho do desembargador Marcos Antônio Rodrigues de Sousa e de Henriqueta Amália de Góis Brito, membros de tradicionais famílias paraenses. Herculano, que estudara inicialmente nos estados do Pará e Maranhão, graduou-se em direito, em São Paulo, pela Faculdade do Largo de São Francisco , no ano de 1876. 

Inglês, que fundara diversos jornais e meios de comunicação, tornara-se secretário do Tribunal da relação do estado de São Paulo em maio de 1878[7] e posteriormente presidente de Sergipe e em seguida do Espírito Santo.


De pé: Rodolfo Amoedo, Artur Azevedo, Inglês de Sousa, Bilac, Veríssimo, Bandeira, Filinto de Almeida, Passos, Magalhães, Bernardelli, Rodrigo Octavio, Peixoto; sentados: João Ribeiro, Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Silva Ramos. 
CARREITA LITERÁRIA
Publicou dois romances em 1876, O Cacaulista e História de um Pescador, aos quais seguiram-se mais dois, todos publicados sob o pseudônimo Luís Dolzani. Com Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva publicou a partir de 1877 a Revista Nacional, versando sobre ciências, artes e letras. 

Foi o introdutor do naturalismo no Brasil, porém seus primeiros romances não tiveram repercussão. A principal características de sua obra é o enfoque no homem amazônico, acima da paisagem e do exotismo da região. 

Compareceu às sessões preparatórias da criação da Academia Brasileira de Letras (ABL), responsável pela fundação da cadeira 28, que tem como patrono Manuel Antônio de Almeida. 

Do grupo fundador da ABL participou outro ilustre obidense, José Veríssimo, que, juntamente com Araripe Júnior, Artur de Azevedo, Graça Aranha, Guimarães Passos, Joaquim Nabuco, Lúcio de Mendonça, Machado de Assis, Medeiros e Albuquerque, Olavo Bilac, Pedro Rabelo, Rodrigo Otávio, Silva Ramos, Visconde de Taunay e Teixeira de Melo, realizaram a sétima e última sessão preparatória em 28 de janeiro de 1897. 

Nesta sessão foram incorporados como membros aqueles que haviam comparecido às sessões preparatórias anteriores: Coelho Neto, Filinto de Almeida, José do Patrocínio, Luís Murat e Valentim Magalhães. Foram convidados para participar como fundadores, e aceitaram, Afonso Celso Júnior, Alberto de Oliveira, Alcindo Guanabara, Carlos de Laet, Garcia Redondo, Pereira da Silva, Rui Barbosa, Sílvio Romero e Urbano Duarte. Tornou-se conhecido com O Missionário (1891), que, como toda sua obra, revela influência de Zola. Neste romance descreve com fidelidade a vida numa pequena cidade do Pará, revelando agudo espírito de observação, amor à natureza, fidelidade a cenas regionais. 

CARREIRA POLÍTICA E JURÍDICA
Inglês de Sousa fez os primeiros estudos no Pará, no Maranhão e no Rio de Janeiro. Em 1870 foi para a cidade de Recife para preparar o concurso para a entrada na Faculdade de Direito do Recife, que cursou de 1872 a 1875. 

Em 1875, com a nomeação de seu pai como juiz de direito em Santos, foi buscar as irmãs que estavam no Pará e partiu em 1876 para São Paulo para completar o curso de direito, inscrevendo-se no quinto (e último ano) da Faculdade de Direito de São Paulo, onde se formou em 4 de novembro de 1876. 

Em 1878, quando ainda morava na cidade de Santos, onde era jornalista no Diário de Santos, de propriedade de João José Teixeira, militava ativamente no então Partido Liberal, em oposição ao Partido Conservador. Em 5 de janeiro de 1878 subiu ao poder o Partido Liberal, sob a presidência do Conselheiro João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu e com ele Carlos Leôncio da Silva Carvalho para a pasta do Império, que nomeou Inglês de Sousa para o cargo de Secretário da Relação de São Paulo, em 18 de maio de 1878. 

Foi eleito deputado provincial (equivalente aos atuais deputados estaduais) para a Assembleia Provincial de São Paulo (hoje Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) nas 23ª e 24ª legislaturas (1880 a 1883).

Foi nomeado presidente da província de Sergipe (hoje Estado) por carta imperial de 2 de maio de 1881 e tomou posse em 17 de maio de 1881. Sua missão consistia em controlar uma rebelião da guarnição militar local e supervisionar a aplicação da recém promulgada Lei Saraiva em Sergipe. Após controlar a situação e supervisionar as eleições de 1881, pediu exoneração do cargo que lhe foi concedida por decreto de 28 de janeiro de 1882, governando até 22 de fevereiro de 1882. 

 Após sua exoneração de Sergipe foi nomeado presidente da província do Espírito Santo por carta imperial de 11 de fevereiro de 1882 e tomou posse em 3 de abril de 1882. 

 Pediu exoneração do posto e deixou o cargo em 9 de dezembro de 1882 para tomar posse como deputado provincial da 24ª legislatura (1882 a 1883) da Assembleia Provincial de São Paulo. 

A partir de 1892 fixou-se no Rio de Janeiro , como advogado, banqueiro, jornalista e professor de Direito Comercial e Marítimo na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da UFRJ. 

 A publicação de Os Títulos ao Portador assegura-lhe projeção nacional e o torna jurisconsulto de fama e prestígio, sendo indicado para diretor da Faculdades de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) de 1907 a 1910, qualidade na qual presidiu o Primeiro Congresso Jurídico Nacional. 

 Convidado, mais de uma vez, para o Supremo Tribunal, não aceitou a indicação, "por motivos de ordem pessoal". Foi convidado pelo ministro Rivadávia Correia para organizar o novo Código Comercial, apresenta-o, dentro de 11 meses, com notáveis emendas aditivas, que o transformam em Código uno de direito privado, de que era convicto partidário. Realizou a primeira codificação integral de todo o direito privado. O Projeto, em três volumes que até hoje se encontra no Senado da República pendente de estudos e discussão. Como outros excelentes e bem elaborados projetos que seriam utilíssimos se promulgados, o Código de Inglês de Souza dorme o sono eterno do esquecimento. 

 Nas eleições de março de 1918, foi eleito deputado federal pelo estado seu estado natal, o Pará, recebendo o diploma de deputado em 19 de abril e tomando posse em 3 de maio, mas não completou o mandato pois faleceu em 6 de setembro daquele mesmo ano. 

MORTE
Inglês de Sousa faleceu na capital da República e foi sepultado no Cemitério São João Batista no dia 7 de setembro de 1918 com "um dos maiores acompanhamentos de que há memoria", segundo registrou o jornal "O País" no dia seguinte.
Fonte; PT.WIKIPEDIA.ORG
Formatação: Helio Rubiales

sábado, 16 de outubro de 2021

EMA d'ÁVILA - Arte Tumular - 536 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro

 



Ema d'Ávila de Camillis (Porto Alegre, 10 de abril de 1916 — Rio de Janeiro, 25 de março de 1985) foi uma atriz e comediante brasileira. Talentosa comediante no teatro, no cinema atuou em filmes do período da chanchada. Na televisão, participou de programas humorísticos e telenovelas. Era irmã do comediante Walter D'Ávila. 
Morreu aos 68 anos.

SINOPSE BIBLIOGR[ÁFICA
Foi levada para o Rio de Janeiro por Jardel Jercolis, na década de 1930, vindo a trabalhar em várias companhias de teatro de revista, entre as quais a de Alda Garrido, Vicente Celestino e Palmeirim Silva. Na década de 1950, trabalhou sucessivamente em programas radiofônicos de humor. 

Com o advento da televisão, passou a fazer parte do elenco da TV Rio. Nesta emissora, juntamente com seu irmão Walter, participou do programa humorístico Vila dos D'Ávila que reunia todos os personagens vividos pela dupla anteriormente no rádio e teatro, com produção de Chico Anysio , Haroldo Barbosa e Carlos Manga e dirigido por Wilton Franco. 

Posteriormente foi contratada pela Rede Globo, participando de seus programas de humor e de suas telenovelas. 

Foi casada com Antônio de Camillis, com quem teve dois filhos: Carlos Alexandre e Joaquim Antônio de Camillis. 

MORTE
Ema desenvolveu hipertensão arterial e, na noite de 16 de março de 1985, sofreu um derrame cerebral na sua residência em Guaratiba, e foi levada às pressas ao Instituto Médico no bairro de Santa Cruz. Por orientação do médico da família, foi removida para a Casa de Saúde da Beneficência Portuguesa, onde sofreu intervenção cirúrgica no dia seguinte. Estava cotada para interpretar a personagem "Dona Biloca" na telenovela A Gata Comeu, mas devido aos seus problemas de saúde, foi substituída por Norma Geraldy. Ema faleceu depois de sete dias de internação. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

terça-feira, 12 de outubro de 2021

ALZIRA VARGAS - Arte Tumular - 535 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro

 




Alzira Vargas
Primeira-dama do Rio de Janeiro
Período30 de janeiro de 1951
até 31 de janeiro de 1955
GovernadorErnâni do Amaral Peixoto
Antecessor(a)Alcina Macedo Soares
Sucessor(a)Maria da Glória Azevedo
Período29 de julho de 1939
até 29 de outubro de 1945
Antecessor(a)Leonina Collet
Sucessor(a)Celina Neves
Dados pessoais
Nome completoAlzira Sarmanho Vargas do Amaral Peixoto
Nascimento22 de novembro de 1914
São BorjaRio Grande do Sul
Morte26 de janeiro de 1992 (77 anos)
Rio de JaneiroRio de Janeiro
NacionalidadeBrasileira
CônjugeErnâni do Amaral Peixoto (c. 1939; v. 1989)

Alzira Vargas do Amaral Peixoto (São Borja, 22 de novembro de 1914 — Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1992), quando solteira, Alzira Sarmanho Vargas, era filha de Getúlio Vargas e de Darci Vargas. Foi chefe do Gabinete Civil da Presidência da República durante o governo de seu pai, função que assumiu quando cursava o último ano da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Trabalhou também como bibliotecária e intérprete de inglês. 
Morreu aos 77 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Alzira Vargas no retrato sob a guarda do Arquivo Nacional (Brasil). Foi casada com Ernani do Amaral Peixoto, que foi interventor federal no Rio de Janeiro de 1937 a 1939. Em 1955, Amaral Peixoto foi nomeado embaixador nos Estados Unidos. O casal viveu nos Estados Unidos de 1939 a 1942 e de 1956 a 1959, período em que Amaral Peixoto atuou como embaixador do Brasil em Washington.

Sua filha Celina Vargas do Amaral Peixoto foi casada com Wellington Moreira Franco, que governou o estado do Rio de Janeiro de 1987 a 1991. 

PROTAGONISMO E MEMORIA
Apesar de o ambiente político ser fundamentalmente masculino, foi destacado que teve efetivo protagonismo nas definições políticas de seu pai. Em especial, manteve-se como interlocutora de análise permanente, em troca de correspondências. 

Foi também chamada "guardiã da memória", por sua participação e documentação nos rumos do getulismo. Parte dessa documentação baseou a biografia Getúlio Vargas, Meu Pai.

Em 2014, na cinebiografia Getúlio, Alzira foi interpretada pela atriz Drica Moraes.

MORTE
Morreu na cidade do Rio de Janeiro
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

GREGÓRIO FORTUNATO - Arte Tumular - 534 - Cemitério Jardim da Paz, São Borja, Rio Grande do Sul




ARTE TUMULAR

Túmulo retangular em mármore com 50 cm de altura, tendo na parte central um tampo. Na cabeceira tumular destaca-se uma cruz em granito natural com a sua foto e homenagens. De cada lado erguem-se duas lápides, uma de cada lado com o nome da família.

Local: Cemitério Jardim da Paz, São Borja, Rio Grande do Sul

Fotos: Internet

Descrição tumular: Helio Rubiales


Gregório Fortunato
Getúlio Vargas e sua guarda pessoal, chefiada por Gregório Fortunato, à sua esquerda (lado direito da foto)
Nascimento24 de janeiro de 1900
São Borja
Morte23 de outubro de 1962
Rio de Janeiro
CidadaniaBrasil
Ocupaçãopolítico
PERSONAGEM
Gregório Fortunato (São Borja, 24 de janeiro de 1900 — Rio de Janeiro, 23 de outubro de 1962) foi o chefe da guarda pessoal do presidente brasileiro Getúlio Vargas, também é conhecido como "Anjo Negro", devido ao seu porte físico e sua pele negra.
Morre aos 61 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Gregório Fortunato nasceu na cidade de São Borja, no Rio Grande do Sul. Era filho dos escravos alforriados Damião Fortunato e Ana de Bairro Fortunato. 
Foi casado com Juraci Lencina Fortunato, com quem teve um casal de filhos. 

Trabalhou como peão de gado nas fazendas da região e teve sua aproximação com o clã Vargas após participar da Revolução Constitucionalista de 1932, como soldado do 14º Corpo Auxiliar de São Borja (hoje Brigada Militar do Rio Grande do Sul), unidade comandada pelo coronel Benjamim Vargas, irmão do presidente Getúlio Vargas. 

Após o fracassado Golpe Integralista contra Vargas, Benjamin criou uma guarda pessoal para proteger o presidente, recrutando vinte homens de confiança em sua cidade, entre os quais Gregório, que pela sua fidelidade se tornou o chefe da guarda até o final do Estado Novo.

ATENTADO DA RUA TONELERO
No dia 5 de agosto de 1954 ocorreu o evento considerado como o mais dramático da história política brasileira, que ficou conhecido como "Atentado da Rua Tonelero", que foi a tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda, ferrenho opositor de Getúlio Vargas. Gregório Fortunato foi acusado de ser o mandante do crime, do qual Lacerda saiu levemente ferido, não tendo a mesma sorte o major da Aeronáutica do Brasil, Rubens Florentino Vaz, que foi baleado e morreu a caminho do hospital. 

A polícia fez busca e apreensão na casa de Gregório e encontrou papéis que mostravam, que apesar de receber um salário de 15 mil cruzeiros, Gregório era dono de um conjunto de bens estimado em torno de 65 milhões de cruzeiros.  Os documentos apreendidos revelaram ainda que Gregório comprou por 4 milhões duas propriedades do filho mais moço de Getúlio, Manuel Sarmanho Vargas, o Maneco, que se encontrava em situação financeira difícil. Quando os documentos vieram a público, Getúlio Vargas inicialmente não acreditou na veracidade. Depois ficou profundamente abalado.  

O atentado desencadeou uma crise política que culminou com o suicídio de Getúlio Vargas, com um tiro no coração, em 24 de agosto de 1954. Em 1956, os acusados do crime da Rua Tonelero foram levados a um primeiro julgamento: Gregório Fortunato foi condenado a 25 anos como mandante do crime, pena reduzida a 20 anos por JK e a 15 por João Goulart. 

ASSASSINATO 
Em 23 de outubro de 1962, Gregório Fortunato foi assassinado na Penitenciária Frei Caneca, no Rio de Janeiro, pelo também detento Feliciano Emiliano Damas, o que é apontado por muitos como queima de arquivo, já que o "Anjo Negro" escrevera um caderno de anotações, único objeto de sua propriedade que desapareceu na prisão após sua morte.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales