TEMÁTICA

Este espaço destacará o túmulo de personalidades famosas do meio artístico e histórico- cultural, sem qualquer conotação político-partidária ou religiosa doutrinária.


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades famosas. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural brasileiro. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

“MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

MÚSICA

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

JOÃO DO PULO - Arte Tumular - 219 - Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, São Paulo





ARTE TUMULAR 
Tumulo retangular em granito negro polido, tendo na cabeceira tumular duas bases, também em granito, uma menor com uma placa com o seu nome e datas (lápide) e outra mais elevada, suportando o seu busto em bronze
Local: Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, São Paulo
Fotos: Emanuel Messias
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
João Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, (Pindamonhangaba, 28 de maio de 1954 — São Paulo, 29 de maio de 1999) foi um atleta saltador brasileiro e ex-recordista mundial do salto triplo.
Morreu aos 45 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Em 1973, treinado pelo então professor da USP Pedro Henrique de Toledo, conhecido como "Pedrão", quebrou o recorde mundial júnior de salto triplo no Campeonato Sul-Americano de Atletismo com a marca de 14,75 m. Em 1975, dois anos depois, nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México conquistou a medalha de ouro no salto em distância com a marca de 8,19 m e em 15 de outubro, também a medalha de ouro no salto triplo, com a incrível marca de 17,89 m, quebrando o recorde mundial desta modalidade em 45 cm, e que pertencia ao soviético Viktor Saneyev. Era o favorito a medalha de ouro no salto triplo nos Olimpíada de Montreal em 1976 mas com a marca de 16,90 m foi superado pelo soviético Viktor Saneyev e pelo americano James Butts. Em 1979, nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, João tornou-se bicampeão tanto do salto triplo como do salto em distância. Em 1980, novamente favorito a vencer o salto triplo na Olimpíada de Moscou, ficou uma vez mais com a medalha de bronze (17,22 m), superado respectivamente pelos soviéticos Jaak Uudmae (17,35 m) e Viktor Saneyev (17,24 m). Os fiscais anularam 3 de suas 6 tentativas, em que teria ultrapassado a marca de 17,50 m. Um possível favorecimento da organização da prova aos atletas da casa é alvo de suspeitas e especulações até os dias de hoje. De quebra, João do Pulo foi tricampeão mundial no salto triplo em 1977, 79 e 81 (em Roma, com 17,37 m, vencendo Jaak Uudmae e o futuro recordista Willie Banks). Foi o principal ídolo do esporte dito amador brasileiro entre 1975 e 1981. Seu recorde mundial somente foi batido quase dez anos depois pelo americano Willie Banks com 17,90 m em Indianápolis em 16 de junho de 1985. Seu recorde brasileiro e sul-americano só foi batido vinte e dois anos depois por Jadel Gregório, com 17,90 m, em Belém no dia 20 de maio de 2007 (que coincidentemente também foi atleta do antigo técnico de João do Pulo).
ACIDENTE
Teve a carreira de atleta brutalmente interrompida em 22 de dezembro de 1981, quando sofreu um grave acidente automobilístico. Sua perna direita teve que ser amputada e seu desempenho atlético ficou comprometido. Após a recuperação, formou-se em Educação Física e entrou na vida política sendo eleito deputado estadual em São Paulo pelo Partido da Frente Liberal, em 1986, e reeleito em 1990. Não se reelegeu em 1994 e 1998.
MORTE
oão do Pulo morreu em 1999 devido a cirrose hepática e infecção generalizada, solitário (abandonado por parentes e amigos que se refestelavam às suas custas nos tempos de glória) e com problemas financeiros e com o álcool. No fim da vida, sua única fonte fixa de renda era o soldo de segundo tenente reformado do Exército Brasileiro. Chegou a ser preso por não pagar pensão alimentícia a um de seus dois filhos. Foi homenageado pelos compositores Aldir Blanc e João Bosco com a canção "João do Pulo".
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

domingo, 14 de outubro de 2012

ÂNGELA DINIZ - Arte Tumular - 220 - Cemitério Parque da Colina, Belo Horizonte, Minas Gerais


ARTE TUMULAR
Placa de mármore com o seu nome e datas gravados sobre uma laje de granito natural

Local: Cemitério Parque da Colina, Belo Horizonte, Minas Gerais
Fotos: Guilherme Primo
Contribuição: Renato Bastos da Silva
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Ângela Maria Fernandes Diniz (Belo Horizonte, 1944 - Búzios, 30 de dezembro de 1976) foi uma socialite brasileira da década de 70.
Morreu aos 32 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Angela Diniz casou-se aos 18 anos com o engenheiro Milton Villas Boas, do qual se separou após 9 anos e três filhos. Manteve, depois, relacionamento com o colunista social Ibrahim Sued, em 1975, do qual se separou para viver com Doca Street. Foi assassinada em uma casa na Praia dos Ossos, Armação dos Búzios estado do Rio de Janeiro pelo seu companheiro, Doca Street (Raul Fernandes do Amaral Street). O crime foi amplamente divulgado em jornais e televisão. A vida de Ângela viraria um filme dirigido por Roberto Farias, tendo Deborah Secco no papel principal. , mas o filme não chegou a ser realizado. O livro Mea Culpa, editado em 2006, escrito pelo assassino confesso, trata com profundidade a ocorrência.
MORTE
"A Pantera de Minas", como era tratada a biografada nas colunas sociais da época, foi morta por disparos de uma pistola Beretta.
 Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

JECE VALADÃO - Arte Tumular - 218 - Jardim da Saudade Cemitério Parque, Cachoeiro de Itapemirim, Espirito Santo



ARTE TUMULAR
Placa em bronze com o seu nome e datas gravados sobre o gramado do cemitério

Local: Jardim da Saudade Cemitério Parque,  Cachoeiro de Itapemirim, Espirito Santo
Fotos: Emanuel Messias
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Jece Valadão, pseudônimo de Gecy Valadão, (Campos dos Goytacazes, 24 de julho de 1930 — São Paulo, 27 de novembro de 2006) foi um ator e diretor brasileiro.
Morreu aos 76 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido em Murundu, distrito do município de Campos, na região norte do estado do Rio de Janeiro. Foi criado em Cachoeiro de Itapemirim, devido à transferência de seu pai, ferroviário, para a cidade. Valadão construiu como ator uma imagem de homem rude e machão. Associou-se voluntariamente à palavra "cafajeste" no plano pessoal. Trabalhou em mais de cem filmes, como ator, diretor e produtor. Foi casado com a atriz Vera Gimenez, padrasto da apresentadora Luciana Gimenez e era pai do ator Marco Antônio Gimenez. Casou-se seis vezes e teve nove filhos. Em 1995, converteu-se ao protestantismo, chegando a se tornar pastor da sua igreja, a Assembléia de Deus.

CARREIRA ARTÍSTICA
Carreira artística Valadão fez parte do elenco das primeiras montagens de Perdoa-me por Me Traíres e Os Sete Gatinhos, ambas peças de Nelson Rodrigues — então seu cunhado — e que o considerava o ator perfeito para suas peças. Nos anos 70, foi ator e sobretudo produtor de comédias e filmes policiais eróticos. Uma de suas últimas participações na televisão foi na série Filhos do Carnaval, onde interpretou um bicheiro dono de uma escola de samba. O papel de bicheiro também foi representado pelo ator nos filmes Boca de Ouro, Amei um Bicheiro e Deu Águia na Cabeça. Após alguns anos sem representar, após a conversão em 1995, voltou para participar de O Cangaceiro (1997), Garrincha — Estrela Solitária (2003) e Em Nome de Jesus (2003). Na televisão, atuou com maior destaque na telenovela Transas e Caretas (1984), de Lauro César Muniz. Em 1991, participou dos primeiros trinta capítulos de O Dono do Mundo. Mais recentemente, fez participações especiais nos seriados Sob Nova Direção e A Diarista e nas telenovelas Bang Bang (Globo) e Cidadão Brasileiro (Record), além da série Filhos do Carnaval, transmitida pelo canal HBO, em 2006. Gravou o documentário O Evangelho Segundo Jece Valadão, sobre a própria vida, em que disse ter-se arrependido por ter sido um pai ausente e em que conta como Jesus Cristo o salvou, tornou-se evangélico há dez anos. "O Jece Valadão morreu dez anos atrás e eu renasci espiritualmente", definiu ele certa vez. Seu último filme, totalmente finalizado, foi a produção mineira 5 Frações de Uma Quase História, lançada em maio de 2008. Ele interpreta um juiz corrupto que propõe a um funcionário que assuma o assassinato de uma prostituta, crime que ele cometera. Pois em Encarnação do Demônio embora tenha estreado em 2008 fora filmado em 2007.
MORTE
Em 21 de novembro de 2006, Jece Valadão sentiu-se mal e foi internado na UTI do Hospital Panamericano, com insuficiência respiratória. E, às 17h20 do dia 27 de novembro veio a falecer. Foi enterrado no Jardim da Saudade Cemitério Parque, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo.
Fonte: pt.wi9kipedia.org
Formatação: Helio Rubiales