quarta-feira, 23 de novembro de 2022

ERASMO CARLOS - Arte tumular - 603

  





Erasmo Carlos
Erasmo Carlos durante show em 2016.
Informação geral
Nome completoErasmo Esteves
Também conhecido(a) comoTremendãoGigante Gentil, Rei do rock brasileiro[1]
Nascimento5 de junho de 1941[2]
Local de nascimentoRio de JaneiroRJ
Brasil
Morte22 de novembro de 2022 (81 anos)
Local de morteRio de JaneiroRJ
Nacionalidadebrasileiro
Gênero(s)
Ocupação(ões)
CônjugeSandra Sayonara Saião Lobato Esteves (c. 1978–91)
Fernanda Passos (c. 2019)
Instrumento(s)
Período em atividade1958 - 2022
Gravadora(s)
Afiliação(ões)
Página oficialerasmocarlos.com.br
PERSONAGEM
Erasmo Esteves OMC (Rio de Janeiro, 5 de junho de 1941 — Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2022), conhecido artisticamente como Erasmo Carlos, foi um cantor, compositor, ator, músico, multi-instrumentista e escritor brasileiro. Um dos pioneiros do rock brasileiro, nos anos 60 fez parceria com o cantor e compositor Roberto Carlos, compondo várias músicas juntos, que gravavam em seus discos em carreira solo.
Morreu aos 81 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
ANOS 50 E 60
Nasceu no bairro da Tijuca na Zona Norte do Rio de Janeiro, de mãe solteira, vindo a conhecer seu pai, somente aos 23 anos de idade.

Erasmo conhecia Sebastião Rodrigues Maia – que mais tarde ficaria conhecido como Tim Maia – desde a infância. Entretanto, a amizade só viria na adolescência por conta do gosto pelo rock and roll. 

Em 1957 Tim Maia montou a banda The Sputniks, junto com Tim, Arlênio Lívio, Wellington Oliveira e Roberto Carlos. Após uma briga entre Tim e Roberto, o grupo foi desfeito. Wellington desistiu da carreira musical e o único remanescente era Arlênio, que no ano seguinte resolveu chamar Erasmo e outros amigos da Tijuca, Edson Trindade (que tocou violão no grupo Tijucanos do Ritmo, em que Tim Maia tocava bateria) e José Roberto, conhecido como "China" para formarem o grupo vocal "The Boys of Rock". 





Por sugestão de Carlos Imperial o grupo passou a se chamar The Snakes. O grupo acompanhava tanto Roberto quanto Tim Maia em seus respectivos shows. Roberto precisava da letra para a canção Hound Dog, sucesso na voz de Elvis Presley, e Arlênio Lívio apresentou Erasmo a Roberto, afirmando que Erasmo teria a letra, pois era um grande fã de Elvis. Roberto descobriu outras afinidades com Erasmo. Além de Elvis, ambos gostavam de Bob Nelson, James Dean, Marlon Brando, Marilyn Monroe, e torciam para o Vasco da Gama. 

Quando fazia parte do The Snakes, Tim Maia ensinou Erasmo a tocar violão. O The Snakes chegou a acompanhar o cantor Cauby Peixoto em sua inusitada passagem pelo rock, na gravação de "Rock and Roll em Copacabana" de 1957 e no filme "Minha Sogra é da Polícia" (1958), em que o cantor interpreta a canção "That's Rock" composta por Imperial.

Nos tempos da juventude também conheceu, Jorge Ben Jor,[6] na época conhecido como Babulina e Wilson Simonal, que também foi agenciado por Carlos Imperial. Erasmo resolveu adotar o nome Carlos no nome artístico em homenagem ao Roberto Carlos e a Carlos Imperial e com esse nome lançou o compacto que seria de grande sucesso, com a música O Terror dos Namorados, com a novidade do Órgão Hammond de Lafayette, que também era seu amigo e da Turma do Bar Divino na Tijuca. Com a chegada da bossa nova, Erasmo também se deixou influenciar pelo gênero. Roberto chegou a se tornar crooner cantando bossa nova, bastante influenciado por João Gilberto. Nesse período, Erasmo compôs "Maria e o Samba", cantado por Roberto na boate onde era crooner. Antes de seguir carreira solo, Erasmo fez parte da banda Renato e Seus Blue Caps. Participou efetivamente junto com Roberto Carlos e com Wanderléa do programa Jovem Guarda, onde tinha o apelido de Tremendão, tentando se diferenciar de Elvis, por mais que este fosse seu ídolo. Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram "Gatinha Manhosa" e "Festa de Arromba". 
Em 1966, Erasmo compõe com Roberto o sambalanço "Toque o Balanço", gravado por Elza Soares. 

Também em 1966, Erasmo, Eduardo Araújo e Carlos Imperial foram acusados de corrupção de menores, sendo contudo inocentados. Com o término do programa, entrou em crise, mas conseguiu se recuperar com a ajuda de seu parceiro Roberto Carlos e de sua esposa, Narinha. Nessa fase de transição fez sucesso cantando "Sentado à Beira do Caminho" e "Coqueiro Verde", primeiro samba-rock gravado por Erasmo. Roberto e Erasmo eram criticados por cantar e compor rock e de serem americanizados. Erasmo chegou a dividir uma apartamento no bairro do Brooklin em São Paulo com Jorge Ben Jor, apontado como um dos criadores do estilo, 

O disco Erasmo Carlos e os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares de canções de compositores da MPB, como "Saudosismo", de Caetano Veloso e "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, lançada no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa, em que Erasmo atua com Roberto e Wanderléa) e "Teletema" (canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de Noiva, da Rede Globo), de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, além da primeira gravação de "Sentado à Beira do Caminho". 

ANOS 70
Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Wanderléa no filme “Roberto Carlos e o diamante cor de rosa”, 1970. Arquivo Nacional. Na década de 1970, Erasmo assina com a Polydor. A primeira metade da década mostra o Tremendão num estilo bem diferente da Jovem Guarda. Influenciado pela cultura hippie e pelo soul, lança Carlos, Erasmo em 1971. O disco, que abre com "De Noite na Cama", escrita por Caetano Veloso especialmente para ele, traz um polêmica ode à maconha. 

O existencialismo prossegue em seus outros LPs dos anos 70: Sonhos e Memórias, Projeto Salva Terra e Banda dos Contentes. "Sou uma Criança, Não Entendo Nada", "Cachaça Mecânica" e "Filho Único" são algumas canções de destaque no período. Pelas Esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologia: "Panorama Ecológico". 

Participou dos filmes Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971), de Roberto Farias; e Os Machões (1972), dirigido por Reginaldo Faria, que também atuou no filme. Em 1975 aparece em show ao vivo no documentário Ritmo Alucinante, registro do festival de rock Hollywood Rock, realizado no mesmo ano, no Rio de Janeiro. 

ANOS 80
Erasmo Carlos começa os anos 80 com um projeto ambicioso. Erasmo Convida é um pioneiro projeto no Brasil. Foram doze canções interpretadas em dueto com artistas como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, A Cor do Som, As Frenéticas, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben e Caetano Veloso. A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios: a regravação de "Sentado à Beira do Caminho", com a participação do parceiro Roberto Carlos nos vocais. 

No ano seguinte, o LP Mulher tem uma grande repercussão com as canções "Mulher (Sexo Frágil)" (escrita com sua mulher, Narinha), "Pega na Mentira" e "Feminino Coração de Deus" (de Sérgio Sampaio). O sucesso na mídia, que continuou com Amar Pra Viver ou Morrer de Amor (1982), trouxe uma cobrança para Erasmo: assim como o parceiro Roberto Carlos (no auge do sucesso), ele deveria lançar um trabalho inédito todos os anos. "Lentinha, para tocar no rádio", como disse o cantor ao relembrar seus discos na época. Embora seja a década com mais lançamentos de trabalhos novos, Erasmo tem algumas ressalvas sobre os seus discos a partir da segunda metade da década - Buraco Negro (1984), Erasmo Carlos (1985), Abra Seus Olhos (1986) e Apesar do Tempo Claro... (1988). O disco de 1988 seria seu último na Polydor (selo da Polygram, mais tarde Universal Music). 

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que numa participação especial diminuta, no coro da versão brasileira de "We Are the World", o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África, ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água". Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi, no entanto, criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. 

Em 1989, ele ainda faria o álbum ao vivo Sou uma Criança, com participações de Leo Jaime e dos grupos Kid Abelha e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e lançado pela pequena gravadora SBK. 

ANOS 90
Nos anos 90, o trabalho de Erasmo apareceu de forma bissexta na canção. Além de sempre assinar com Roberto Carlos as canções feitas para seus discos anuais, ele lançou dois discos. Homem de Rua, lançado pela Sony Music em 1992, chegou a ter repercussão com a faixa-título, que fez parte da trilha da telenovela De Corpo e Alma, mas a canção era tema do personagem Bira de Guilherme de Pádua, que, ao lado da esposa Paula Thomaz, assassinou a atriz Daniella Perez, filha da autora da novela Glória Perez. Por conta desse acontecimento, Erasmo em respeito a atriz, nunca mais cantou essa música. Outra gravação de destaque foi "A Carta", na qual Erasmo cantou com Renato Russo. 

Em 1995, ele voltou a ter destaque nas comemorações dos trinta anos da Jovem Guarda, que rendeu discos e shows. No ano seguinte, Erasmo gravou o álbum É Preciso Saber Viver, com regravações de canções de seu repertório. O destaque foi para "Do Fundo do Meu Coração", dueto com Adriana Calcanhotto. 

Em 26 de dezembro de 1995, sua ex-esposa Sandra Sayonara Saião Lobato Esteves, a Narinha morreu de parada cardiorrespiratória, aos 49 anos, depois de ingerir cianeto. Narinha tinha uma ponte de safena e havia tentado o suicídio duas vezes. A primeira, com um tiro, e outra, ao ingerir uma alta dose de tranquilizantes. Narinha era paisagista e morava sozinha num apartamento em São Conrado, no Rio de Janeiro. O casal estava divorciado havia quatro anos, depois de um casamento de treze.

SÉCULO XXI
Somente em 2001 Erasmo voltaria a lançar um disco novo. Pra Falar de Amor traz interpretações dele para canções apenas suas, além de canções de Kiko Zambianchi e Marcelo Camelo. O destaque é "Mais um na Multidão", dueto com Marisa Monte e de autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown. No ano seguinte, ele lançou seu primeiro DVD ao vivo, além de um CD duplo. 

No início de 2004, ele lançou seu trabalho mais autoral: Santa Música, com doze canções de autoria apenas de Erasmo Carlos. Além da faixa-título, destaca-se a faixa "Tim", feita em homenagem a Tim Maia. Em 5 de fevereiro de 2004, sua mãe Maria Diva Esteves faleceu aos 83 anos devido a complicações de diabetes e isquemia.

Em 2007, Erasmo novamente lançou um disco no qual recebe convidados. Erasmo Convida, Volume II apresenta novos encontros musicais em que Erasmo interpreta parcerias dele com Roberto. Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas Skank e Los Hermanos estão entre os convidados. A faixa de maior destaque nas rádios é "Olha", cantada com Chico Buarque, e tema da novela das 21 horas, Paraíso Tropical, da Rede Globo. 

Também em 2007, Erasmo compôs a faixa de abertura de SóNós, o segundo disco-solo da vocalista do Kid Abelha, Paula Toller. 

No dia 5 de junho de 2009, no dia em que completou 68 anos, Erasmo lançou, pela sua gravadora Coqueiro Verde, o CD Rock 'n' Roll, uma homenagem ao gênero que mais o influenciou, com doze composições próprias, sendo sete em parceria: Nando Reis (em "Um beijo é um tiro" e "Mar vermelho"), Nelson Motta (em "Chuva ácida" e "Noturno Carioca"), Chico Amaral (em "Noite perfeita" e "A guitarra é uma mulher"), e Liminha e Patrícia Travassos (em "Celebridade"). Destaque também para "Olhar de Mangá", na qual Erasmo cita nomes de 52 personalidades femininas (reais ou fictícias). A canção é inspirada nas expressões faciais usadas nos quadrinhos japoneses (os chamados mangás). No mesmo ano, publicou a autobiografia Minha Fama de Mau publicada pela Editora Objetiva. O livro seria adaptado em um filme homônimo em 2019, com Erasmo interpretado por Chay Suede. 

Em 2010, Erasmo compôs em parceira com Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle um samba enredo para a GRES Beija-Flor, que anunciou um enredo sobre Roberto Carlos para 2011. porém, o samba composto por Erasmo não passou nas eliminatórias, A canção escolhida foi "A Simplicidade de um Rei", que tem como um dos co-autores, JR Beija-Flor, filho do intérprete da Escola, Neguinho da Beija-Flor.

 Erasmo lançou um novo disco intitulado Sexo em agosto de 2011. Em 2013 a faixa "Além do Horizonte" foi tema da novela homônima das 19 horas, também da Rede Globo. Em 2014, é lançado Gigante Gentil, seu terceiro disco consecutivo só com músicas inéditas. O disco venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. Em 14 de maio de 2014, seu filho Alexandre Pessoal, também cantor e compositor, morreu aos quarenta anos de idade, vítima de morte cerebral causada por um acidente de moto em 7 de maio. Ficou em coma induzido, porém não resistiu ao tratamento e faleceu. 

No dia 29 de agosto de 2018, Erasmo foi indicado ao Grammy Latino: Prêmio Excelência Musical da Academia Latina de Gravação. Já no dia 13 de novembro de 2018, em Four Seasons Hotel, em Las Vegas, foi homenageado e então recebeu o prêmio, insigne de "à excelência musical". Ganhou também o prêmio UBC em 9 de outubro em 2018, pela "União Brasileira dos Compositores", como o "compositor brasileiro do ano". Foi feita também uma homenagem em forma de documentário, em que vários artistas atuais e clássicos compareceram, como Gilberto Gil, Ludmilla, entre outros. 

Seu álbum ...Amor É Isso foi eleito o 10º melhor disco brasileiro de 2018 pela revista Rolling Stone Brasil,[25] e um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2018 pela Associação Paulista de Críticos de Arte. 

Em dezembro de 2019, lançou o EP Quem Foi Que Disse Que Eu Não Faço Samba..., dedicado a canções de samba, sambalanço e samba rock compostas ao longo de sua carreira. 

Em 2020, assina contrato com a Netflix, como ator protagonista no longa-metragem Modo Avião, juntamente com Larissa Manoela. Em fevereiro de 2021 lança o álbum O futuro pertence à... Jovem Guarda com oito canções dos anos 60.

MORTE
Erasmo Carlos morreu no dia 22 de novembro de 2022 no Rio de Janeiro, após ser internado no mesmo dia em um hospital na Barra da Tijuca.

Fonte: pt.wikipédia.org
Formatação: Helio Rubiales

sábado, 15 de outubro de 2022

PADRE CACIQUE (Joaquim de Barros) - 602 - Capela Nosso Senhor dos Milagres (Asilo Padre Cacique, Porto Alegre

 





Asilo Padre Cacique

ARTE TUMULAR
No interior da Capela, destaca-se um Sarcófago em mármore, suportado por pés de mármore no interior de colunas em mármore com motivos religiosos, com formato de altar

Local: Capela Nosso Senhor dos Milagres (Asilo Padre Cacique, Porto Alegre, Brasil)  Padre Joaquim 
Fotos: Wikipédia, findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales
Padre Cacique
Nascimento1831
Salvador
Morte1907 (75–76 anos)
CidadaniaBrasil
Ocupaçãosacerdote
ReligiãoIgreja Católica

PERSONAGEM
Joaquim de Barros, mais conhecido como Joaquim "Cacique" de Barros ou Padre Cacique (Ribeira do Itapagipe em Salvador, 11 de agosto de 1831 — Porto Alegre, 15 de maio de 1907), foi um professor, padre católico e filantropo brasileiro, figura reconhecida nos campos da educação e da assistência social em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. 
Morreu aos 76 anos.

SINOPSE
Considerado um grande educador, foi o primeiro diretor da Escola Normal, além de lecionar várias disciplinas. Fundou várias instituições beneficentes, destacando-se o Colégio Santa Teresa, voltado para a educação de meninas órfãs, e o Asilo de Mendicidade, para recolhimento de indigentes. Foi visto como um obreiro dedicado e incansável e como um exemplo de apostolado cristão, recebendo muitos elogios e homenagens em vida e após sua morte. Os edifícios das principais instituições que fundou são patrimônio histórico tombado. 

PRIMEIRO ANOS 
Joaquim de Barros era filho de José Raimundo de Barros, mestre construtor de barcos, e Alexandrina Rosa. "Cacique" foi o apelido que o pai lhe deu ainda pequeno — e pelo qual se tornaria conhecido —, notando sua determinação e energia. Manifestou o desejo de seguir a carreira religiosa ainda jovem. Depois de bem sucedidos estudos elementares, foi admitido no Seminário de Salvador para estudar Teologia. Formou-se, mas ainda não tinha chegado à idade canônica para ser ordenado, e então prosseguiu seus estudos no campo da Pedagogia, imaginando tornar-se professor. Aceitou um convite para lecionar as disciplinas de História, Geografia e Cosmografia no Ginásio Baiano, fundado pelo educador Barão de Macaúbas e reputado pelos seus métodos avançados de ensino.

Foi ordenado sacerdote em 1853, mas um problema de saúde fê-lo transferir-se para o Rio de Janeiro, onde deu aulas no Mosteiro de São Bento e no Colégio Pedro II. Aperfeiçoou seu preparo na Escola Central, estudando Matemática. Em 1862 decidiu mudar-se novamente, escolhendo Porto Alegre como seu novo campo de ação, onde desenvolveria a parte mais importante de sua carreira.

PORTO ALEGRE
Pouco depois de chegar foi nomeado professor de Teologia do Seminário Episcopal pelo bispo Dom Sebastião Laranjeira. Na mesma altura foi convidado a ministrar o catecismo na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, cujo pároco, José Inácio de Carvalho Freitas, tornar-se-ia um grande amigo. 

Nos sábados auxiliava na distribuição de esmolas da Igreja para famílias carentes. Um certo dia encontrou entre os pedintes uma viúva inválida, Ignácia Kremitz, com sua filha pequena, Josefina. Condoído com a situação das duas, passou a se responsabilizar pela criação de Josefina, conduzindo-a para o Asilo Sagrado Coração de Maria. A partir de então o Padre Cacique voltaria seus esforços para mitigar as dificuldades dos órfãos, pobres e doentes. Logo outras meninas foram recolhidas pelo padre, que iniciou uma campanha para angariar recursos. Contudo, o padre tinha ideias inovadoras sobre educação, que não eram bem recebidas pela direção do asilo. Assim, ele levou suas protegidas para outra instituição, o Colégio Santa Catarina, dirigido por Rita e Emília Souto Mayor, como uma solução temporária, uma vez que ele já idealizara a fundação de uma instituição que pudesse dirigir pessoalmente.

Anos antes o imperador D. Pedro II havia patrocinado a construção de uma escola na cidade, o Colégio Santa Teresa, cujas obras iniciaram em 1846, mas haviam sido interrompidas e a estrutura inacabada estava ociosa. As atividades educativas e sociais do padre já eram conhecidas em Porto Alegre, e em vista da sua boa reputação não lhe foi difícil conseguir o apoio de várias autoridades para pleitear junto ao imperador a concessão do edifício. Munido de cartas de recomendação do presidente da província, da Câmara Municipal, do chefe de polícia e de um abaixo-assinado com os nomes de muitos próceres locais, Padre Cacique dirigiu-se à Corte para entregar o pedido em mãos do monarca, que concedeu-lhe a posse do imóvel e da chácara onde ele se situava, estipulando que ele deveria ser convertido em uma escola-internato para educação de pelo menos vinte meninas órfãs, pondo a fundação, o programa de ensino e os futuros funcionários e professores sob a supervisão do governo provincial. As despesas de conservação do prédio ficavam por conta do governo imperial, que se reservava o direito de retomar o imóvel se julgasse oportuno. Com doações recebidas de famílias porto-alegrenses, o padre pôde finalizar a obra e instalar o Colégio Santa Teresa em 1865, que passou a abrigar as suas meninas do Colégio Santa Catarina e poucos anos depois, em 1867, absorveu também as funções do extinto Asilo Santa Leopoldina, que recolhia os expostos da Santa Casa de Misericórdia.

As internas recebiam uma formação incomum para os padrões provincianos referentes à educação de meninas. Além de ensinamentos de economia doméstica, artes manuais, moral e comportamento, o currículo incluía lições de Astronomia, Física, Química e Mecânica, e era-lhes dado acesso a revistas científicas e obras literárias. As internas recebiam também uma subvenção do governo provincial, e complementavam seus ganhos com trabalhos manuais e confecção de roupas, possibilitando-lhes formar um dote para seu eventual casamento. Para manter o educandário o Padre Cacique mantinha uma campanha permanente para coleta de fundos, muitas vezes batendo de porta em porta por esmolas, e aumentava suas rendas vendendo traduções que fazia de obras didáticas e edificantes. Entre 1873 e 1882 as internas e ex-internas haviam contribuído com mais de 27 contos de réis para as obras assistenciais do padre. Em 1882 o estabelecimento ainda era o único em seu gênero em toda a província.  

Em 1869 foi nomeado primeiro diretor da Escola Normal da Província, cuja fundação ele incentivara. Em 1881 iniciou outra obra de grande vulto, que seria o Asilo de Mendicidade.[8] Em 1885, por ocasião da visita a Porto Alegre da Princesa Isabel, o edifício já estava adiantado, mas as obras estavam paralisadas desde 1882 por ordem do imperador, por localizar-se próximo demais do Colégio Santa Teresa.[9] Em seu diário de viagem a princesa assinalou que o padre era pessoa dinâmica e original, "muitíssimo admirado" por todos, e que o Colégio Santa Teresa, já então uma instituição prestigiada, dava grandes frutos. Dezesseis professoras haviam se formado ali, a diretora era uma antiga interna, as instalações eram muito asseadas e bem organizadas, e toda a administração estava a cargo de internas e ex-internas, que também haviam ajudado na construção inicial do Asilo de Mendicidade com expressivas doações monetárias e mesmo trabalho braçal como auxiliares de pedreiro. Impressionada com o que viu, a princesa conseguiu junto ao pai a autorização para a continuidade das obras do Asilo de Mendicidade, sendo inaugurado finalmente em 19 de junho de 1898.

Sua atuação na Escola Normal também foi profícua. Fundada em 5 de abril de 1869 como um departamento do Liceu Dom Afonso, com a finalidade de preparar professores para o ensino primário, passou a funcionar em 12 de maio com doze alunos. Em 1872 ganhou independência e uma sede própria. Então o Padre Cacique reformou o currículo, separando a Pedagogia da Gramática, assumiu a cátedra de Pedagogia, além de se responsabilizar pelas disciplinas de Caligrafia, Gramática, Catecismo, História Sagrada e História da Igreja. Várias das internas do Colégio Santa Teresa se formaram professoras ali, entre elas Josefina, sua primeira protegida, que após a formatura passou a dirigir a Escola Prática anexa à Escola Normal. Durante sua gestão o padre entrou em uma disputa com o governo a respeito do método de ensino, sendo removido da direção em 17 de abril de 1873, embora continuasse a lecionar até 1881, quando demitiu-se. Não obstante, sua reputação continuava alta, sendo convidado a integrar o Conselho de Instrução Pública da Província, e tornando-se ainda membro da banca examinadora de Português para os candidatos aos cursos superiores do país. Segundo Teresinha Venturin, 

Outra iniciativa que merece lembrança é a criação da Caixa Econômica Padre Cacique, uma caixa de poupança para famílias e crianças pobres. Fundada em 1884, em apenas um ano havia registrado mais de mil e setecentas contas, que somavam um total de mais de 10 contos de réis, sendo louvada na imprensa como um exemplo de prática de economia, tão fecundo que o padre tornava-se "credor de novos louvores", abrindo "uma verdadeira era de felicidade para todos aqueles que compreendem que é preciso não cuidar somente do presente. [...] Por mais este serviço em bem do próximo, o Padre Cacique de Barros recomenda-se ao respeito da sociedade que já tanto o considera".

Em 1891 fundou outro colégio para meninas, servindo como professoras ex-internas do Colégio Santa Teresa. Seu currículo incluía lições de moral, higiene, civilidade, exercícios físicos, noções básicas sobre as moléstias mais comuns e seu tratamento, noções de agricultura e criação de animais, economia doméstica e trabalhos manuais, ciências, piano, canto, dança, desenho, língua francesa e italiana, confecção de roupas, entre outros tópicos.

Sarcófago do Padre Cacique Asilo de Mendicidade Padre Cacique 

ÚLTIMOS ANOS E MORTE
Em 1892, preocupado com o destino das suas obras após sua morte, criou uma fundação mantenedora, a Sociedade Humanitária Padre Cacique, com um Conselho Administrativo composto por influentes personalidades porto-alegrenses. Continuou na direção, contudo, até falecer. Em 1894 criou um serviço para atendimento médico, assistência religiosa e sepultamento de desvalidos.

Em 1906 sua saúde já estava abalada. Visitando-o em abril de 1907, o arcebispo Dom João Becker encontrou um homem alquebrado e paupérrimo, tendo destinado tudo o que tinha para a caridade, mas ainda planejava a fundação de um asilo para os expostos e meninos pobres. Faleceu em 15 de maio de 1907, devido a problemas cardíacos. Ao morrer deixava um patrimônio em obras pias orçado na vultosa quantia de 850 contos de réis.

Seu desaparecimento foi muito lamentado, e o sepultamento atraiu uma multidão. Carregaram o caixão o presidente do estado Borges de Medeiros, o intendente de Porto Alegre José Montaury, e os capitães Inácio Montanha e Francisco Rocha. O enterramento foi pago pelo município, que também financiou um túmulo no cemitério católico da Santa Casa.

O asilo para meninos que o padre concebera no final da vida viria a se materializar através do trabalho da Sociedade Humanitária, com o nome Asilo São Joaquim, inaugurado oficialmente em 18 de agosto de 1936 durante as comemorações pelos 105 anos de seu nascimento. O Colégio Santa Teresa funcionou sob a direção da Sociedade Humanitária até 1946, quando foi encampado pelo Estado e recebeu nova destinação. O Asilo de Mendicidade ainda está em funcionamento. Em 2014 abrigava 150 idosos.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

GUILHERME DE ALMEIDA - Arte tumular - 601 - Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, Parque do Ibirapuera, São Paulo











Local:  Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932,  Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil
Guilherme de Almeida
Nascimento24 de julho de 1890
CampinasSão Paulo
Morte11 de julho de 1969 (78 anos)
São PauloSão Paulo
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoJuristajornalistaescritorpoeta
PrémiosPrémio Jabuti 1968
Magnum opusA Dança das Horas e Messidor

PERSONAGEM
Guilherme de Andrade de Almeida (Campinas, 24 de julho de 1890 — São Paulo, 11 de julho de 1969) foi um advogado, jornalista, heraldista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.
Morreu aos 78 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de Estevam de Araújo Almeida, professor de direito e jurisconsulto, e de Angelina de Andrade. Foi casado com Belkiss Barroso de Almeida, de cuja união nasceu o filho, Guy Sérgio Haroldo Estevam Zózimo Barroso de Almeida, que se casou com Marina Queirós Aranha de Almeida, c.g. Foi, com seu irmão, Tácito de Almeida (1889 - 1940), importante organizador da Semana de Arte Moderna de 22, tendo criado em 1925 conferência para difusão da poesia moderna, intitulada "Revelação do Brasil pela Poesia Moderna", que foi apresentada em Porto Alegre, Recife e Fortaleza. 

HISTÓRIA
Um dos poemas de Guilherme de Almeida, "A Carta Que Eu Sei de Cor", presente em seu livro "Era uma vez", foi declamado na Faculdade de Letras de Coimbra, em 1930, na importante conferência "Poesia Moderníssima do Brasil" - esta conferência foi estampada na revista 'Biblos' (Faculdade de Letras de Coimbra), Vol. VI, n. 9-10, Coimbra, Setembro e Outubro de 1930, pp. 538 – 558; e no 'Jornal do Commercio', Rio de Janeiro, domingo, 11 de janeiro de 1931, página 3). Foi um dos fundadores da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, onde lecionou Ciência Política. 

 Guilherme de Almeida foi ainda um dos fundadores da Revista Klaxon, que visava a divulgação da ideias modernistas, tendo realizado sua capa, assim como os arrojados anúncios da Lacta, para a mesma Revista. Elaborou também a capa da primeira edição do livro "Paulicéa Desvairada", de Mário de Andrade. Participou do grupo verde-amarelista e colaborou também com a Revista de Antropofagia, tendo escrito poemas-piada à moda de Oswald de Andrade. 

 Foi o primeiro modernista a entrar para a Academia Brasileira de Letras (1930).Terceiro ocupante da Cadeira 15, eleito em 6 de março de 1930, na sucessão de Amadeu Amaral e recebido pelo Acadêmico Olegário Mariano em 21 de junho de 1930. Recebeu o Acadêmico Cassiano Ricardo. Em 1958, foi coroado o quarto "Príncipe dos Poetas Brasileiros"  (depois de Bilac, Alberto de Oliveira e Olegário Mariano). A essência de sua poesia é o ritmo “no sentir, no pensar, no dizer”. Dominou amplamente os processos rímicos, rítmicos e verbais, bem como o verso livre, explorando os recursos da língua, a onomatopeia, as assonâncias e aliterações. Na época heroica da campanha modernista, soube seguir diretrizes muito nítidas e conscientes, sem se deixar possuir pela tendência à exaltação nacionalista. Nos poemas de Simplicidade, publicado em 1929, retornou às suas matrizes iniciais, à perfeição formal desprezada pelos outros, mas não recaiu no Parnasianismo, porque continuou privilegiando a renovação de temas e linguagem. Sobressaiu sempre o artista do verso, que o poeta Manuel Bandeira considerou o maior em língua portuguesa. 
 Entre outras realizações, foi o responsável pela divulgação do poemeto japonês haikai no Brasil.

VIDA PÚBLICA
Guilherme de Almeida na Revolução de 1932. Combatente na Revolução Constitucionalista de 1932 e exilado em Portugal, após o final da luta, foi homenageado com a Medalha da Constituição, instituída pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Sua obra maior de amor a São Paulo foi seu poema Nossa Bandeira, além do Hino dos Bandeirantes - oficializado como letra do Hino do Estado de São Paulo - e da letra do hino da Força Pública (atual Polícia Militar do Estado de São Paulo). É proclamado "O poeta da Revolução de 32". Escreveu o poema Moeda Paulista, a pungente Oração ante a última trincheira, a letra do "Hino Constitucionalista de 1932/MMDC", O Passo do Soldado, de autoria de Marcelo Tupinambá, com interpretação de Francisco Alves. O poema treze listras em homenagem a bandeira do estado de São Paulo, que mais tarde foi feito o dobrado ( musica militar) treze listras do compositor e maestro Pedro Salgado 

 É de sua autoria a letra da Canção do Expedicionário com música de Spartaco Rossi, referente à participação dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial. 

 Autor da letra do Hino da Televisão Brasileira, executado quando da primeira transmissão da Rede Tupi de Televisão, realizada por mérito de seu concunhado, o jornalista Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.Dedicou-se ainda a outras artes e atividades, além da literatura e da poesia: desenhista amador, cultivou também a heráldica, tendo criado o brasão das cidades de São Paulo , Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). 

 Foi presidente da Comissão Comemorativa do Quarto Centenário da cidade de São Paulo. 

MORTE
Encontra-se sepultado no Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, ao lado de Ibrahim de Almeida Nobre, o "Tribuno de 32", dos despojos dos jovens conhecidos pela sigla M.M.D.C. (Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Américo Camargo de Andrade), e do caboclo Paulo Virgínio.

Fonte: Wikipédia

Formatação: Helio Rubiales 

ÉDER JOFRE - Arte tumular - 600 - Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, São Paulo

  

CREMAÇÃO

Seu corpo foi cremado no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos e as cinzas entregue aos familiares


Eder Jofre Boxing pictogram.svg
Informações pessoais
ApelidoGalo de Ouro
CategoriaPesos Galo e Pena
Nacionalidadebrasileiro
Data de nasc.26 de março de 1936
Cidade natalSão PauloSP
Falecimento2 de outubro de 2022 (86 anos)
LocalEmbu das Artes, SP
Estilotécnico com forte pegada
Cartel
Lutas81
Vitórias75
Nocautes52
Derrotas2
Empates4

PERSONAGEM
Éder Jofre (São Paulo, 26 de março de 1936 – Embu das Artes, 2 de outubro de 2022) foi um pugilista brasileiro. Conhecido pela alcunha "Galo de Ouro", concedida pelo escritor Benedito Ruy Barbosa, foi tricampeão mundial de boxe, campeão peso-pena pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC), e campeão do peso-galo pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC) e pela NBA (National Boxing Association), posterior Associação Mundial de Boxe (WBA). Lutava, quando amador, sob as cores do São Paulo Futebol Clube.
Morreu aos 86 anos

SINOPSE
Introduzido ao "Hall da Fama" do boxe, localizado na cidade de Canastota, Estados Unidos, em 1992, foi considerado, por especialistas de boxe do mundo inteiro na revista especializada em boxe The Ring como o "melhor pugilista da década de 1960", à frente de Muhammad Ali, que ficou na segunda colocação. Além disso, em 2002 ele foi ranqueado na nona posição entre os "melhores pugilistas dos últimos cinquenta anos" novamente pela revista norte-americana The Ring, e considerado por especialistas como o maior peso-galo do boxe na era contemporânea.

Converteu-se ao vegetarianismo em 1956, depois de uma leitura que indicava que a carne era prejudicial ao organismo humano, conforme declarou no documentário A Carne é Fraca produzido pelo Instituto Nina Rosa. 

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nasceu no centro de São Paulo, na rua do Seminário, e posteriormente se mudou para o bairro paulistano do Peruche, localizado na zona norte. Sua família era de boxeadores, pois seu pai, o argentino José Aristides Jofre, conhecido como "Kid Jofre" (1907 - 1974), já havia sido um respeitável pugilista, passando assim os ensinamentos para o filho, que logo aprendeu a "amar a nobre arte", apesar de sua primeira opção profissional ter sido pelo desenho arquitetônico, curso que realizava em sua adolescência. Em virtude do desabamento do teto do Liceu de Artes e Ofícios, perdeu o material didático e por não ter recursos para adquirir um novo, desistiu do sonho de desenhista. Só para ilustrar, adorava fazer desenhos de seus super heróis favoritos, como Capitão Marvel, Super Homem e Capitão América. 

Em 1953, subiu pela primeira vez nos ringues como amador, no torneio "Forja de Campeões", patrocinado pelo jornal A Gazeta Esportiva. Ainda na condição de amador, disputou os Jogos Olímpicos de 1956 em Melbourne, Austrália. Chegou aos jogos como um dos favoritos, já que estava invicto como amador até então, mas devido a organização brasileira, que o fez treinar com um lutador bem maior e cuja consequência foi a quebra de seu nariz, fez com que ele lutasse sem muitas condições, tendo que respirar pela boca, culminando na derrota, em sua segunda luta na competição, por decisão dos jurados para o chileno Claudio Barrientos que após tornar-se profissional voltou novamente a lutar contra Eder e foi derrotado sendo "vítima" de 8 knock downs. 

Profissionalmente, começou em 1957 na categoria "peso-galo". No ano seguinte, era já um campeão brasileiro em sua categoria. Em 1960, contra o argentino Ernesto Miranda, conquistou o título sul-americano dos "galos", começando assim, a escrever o seu nome na história do boxe mundial. Em 1961, muda-se para os Estados Unidos e torna-se campeão mundial pela National Boxing Association, a mesma que se tornou a Associação Mundial de Boxe (WBA) em 1962, vencendo, por nocaute, o mexicano Eloy Sanchez no Olympic Auditorium. Um ano depois, unificou os títulos da categoria "peso galo", vencendo o irlandês Johnny Caldwell, campeão da versão europeia. Eder conseguiu manter o seu título mundial até 1965, ganhando todas as lutas por nocaute. Naquele ano, em um resultado contestado, foi derrotado pelo japonês Fighting Harada. Em 1966, na revanche, outra derrota em um resultado controverso, culminando em enorme desilusão. 

Em 1970, após três anos de sua "aposentadoria", onde fazia várias exibições pelo Brasil afora, em um circo de sua tia Olga Zumbano. Voltou aos ringues lutando na categoria "peso pena". Foram 25 vitórias, sendo uma delas em cima do gigante cubano, naturalizado espanhol, José Legra que lhe valeu o título mundial do Conselho Mundial de Boxe (W.B.C), em uma categoria superior a que ele começou; isso aconteceu em 5 de maio de 1973. Durante a luta seu pai passou mal e foi internado. Fez uma única defesa do título dos penas contra um dos maiores pugilistas mexicano, Vicente Saldivar, e o derrota por nocaute no 4º round mantendo seu cinturão. 

Em 1974, seu pai e treinador, Kid Jofre, morreu devido a um câncer no pulmão, e em 1976, devido a morte do irmão Dogalberto, aposenta-se do boxe profissional. 

Mesmo após ter se aposentado do esporte, continuou a disputar lutas em forma de exibições, uma delas realizada no Ginásio do Ibirapuera, que é considerado uma das mais notáveis contra Servílio de Oliveira, o primeiro medalhista Olímpico do Boxe brasileiro em 1968, transmitida pela Rede Record de televisão. 

Também foi professor de boxe em uma famosa academia paulistana, treinando modelos, atores, empresários. 

POLÍTICA
Participou na política partidária como político, foi eleito vereador de São Paulo pelo PDS, em 1982. Em 1989, filiou-se ao PSDB, seguindo carreira política de 1989 a 2000, quando foi membro da Assembleia Constituinte Municipal que promulgou a Lei Orgânica do Município de São Paulo, sendo um dos seus signatários. Foi autor de 25 leis, sendo a grande maioria relacionada a saúde e educação. 

MORTE
Em março de 2022, Éder Jofre foi internado em São Paulo, por causa de uma pneumonia. E em 2 de outubro de 2022, já bastante debilitado pela doença, acabou morrendo aos 86 anos. 

CINEMA
Um filme foi produzido em homenagem a Éder Jofre, com o título de "10 Segundos Para Vencer". O filme conta sua história e a relação entre ele e seu pai e treinador, Kid Jofre, além de mostrar suas grandes conquistas no boxe. 

Criado por Thomas Stavros, que também assina o roteiro e produção, o filme foi produzido pela Globo Filmes, em parceria com a Tambellini Filmes. Também são produtores, Breno Silveira e Chico Abréia, e dirigido por José Alvarenga Júnior. Daniel de Oliveira no papel de Eder Jofre, o filme conta ainda com a participação de Osmar Prado, Ravel Andrade, Sandra Corveloni, Kelly Freitas, Samuel Toledo, Wither Dalus e Ricardo Gelli. A data de lançamento do filme foi 27 de setembro de 2018.

No dia 25 de agosto de 2018, o filme foi agraciado por 2 Kikitos no Festival de Cinema de Gramado: Melhor Ator para Osmar Prado (Kid Jofre), e Melhor Ator Coadjuvante para Ricardo Gelli (Antonio "Tonico" Zumbano).

HOMENAGENS
A partir de 17 de outubro de 2021,Eder Jofre torna-se o primeiro boxeador do Brasil a ter seu nome incluído na galeria do Hall da Fama da Costa Oeste (WCBHOF), em Los Angeles. Indicado em 1992, Eder também já faz parte do IBHOF - Hall da Fama Internacional, localizado em Canastota, Nova Iorque, o mais importante deles, criado em 1989, onde também é o único nome brasileiro. Também faz parte de outras três galerias semelhantes que listam os melhores de todos os tempos na modalidade, todas nos Estados Unidos. 

A The Ring, edição de 90 anos, o escolheu como melhor boxeador da década de 1960. Muhammad Ali ficou em segundo. Apesar da satisfação de vê-lo ser homenageado internacionalmente, os filhos de Eder Jofre lamentam que ele seja pouco reconhecido no Brasil.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

CLÁUDIA JIMENEZ - Arte tumular - 599 - Cremada no Memorial do Carmo, no Caju, Rio de Janeiro.

 


  CREMAÇÃO

Seu corpo foi cremado e as cinzas entregue aos familiares

Local: Memorial do Carmo, no Caju, Rio de Janeiro. 
Cláudia Jimenez
Jimenez em 2016
Nome completoCláudia Maria Patitucci Jimenez
Outros nomesCláudia Gimenez
Nascimento18 de novembro de 1958
Rio de JaneiroDF
Morte20 de agosto de 2022 (63 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidadebrasileira
Ocupação
Período de atividade1978–2022
PrêmiosLista
Causa da morteinsuficiência cardíaca

PERSONAGEM
Cláudia Maria Patitucci Jimenez (Rio de Janeiro, 18 de novembro de 1958 – Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2022) foi uma atriz, humorista, dubladora e roteirista brasileira.Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios, incluindo um Prêmio APCA e o prêmio de Melhor Atriz pelo Festival de Brasília, além de ter recebido indicação para um Troféu Imprensa.
Morreu aos 63 anos.

SINOPSE
Jimenez iniciou sua carreira no teatro, tendo sua estreia profissional em A Ópera do Malandro, de 1978, como a a prostituta Mimi Bibelô. Em 1979 estreou na televisão fazendo uma participação especial na série Malu Mulher, mas foi a partir da década de 1980 que começou a se destacar, trabalhando com humor em programas como Os Trapalhões, Viva O Gordo e Chico Anysio Show. Ela também realizou participações em novelas, como Eu Prometo (1983) e Ti Ti Ti (1985). Entre 1990 e 1993 participou do seriado Escolinha do Professor Raimundo, onde interpretou uma de suas personagens mais famosas, a Cacilda. Por esse trabalho, ela se saiu vencedora do Prêmio APCA de melhor comediante. 

No cinema, ela começou fazendo pequenas participações em filmes de sucesso como Gabriela, Cravo e Canela (1983), Ópera do Malandro (1986) e Romance da Empregada (1987). Mas foi no filme O Corpo, de 1991, que ela ganhou maior reconhecimento, onde atuou como a protagonista Bia. Ela recebeu muitos elogios por seu desempenho e foi agraciada como o Troféu Candango de Melhor Atriz, no Festival de Cinema de Brasília. Em 1992 estreou como protagonista no teatro no monólogo Como Encher um Biquíni Selvagem, recebendo muitos elogios por sua atuação. Cláudia se popularizou ainda mais ao integrar o elenco do seriado Sai de Baixo, em 1996, interpretando a doméstica Edileuza do Espírito Santo durante a primeira temporada do programa. Em 1998 voltou às novelas como a cômica Bina Colombo em Torre de Babel. Sua personagem ganhou muita repercussão por seus bordões e ela foi aclamada pela crítica, recebendo uma indicação ao Troféu Imprensa de Melhor Atriz.

Nos anos subsequentes, tornou-se uma das atrizes mais populares e renomadas do país sendo presença constante em produções na televisão e no teatro, especialmente por sua veia cômica na interpretação. Entre 1999 e 2001 atuou como Glorinha no seriado Zorra Total. Em 2001 voltou às novelas em As Filhas da Mãe. Em 2005 interpretou a mexicana Consuelo na novela América. Em 2007 se destacou na novela Sete Pecados, como a anja atrapalhada Custódia, sendo indicada ao Prêmio Contigo! de Melhor Atriz Coadjuvante. Entre outros trabalhos, destacou-se como a protagonista do seriado A Vida Alheia (2010), a falsa vidente Mãe Iara em Aquele Beijo (2011), a radialista Jesuína em Sexo e as Negas (2014) e a rica Lucrécia Abdalla em Haja Coração (2016).

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascida em 18 de novembro de 1958 no Rio de Janeiro numa família com raízes espanholas e italianas,[9] Cláudia é formada no Curso Normal, fez especialização em maternal e jardim-de-infância, além de teatro amador no Tijuca Tênis Clube.

Em 1978 faz sua estreia no teatro profissional, interpretando a prostituta Mimi Bibelô na primeira montagem de Ópera do Malandro, de Chico Buarque, ao lado de Ary Fontoura e Marieta Severo. O produtor Maurício Shermann a viu na peça e a convidou para ir à TV Globo. Cláudia foi convidada para participar da abertura do programa Viva o Gordo e logo entrou para o elenco do programa, onde permaneceu por quatro anos. Simultaneamente, também fez participações no programa Os Trapalhões. Sua performance cômica chamou a atenção de Chico Anysio, que a convidou para atuar em vários de seus programas, como Chico Anysio Show e Escolinha do Professor Raimundo. Ao lado de Chico viveu várias personagens, como a ninfomaníaca Pureza, a sádica enfermeira Alda e a inesquecível Dona Cacilda, uma aluna namoradeira e paródia da apresentadora Xuxa, com o bordão Beijinho-Beijinho Pau-Pau!.

VIDA PESSOAL
Obesidade e estereótipos 
Apesar do bom humor ao narrar os fatos, Cláudia Jimenez dizia-se vitima de gordofobia pela sociedade, para exemplificar tal situação que gerava constrangimento, ela citava a ocasião na qual estava passando sua lua de mel na cidade de Nova Friburgo, localizada na região Serrana Fluminense; quando ela ao descer do Teleférico do Suspiro foi ridicularizada por uma pessoa que, debochando, disse que o teleférico estava testado e que não mais desabaria por excesso de peso. 

Por conta de questões de sua saúde sensível, teve que perder peso em função dos cuidados exigidos por seu coração. Nesta situação, Jimenez chegou a ser alvo de um polêmico debate que atinge os humoristas com sobrepeso: a de que o comediante corre o risco de perder a graça se emagrecer; preocupada com as críticas sobre essa questão, Cláudia preferiu demonstrar o seu talento como profissional de humor, recusando o estereótipo de "gordinha engraçada".

RELAÇÕES
Em sua vida pessoal, Jimenez namorou tanto mulheres, como homens. Em 2008, terminou seu relacionamento com a personal trainer Stella Torreão, com quem era casada desde 1998. Após o término, ela teve diversos namoros, entre eles, com a cantora Leila Pinheiro e o ator Rodrigo Phavanello, seu par romântico em Sete Pecados. A atriz também se envolveu com o ator Todd Rotondi, quando este esteve no Brasil. Em 2010, Jimenez e Torreão retomaram a relação e voltaram a viver juntas.

SAÚDE
Em 1986, Claudia Jimenez foi ao médico para curar uma tosse persistente. Lá, descobriu que tinha câncer, no caso, um tumor maligno no mediastino, que fica atrás do coração. A atriz e humorista chegou a ser desenganada, mas felizmente o diagnóstico não se cumpriu e ela superou a doença.

Em 1987, foi submetida a sessões de radioterapia para tratar um câncer no mediastino e que, segundo os médicos, pode ter enfraquecido os tecidos de seu coração.[68] Em 1999, submeteu-se a uma cirurgia cardíaca para colocar cinco pontes de safena.

Em 2012, Cláudia passou por sua segunda cirurgia no coração, desta vez para reparar sua válvula aórtica, e em 2013, precisou se afastar das gravações da novela Além do Horizonte por conta de cirurgia para colocação de um marca-passo.

MORTE
A atriz faleceu aos 63 anos, na manhã de 20 de agosto de 2022. Ela estava internada no Hospital Samaritano, localizado no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.  A causa da morte foi insuficiência cardíaca, devido ao tratamento de câncer no mediastino. Na ocasião o Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota de pesar pela morte da atriz.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

JORGE VEIGA - Arte Tumular - 598 - Cemitério de Inhaúma, Zona Norte, Rio de Janeiro





Entrada do cemitério




Jorge Veiga
Eliana Pittman e Jorge Veiga
Informação geral
Nome completoJorge de Oliveira Veiga
Nascimento14 de abril de 1910
OrigemRio de JaneiroRJ
PaísBrasil Brasil
Gênero(s)Samba
Extensão vocaltenor
Período em atividade1934 - 1979
Gravadora(s)RCA VictorOdeonCopacabana

PERSONAGEM
Jorge de Oliveira Veiga (Rio de Janeiro, 14 de abril de 1910 - 29 de junho de 1979), foi um cantor e compositor brasileiro, especializado em sambas. 
Morreu aos 69 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nasceu no bairro suburbano do Engenho de Dentro, onde teve uma infância de pobreza. Trabalhou desde a infância como engraxate, vendedor de frutas e de doces. Quando adulto, passou a trabalhar como pintor de paredes. Costumava cantar durante o serviço e um dia o proprietário de uma casa comercial em que Jorge trabalhava gostou do que ouviu. Graças à indicação deste homem, Jorge conseguiu se apresentar como calouro em um programa da Rádio Educadora do Brasil (PRB-7).

A partir de 1934 iniciou sua carreira artística apresentando-se em circos e pavilhões populares do Rio de Janeiro. Naquele mesmo ano, começou a se apresentar imitando Sílvio Caldas no programa "Metrópolis", da Rádio Educadora. Em 1939 realizou sua primeira gravação, "Adeus João", cantando ao lado do acordeonista Antenógenes Silva, que era o titular do disco.



Especializou-se em sambas malandros e anedóticos, além dos sambas de breque. Em 1942, quando atuava na Rádio Guanabara, conheceu Paulo Gracindo, na época apresentador de programas de rádio, que mudaria seu estilo de interpretação segundo o próprio cantor: "(Paulo Gracindo) me ensinou a cantar sempre sorrindo, para dar mais leveza à interpretação e divertir mais os ouvintes", diria Jorge Veiga anos mais tarde. Pelos anos seguintes realizaria dezenas de gravações, com muito sucesso popular.

Graças ao rádio, Jorge Veiga conquistou ainda mais popularidade. Na Rádio Nacional abria suas apresentações sempre com a mesma frase: “Alô, alô, aviadores que cruzam os céus do Brasil. Aqui fala Jorge Veiga pela Rádio Nacional. Queiram dar os seus prefixos para a guia de nossas aeronaves”. 

Em 1959, Jorge Veiga alcançou seu maior sucesso com a regravação do samba "Acertei no milhar", de Wilson Batista e Geraldo Pereira, que virou um marco na sua carreira. Em 1979, ano de sua morte, a CBS lançou o LP "O eterno Jorge Veiga", com um apanhado de seus sucessos, incluindo composições suas como "Boi com abóbora", "Festival de bolachadas" e "Casa que tem cachorro". 

MORTE
Jorge Veiga morreu em 1979, de septicemia em decorrência de um câncer, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de Inhaúma.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales